Ministro fez novo posicionamento após polêmica

Na última segunda-feira (25), escolas públicas e particulares – da educação básica –  do país receberam um e-mail do Ministério da Educação (MEC) com uma mensagem do ministro Ricardo Vélez Rodríguez, pedindo que a mesma fosse lida para os alunos. A orientação era que as instituições de ensino executassem o Hino Nacional e que os estudantes fossem filmados durante o ato.

O Ministério da Educação ressaltou que o comunicado enviado às escolas apresentava um pedido de cumprimento voluntário e que a atividade fazia parte da política de valorização dos símbolos nacionais. A mensagem foi encerrada com as frases “Brasil acima de tudo” e “Deus acima de todos”, uma alusão ao slogan da campanha do atual presidentes nas eleições. As críticas foram intensas nas redes sociais e posicionamento de alguns governos.

As Secretarias de Educação de alguns estados também já informaram por meio de notas, ter recebido com “surpresa” o pedido do MEC. Ente elas, o governo pernambucano chegou a dize que não vai cumprir o pedido do ministério. “A proposta fere o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) no que se refere ao direito à liberdade, ao respeito e à dignidade dos alunos. Além do respeito à preservação da imagem, da identidade, da autonomia, dos valores, ideias e crenças”, diz a nota publicada no site do órgão.

Opiniões sobre o Hino Nacional nas escolas

Já em seu perfil o Deputado Federal, engenheiro e professor (@IvanValente) Ivan Valente opinou sobre o assunto. “Quem tanto fala em doutrinação é o primeiro a propagar doutrinação nas escolas. Vélez cometeu crime de improbidade administrativa ao colocar como política de governo o slogan da campanha eleitoral do Bolsonaro. Isso sim é aparelhar o ensino público #HinoNacionalNasEscolas”, pontuou.

Já o internauta André Stetelle (@AndreStetelle) é contrário a sua opinião. “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos. Isso é maravilhoso! Onde está o problema? Autorizo meu filho cantar o Hino Nacional e também aprender que Deus está acima de todos”, assegurou.

Depois de toda polêmica, o MEC enviou, no dia 26 de fevereiro, às escolas de todo país uma nova versão da carta. O órgão sinalizou que a carta a ser lida foi devidamente revisada a pedido do ministro, após reconhecer o equívoco. A carta atualizada tem a seguinte mensagem: “Brasileiros! Vamos saudar o Brasil e celebrar a educação responsável e de qualidade a ser desenvolvida na nossa escola pelos professores, em benefício de vocês, alunos, que constituem a nova geração”.

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