Welberth Rezende, do Cidadania (23) - Divulgação

Em 2016 entre os cinco candidatos, dois deles, Dr. Aluízio e Chico Machado, tiveram despesas em torno de R$ 500 mil e teto era de R$ 2,5 milhões para cada um

Apesar de nas campanhas de 2004 e 2008 ter havido acusações de abuso de poder econômico e político, originando vários processos, alguns até hoje aguardando alguma solução da Justiça, desde 2012, quando Dr. Aluízo Santos Junior acabou eleito prometendo um governo de mudanças, parece que as lideranças partidárias começaram a colocar a mão na cabeça e imaginar que, gastar demais numa campanha e numa cidade como Macaé, poderia não render bons frutos como chegou a acontecer em gestões passadas e que repercutem até hoje com o julgamento de atos de improbidade e condenações culminando com perdas de direito político até por 10 anos, como o caso do ex-prefeito Riverton Mussi que só terá as penas concluídas em 2024 e 2027, respectivamente, caso não sofra outra punição da Justiça em processos que ainda tramitam.

Para a campanha eleitoral deste ano, o Tribunal Superior Eleitoral, estabeleceu o teto de R$ 2.936.736,04, cerca de R$ 400 mil a mais do que o teto de 2016, fixado na época em R$ 2.577,907,44 para cada candidato gastar. Os candidatos a vereador na eleição anterior, poderiam ter despesa de até R$ 253.322,86, e nas eleições deste ano, o teto chegou a R$ 288.583,82. Mas pelas prestações de contas feitas pelos concorrentes, não se chegou aos limites estabelecidos, que desconhecem as regras para o aumento considerável do teto, quando na campanha os candidatos gastam menos.

Como o Fundo Eleitoral e o Fundo Partidário têm como objetivo o financiamento público de campanha, com o orçamento de cerca de R$ 3 bilhões para este ano, pelo menos para uma campanha na cidade de Macaé, com orçamento anual estimado em R$ 2 bilhões, imaginava-se que alguns partidos poderiam despejar dinheiro em algum candidato como chegou a acontecer, mas o resultado parece não ter sido bom. Dos 11 candidatos a prefeito, tomando por base apenas os seis considerados para uma disputa renhida, se cada um gastasse o teto do TSE, o total poderia ser de R$ 17,620 milhões. Porém, mesmo apoiado pelos recursos partidários, os seis mais badalados só conseguiram atingir juntos R$ 2,156 milhões, numa prova inconteste que o dinheiro foi gasto, mas com precaução pois houve o caso de candidato como Robson de Oliveira, do PTB (14) que acabou a campanha com saldo líquido positivo de R$ 315.607,50, mesmo tendo recebido do Partido Social Liberal – PSL, R$ 500 mil totalizando R$ 552.300,00. Como só gastou R$ 236.692,50 e obteve 24.208 votos, o custo de cada voto foi de R$ 9,77, como pode ser comprovado na prestação de contas enviado às 21:03 do dia 12 de novembro.

Igor Sardinha, do Partido dos Trabalhadores (13) – Divulgação

Alguns candidatos que gastaram mais tiveram menos votos como o caso de Igor Sardinha, do Partido dos Trabalhadores (13) que arrecadou R$ 401.050,00, dos quais R$ 318 mil da direção estadual, R$ 45 mil da direção nacional e chegou a usar recursos próprios de R$ 21.500,00, obtendo 8.499 votos e ficou ainda com R$ 14.700,00 de dívida de campanha.Dividindo o valor dos recursos recebidos pelo número da votação, o custo unitário de cada voto para Igor Sardinha foi de R$ 47,18.

 

 

O candidato do Republicanos, André Longobardi – Divulgação

O candidato do Republicanos, André Longobardi, que concorreu representando a direita e o clã Bolsonaro, só teve arrecadação de R$ 52.400,00, pagou R$ 34 mil para serviços de advogados e R$ 32 mil de serviços contábeis, totalizando despesas de R$ 66.500,00, ficando com uma dívida de R$ 14.000,00, obtendo apenas 3.913 votos que divididos chega ao custo de R$ 16,99 por cada voto.

