Witzel consolida projeto apresentado por Tristão para resgatar o Estado

Equilíbrio e desenvolvimento do Rio dependem de união de forças e de planejamento

O fomento às estruturas econômicas já consolidadas no Estado, associada a garantia de cumprimento de regras contratuais e de licenciamento, são os caminhos que irão pavimentar o equilíbrio fiscal e o ciclo de desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro. O diagnóstico dos problemas, e os remédios para curar a ferida fiscal do governo, foram apresentados na semana passada pelo secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Lucas Tristão, após percorrer três cidades importantes para o fomento da prosperidade fluminense: Macaé, São João da Barra, Quissamã e Campos dos Goytacazes.

Para Tristão, o fomento do Estado depende de planejamento, união e equilíbrio. “ O ponto focal do desenvolvimento econômico do Rio de Janeiro há de ser o crescimento orgânico da economia do estado, com a atração de novos investimentos e ampliação dos projetos empresariais aqui já estabelecidos. Isso resolverá, de um só turno, dois dos nossos maiores problemas: o desequilíbrio fiscal e o desemprego, através do incremento da arrecadação e a potencialização de geração de emprego e renda”, disse Tristão.

O secretário afirmou que o Rio está de portas abertas para receber novos investimentos e considerou urgente a necessidade de revisão da política de benefícios fiscais, invertendo a lógica das duas últimas décadas.“Não são os incentivos fiscal e financeiro que viabilizam os negócios, são os negócios que viabilizam os incentivos. As nossas empresas têm que ser naturalmente competitivas, e os benefícios fiscais devem agir somente no comércio das commodities, nos serviços que são os mesmos aqui e em outros estados”, afirmou o secretário.

O governador Wilson Witzel destacou a necessidade de maior autonomia dos estados e redução da burocracia para alavancar os empreendimentos em infraestrutura e elevar os investimentos. “É preciso rever o pacto federativo, o Rio de Janeiro arrecada em impostos federais R$ 120 bilhões e tem que cuidar da educação, saúde, segurança pública, tem que fazer praticamente tudo. Hoje existem amarras burocráticas que estão impactando no desenvolvimento econômico do Brasil. O que precisamos é destravar essas amarras e fazer com que nossos estados tenham mais autonomia”, disse o governador.

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