Gato Maracajá é filmado no Parque Municipal do Atalaia

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Câmera de monitoramento no interior do parque flagrou o animal silvestre

O gato Maracajá, devolvido ao ambiente na parte interna do Parque Municipal do Atalaia, no dia 08 de junho, foi filmado nos primeiros minutos do dia 26 de junho, em área no interior do bosque. Segundo o coordenador do Parque Atalaia, o biólogo Alexandre Bezerra, o animal apresenta estado bom de saúde. O gato Maracajá é um animal silvestre muito parecido com a jaguatirica, embora menor, e de cauda mais longa

A câmera que fará o monitoramento até o ano que vem, também capturou imagem de uma cuíca, um gambá e um rato silvestre, “Estes animais são parte da cadeia alimentar do gato Maracajá, um controlador biológico que evita a superpopulação desses bichos”, conta Bezerra, frisando que a Guarda Ambiental ainda faz rondas constantes no local para evitar impactos à natureza e visando preservar a biodiversidade da Mata Atlântica.

O gato havia sido capturado no dia 07 de junho, no distrito da Bicuda Grande. Foi imobilizado pelo Guarda Ambiental Luis Nogueira, membro da equipe de Educação Ambiental, que o entregou para os funcionários soltá-lo no ambiente. Quem o libertou em seu habitat foram as equipes do parque, do setor de fauna da Secretaria de Ambiente e de zoologia, do Instituto de Sustentabilidade e Biodiversidade (antigo Nupem/Universidade Federal do Rio de Janeiro).

Para o monitor do Parque Atalaia, Marcelo Tavares Viana, as equipes envolvidas obtiveram sucesso no processo de soltura e adaptação do espécime. “Isso é um indicador de que o Parque Atalaia pode ser utilizado para a reintrodução dessa espécie de felino e de outras da fauna nativa da Mata Atlântica, com o objetivo de aumentar populações ameaçadas e minimizar o risco de extinção”, explica.

Ele conta que animais de outras espécies da fauna nativa têm sido introduzidos no Parque, como exemplo, cita algumas espécies de papagaios, de primatas, além de aves de rapina e de outros mamíferos.

Gato Maracajá

Seu nome científico é Leopardus wiedii e sua família é a Felidae. O gato Maracajá tem hábitos solitários e predominantemente noturnos. Esta espécie é extremamente adaptada à vida arbórea, com pernas traseiras muito flexíveis, o que lhe confere grande agilidade para subir até em galhos bem finos.

Pode ser encontrado em plantações como coqueirais e cafezais. O habitat é predominantemente em florestas, inclusive nas matas de galeria do cerrado. Sua distribuição geográfica ocorre nas planícies costeiras do México até o norte do Uruguai e Argentina e em todo o Brasil, com possível exceção da região da caatinga, até a parte norte do Rio Grande do Sul.

Sua alimentação consiste em roedores e aves, mas também frutas e sementes. A reprodução do gato Maracajá se realiza da seguinte maneira: um único filhote, que nasce após um período de 81 a 84 dias de gestação.

Quem quiser informar o aparecimento de algum animal silvestre ou ameaçado em extinção em ambiente urbano, pode ligar para a Secretaria de Ambiente, 2772-3571, 2772-3597 e 2772-3377.

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