 

 

 

Três candidatos ultrapassam R$ 1,2 milhão

Com intensa campanha e preferindo o corpo a corpo, tentando esquentar o eleitorado que ficou um pouco equidistante pelas recomendações das autoridades sanitárias para se proteger do Covid-19, dos R$ 2,156 milhões arrecadados, apenas três deles tiveram participação maior alcançando o total de R$ 1,270 milhão, que foram Riverton R$ 215.300,00; Silvinho Lopes R$ 600 mil e Weberth Rezende que acabou eleito, R$ 335.010,94.

Riverton Mussi do PDT (12) – Divulgação

O PDT (12) fez doação ao candidato Riverton Mussi de R$ 200 mil, e o restante R$ 15.300,00 de membros da família. Ele gastou R$ 116 mil com despesas diversas, apresentou dívida de R$ 30 mil, mas a sobra de campanha foi de R$ 99.230, de acordo com o histórico de entrega das contas ao TSE ocorrido às 19:07, no dia seis de novembro.

 

 

 

Silvinho Lopes – Democratas (25) – Divulgação

Silvinho Lopes, que concorreu pelo Democratas (25) coligado com mais oito legendas, obteve recursos na ordem de R$ 600 mil, dos quais pagou despesas que chegaram a R$ 401.750,00. Sua última prestação de contas ocorreu dia 30/10 às 19:15. Seu gasto maior foi com material impresso no total de R$ 122,600,00, seguido de serviços contábeis R$ 120.000, mais R$ 10 mil de impulsionamento, registrando uma sobra de campanha no valor de R$ 198.250,00. Ele obteve 16.737 votos que divididos pela despesa ficou em torno de R$ 24,00 por cada voto.

 

Welberth Rezende, candidato do Cidadania (23), que acabou eleito, também concorreu coligado com outros seis partidos e chegou a arrecadar R$ 335.010,94, dos quais R$ 112.010,94 doados pelo Cidadania, e o restante por doadores diversos começando com Arleia José de Carvalho – R$ 90 mil, Linea de Castro Bastos Gonçalves – R$ 20 mil, Rodrigo de Oliveira Cavour – R$ 15 mil, Marcio Porto de Rezende – R$ 15 mil, Gabriel de Miranda Peçanha – R$ 15 mil, entre outras dez doações de menor valor, como a de Arley Amaral de Carvalho com R$ 3 mil, feita em dinheiro. A última prestação de contas de Welberth Rezende foi entregue ao TSE dia 13 de novembro, às 18:34. Com sobra de R$ 56.424,00, apresentou ainda uma dívida de R$ 41.549. Divididas as despesas pelos 26.060 votos, cada sufrágio custou para ele R$ 12,85.

Robson de Oliveira, do PTB (14) – Divulgação

Com a transparência de todas as ações políticas, não está ficando fácil para qualquer candidato “despejar dinheiro” para fazer boca de urna (pagamento pelo voto no momento de comparecimento à seção), embora tenham sido muitas as denúncias não oficializadas de que candidatos a vereador andaram fazendo uma farra por aí, mas sem comprovação, não havendo nenhum registro nas duas Zonas Eleitorais de Macaé.

Quem desejar saber da vida de cada candidato, a vereador ou prefeito, basta acessar o site do TSE, divulgacand, que lá estarão disponíveis todas as informações, desde o momento do registro da candidatura, passando pela declaração de bens e, finalizando, com a prestação de contas que deve ser feito por cada um.

Com votações menos expressivas, concorreram os candidatos Indio (35), Jonas Vicente (29), Maxwell Vaz (77), Ricardo Bichão (28) e Sabrina Luz (16).

 

 

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