Macaé registra um expressivo avanço da doença, podendo chegar ao ponto de ficar fora de controle - Divulgação

E esta situação se deve exclusivamente a desobediência da população com relação aos protocolos de saúde, para impedir a proliferação do vírus

A gravidade do cenário de contaminação da Covid-19 é flagrante na cidade, e prossegue podendo chegar a um total descontrole da doença. E esta situação se deve exclusivamente a desobediência da população com relação aos protocolos de saúde, para impedir a proliferação do vírus.

Na verdade, o que mais se viu nessas eleições foi aglomeração. Durante as campanhas políticas, candidatos andando pelas ruas acompanhados por multidões entregando santinhos e visitando eleitores de casa em casa. Está aí o resultado do descumprimento às regras sanitárias: um aumento assustador de positividade do vírus, apontando para uma nova onda de contaminação da Covid-19 em Macaé.

O alerta é dado pelo Instituto de Biodiversidade e Sustentabilidade da Universidade Federal do Rio de Janeiro (NUPEM\UFRJ), que atingiu a marca histórica de 10 mil testes moleculares da COVID-19 e mostra o índice de 41% de positividade, através da técnica conhecida como PCR (Reação em Cadeia da Polimerase). O instituto alerta sobre segunda onda de casos ou mesmo a continuidade da primeira onda. De acordo com dados do Instituto NUPEM, no final de outubro, 35% dos testes tinham resultados positivos para SARS CoV-2 (o novo Coronavírus). No início de setembro, apenas 9% dos diagnósticos eram positivos, indicando que a taxa de novos infectados estava no seu menor nível dos últimos meses.

O município já contabiliza nesta sexta-feira (27) 10.995 casos de Covid-19 confirmados, e o mais grave é a taxa de ocupação de leitos de tearapia intensiva SUS Covid-19, que atinge 525. A cidade contabiliza 186 óbitos por Covid-19. As taxas do município de reprodução do vírus é de 1,10; e de letalidade 1,6%.

NUPEM/UFRJ identifica quatro
linhagens do vírus, em Macaé

Descoberta de diferentes linhagens do vírus pode mudar a luta contra a pandemia no município

O Instituto de Biodiversidade e Sustentabilidade NUPEM-UFRJ sequenciou 96 genomas dos SARS-CoV-2 (Novo Coronavírus) e identificou quatro linhagens diferentes do vírus causador da COVID-19 circulantes em Macaé, entre Abril e Agosto de 2020. Os dados são essenciais para aprimorar o protocolo de análise de amostras e a futura abordagem médica.
O Diretor do NUPEM/UFRJ, Rodrigo Nunes da Fonseca, esclarece que uma das hipóteses dos pesquisadores é que as mutações possam alterar a evolução da doença, o índice de infecção e letalidade. Inicialmente, a equipe do NUPEM/UFRJ acreditava que apenas uma linhagem previamente descrita no Brasil (B.1.1.33) estivesse no município causando a COVID-19.

A tecnologia de sequenciamento de genomas utilizando nanoporos (Oxford Nanopore) foi desenvolvida e realizada de forma pioneira no NUPEM/UFRJ a partir de importantes colaborações com o Instituto de Biologia da UFRJ, liderado pelos: Amilcar Tanuri e Cristiano Lazoski, além do aluno de mestrado Felipe Sciammarella. Pelo NUPEM/UFRJ o tecnólogo Bruno Rodrigues, o pós-doutor Lupis Ribeiro, a Profa. Manuela Leal e o Prof. Rodrigo Nunes da Fonseca atuaram no estabelecimento da técnica.

Segundo o Diretor do NUPEM/UFRJ, Rodrigo Nunes da Fonseca, já foi possível identificar diversas mutações nas sequências de RNA dos vírus assim como possíveis sítios de interação entre as proteínas dos vírus e das células humanas. Nos próximos meses, esses dados serão estudados com mais detalhes: “Todo este trabalho de sequenciamento e acompanhamento das linhagens de SARS-CoV-2 permitirá compreender a dinâmica do estabelecimento de novas linhagens no Município e analisar os efeitos biológicos disso, além de contribuir com a análise da eficácia das futuras vacinas,” afirmou o diretor.

 

1 COMENTÁRIO

  1. Macaé segue a bagunça no estado RJ. A coisa mais importante é o hedonismo, o resto que se ferre. Dou um exemplo. Ontem deveria ter carros ou pessoas berrando ou comunicando a importância de uso de máscaras e os comerciantes que evitassem aglomerações e seguissem o protocolo. As lojas Americanas, Ponto Frio Casa Bahia, etc estavam simplesmente uma balbúrdia incontrolável. Isto sem falar das academias onde vale tudo. Assim é difícil combater qualquer pandemia.

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