De autoria de Marcéli Torquato e tendo como diretora Joana Lebreiro, o espetáculo ‘Saia’ conta a história de duas crianças, que são criadas sob a saia da mãe até que um furo na vestimenta faz com que elas comecem a desconfiar da falta de acontecimentos em suas vidas. Saia é uma investigação sobre o instinto materno em um mundo violento.

A apresentação acontece no Teatro Sesi Macaé nesta quinta-feira (26), com texto de Marcéli Torquato e direção de Joana Lebreiro

Com texto de Marcéli Torquato e direção de Joana Lebreiro, entra em cena a peça ‘Saia’, prometendo uma noite de muita diversão e aplausos. O espetáculo acontece no Teatro Sesi Macaé nesta quinta-feira (26). A apresentação será encenada a partir das 20h. Os ingressos custam R$ 22 (inteira), e a classificação etária é de 16 anos.
O texto de Marcéli Torquato foi escrito durante a 4ª turma do Núcleo de Dramaturgia Firjan SESI no ano passado. Em cena, estarão as atrizes Eliane Carmo, Elisa Pinheiro e Vilma Melo.
Os interessados devem adquirir os ingressos na Bilheteria do Teatro Sesi Macaé, que fica na Alameda Etelvino Gomes, 155 (Bairro Riviera Fluminense). Outras informações pelo telefone (22) 2791-9229.

‘Saia’

De autoria de Marcéli Torquato e tendo como diretora Joana Lebreiro, o espetáculo ‘Saia’ conta a história de duas crianças, que são criadas sob a saia da mãe até que um furo na vestimenta faz com que elas comecem a desconfiar da falta de acontecimentos em suas vidas. Saia é uma investigação sobre o instinto materno em um mundo violento.

Detalhes do espetáculo

Quando o herói grego Aquiles nasceu, sua mãe (a nereida Tétis) o banhou no Rio Estige na tentativa de torná-lo imortal. Mas segurou-o pelo calcanhar, parte do corpo que acabou vulnerável. O mito é uma das inspirações do espetáculo Saia, que, depois de uma bem-sucedida temporada na cidade do Rio no primeiro semestre, participa agora do Circuito SESI. Escrito por Marcéli Torquato durante as atividades da 4ª turma do Núcleo de Dramaturgia Firjan SESI em 2018, coordenado pelo diretor e dramaturgo Diogo Liberano, a peça propõe uma investigação sobre a superproteção e o instinto maternos, a importância da educação e a tentativa do ser humano de ter controle sobre a vida.

A história chegou ao palco com direção de Joana Lebreiro e elenco que reúne as atrizes Eliane Carmo (Neném), Elisa Pinheiro (Mãe) e Vilma Melo (Aquiles). A dramaturgia será publicada pela Editora Cobogó, assim como outras duas criadas na mesma turma do projeto: ‘Desculpe o transtorno’, de Jonatan Magella, e ‘Só percebo que estou correndo quando vejo que estou caindo’, de Lane Lopes.

Quando a autora se tornou mãe, foi tomada pelo medo de morrer, de que sua filha ficasse sem mãe. Os recorrentes episódios de violência da cidade também a perturbavam. Esse foi o ponto de partida da dramaturgia. “Queria investigar essa característica da maternidade: a tentativa de controlar os riscos, de imunizar as filhas e filhos a todo custo. Não se pode fugir de tudo. É preciso que a vida aconteça”, explica.

O dramaturgo Diogo Liberano, que acompanhou todo o processo de escrita, comenta como foi bonito ver a autora se desafiando durante as aulas do núcleo. “Uma questão que sempre discutíamos era o que ela faria com esse medo que veio com a maternidade: confirmar sua existência ou dar um problema para ele? E ela acabou colocando em xeque o medo desta mãe numa história de muita delicadeza, que nos toca e afeta”, define Diogo.

A trama acompanha a rotina de uma mãe que, diante de um mundo violento, cria suas duas filhas literalmente sob a sua saia. O dia a dia não muda: é ir da casa ao trabalho, e vice-versa, até que um furo na vestimenta faz com que as crianças comecem a desconfiar da falta de acontecimentos em suas vidas.

Saia – Elisa Pinheiro (em cima), Eliane Carmo (esq) e Vilma Melo. Foto ThaÝs Grechi

 

Núcleo de Dramaturgia

Em sua quinta edição, o Núcleo de Dramaturgia Firjan SESI nasceu da vontade de descobrir e desenvolver novos autores teatrais brasileiros e é aberto para quem gosta de escrita, com ou sem experiência em dramaturgia.

O programa anual de estudo e criação mistura teoria e prática, por meio de atividades de leitura de textos filosóficos e dramaturgias escritas no decorrer dos séculos; discussões; exercícios individuais e de jogos textuais em dupla ou trio; e encontros presenciais com autores e artistas profissionais da cena contemporânea. Além dessas experimentações, os participantes escrevem duas dramaturgias, sob orientação de Diogo Liberano, coordenador do Núcleo de Dramaturgia Firjan SESI: uma menor, com cerca de 15 páginas, e uma final de no mínimo 30 páginas.

“Pedagogicamente a atividade se dá a partir de distintos modos e tipos de escrita que cada autor ou autora traz. As turmas são compostas por 15 pessoas, a cada ano, assim, a diversidade de modos de escrita é muito grande. Temos encontros semanais com a turma toda e também individuais, nos quais discutimos a dramaturgia de cada aluno de maneira bastante profunda”, conta Liberano. “É muito gratificante ver o resultado”.

Ficha técnica

Dramaturga: Marcéli Torquato
Diretora: Joana Lebreiro
Diretora assistente: Gabriela Estevão
Atrizes: Eliane Carmo, Elisa Pinheiro e Vilma Melo
Diretora de arte: Marieta Spada
Diretora de movimento e preparadora corporal: Tatiana Tiburcio
Diretora musical e trilha sonora: Claudia Castelo Branco
Iluminadora: Ana Luzia de Simoni
Programadora visual e mídias sociais: Thaís Barros
Assessora de comunicação: Rachel Almeida – Racca Comunicação
Fotógrafo da comunicação visual: Guilherme Silva
Fotógrafa e vídeo de cena: Thaís Grechi
Montador e operador de luz: Guiga Ensa
Montador de cenário, luz e contrarregra: Wellington Fox
Produtora: Clarissa Menezes
Coordenador do projeto e do Núcleo de Dramaturgia Firjan SESI: Diogo Liberano

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