Transcorrido o dia de Natal, com as pessoas atendendo as orientações médicas e das autoridades sanitárias sem grandes aglomerações nas famílias, recomendação levada ao pé da letra para evitar a transmissão do coronavírus, algumas vítimas continuam sendo registradas e não vão parar até que as vacinas, de qualquer origem, forem disponibilizadas para serem aplicadas na população para se ver livre desse mal que ainda encontra, nos meios políticos, algumas resistências que, afinal, serão vencidas.

No mundo político, são muitas as expectativas vividas desde Brasília, onde se travam lutas para dominar o poder. Quem os tem, não pretende largar, e quem não os tem, de alguma maneira procura alternativas para chegar a ele porque, acreditam muitos que, sem poder, os atores políticos estão fora da carta de baralho e não terão alternativas para compor acordos que possam deixar alguns deles, mesmo em minoria, em lugares de destaque, para influir na vida do cidadão de bem, este sim, o mais vulnerável com algumas medidas ou decisões adotadas que só deixam a sociedade mais estupefata.

Nesta semana que passou, a espetacularização da prisão do prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, junto com alguns auxiliares do governo, no apagar das luzes, mostram as vísceras dos governos mal sucedidos não só na capital, como em todo o Estado, em gestões que vem desde 1998 com o ex-governador Anthony Garotinho, passando pela sua mulher Rosinha, e alcançando Pezão, Sergio Cabral, recordista de penas aplicadas dentre outras figuras que se destacaram na vida política, só Deus sabe como.

Também na Assembleia Legislativa e no Tribunal de Contas do Estado, muitas cabeças que exerceram o domínio durante muitos anos, tendo o então presidente da Alerj Jorge Picciani como líder de uma organização criminosa, tendo a quadrilha chegado a todos os membros do TCE que acabaram afastados e respondem a processos e, ancorados no foro privilegiado que já deveria ter acabado, arrastam as decisões da Justiça, na maioria das vezes, beneficiando os réus à medida que o tempo passa para provocar a prescrição dos crimes.

Enquanto o último executivo ator político Wilson Witzel, aguarda a decisão do seu pedido de impeachment, que deverá culminar com seu afastamento, as ações malfeitas saltam da jurisdição estadual para o municipal, e não são poucos os prefeitos que estão enrolados senão em processos dos Tribunais de Contas do Estado ou da União, e por outras razões vão sendo fisgados nas redes dos procuradores que anunciam denúncias por todos os lados, uma delas, atingindo o prefeito de Macaé, Dr. Aluízio dos Santos Junior, que no fim de linha, além das contas de 2019 rejeitadas pelo TCE, ainda é acusado, junto com alguns de seus aliados, de atos de corrupção envolvendo a BRK Ambiental, denúncias iniciadas em 2013 e avançando, como comprovado na longa denúncia do Ministério Público Federal. E pensar que, no rastro dessa ação, outras vão atingir alguns vereadores que devem entra na lista dos ficha sujas.

Como é grande a expectativa política reinante, desde que o ex-vereador e até agora deputado Welberth Rezende, eleito prefeito apoiado pelo atual governo, transita por alguns obstáculos para a efetiva sucessão, os anúncios de nomes que vão compor seu futuro governo, alguns “estrangeiros” e desconhecidos, não se conhece a capacidade técnica de cada membro que circula nas redes sociais, e não existe fonte oficial, a não ser o próprio prefeito eleito, para confirmar o seu futuro staff que vai encontrar muitos desafios pela frente, alguns dos quais gigantes, mas terá na sua sabedoria, a capacidade de enfrenta-los já pela sua experiência política na Câmara Municipal e na Assembleia Legislativa, além de sua formação como profissional do Direito.

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