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Os fundamentos do mercado global de petróleo continuaram a melhorar no primeiro trimestre de 2021, na comparação com o desmoronamento ocorrido no ano anterior, e há sinais de que a demanda está se recuperando com o avanço da vacinação contra a covid-19, destacou nesta terça-feira o secretário-geral da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), Mohammad Barkindo.

Durante a reunião virtual do Fundo Monetário Internacional (FMI), o representante do cartel do petróleo previu que a demanda global poderá aumentar 5,9 milhões de barris por dia em 2021, com o consumo crescendo principalmente no segundo semestre. No total, a demanda neste ano é projetada para alcançar 96,3 milhões de barris.

As projeções levam em conta que, até o começo do segundo semestre, a pandemia estará amplamente contida, com a maioria da população das economias ocidentais vacinada e a covid-19 não mais sendo um grande obstáculo para economias emergentes e em desenvolvimento.

Segundo o secretário-geral da Opep, estima-se agora que os gastos globais com exploração e produção (E&P) no setor de petróleo e gás tenham caído 30% em 2020, para US$381 bilhões, o nível mais baixo desde 2005. Portanto, uma baixa de mais de US$ 100 bilhões. Entretanto, o declínio da oferta vinda de países membros não-Opep para 2020 foi muito menor do que a queda na demanda de petróleo para o ano.

Para 2021, apesar dos contínuos desafios relacionados à covid-19, uma recuperação gradual da demanda de petróleo, bem como dos preços do petróleo, poderia levar os produtores não-Opep a reativar neste ano poços que tinham sido fechados. Isso poderá ocorrer sobretudo na América do Norte, mesmo com as discussões envolvendo despesas.

Conforme Barkindo, o fornecimento líquido dos produtores não membros do cartel poderá crescer 950 mil barris por dia comparado a 2020. Os principais impulsionadores deverão ser o Canadá, seguido pelos EUA, Noruega e Brasil.

O preço do petróleo no mercado futuro continuou a subir pelo terceiro trimestre consecutivo, com o Brent atingindo mais de US$ 60 o barril. O Deutsche Bank projeta preço do Brent a US$ 70 até o fim do ano. Isso em meio à disciplina da Opep para não elevar a produção. A demanda caiu 6% nos EUA e 20% na Europa no último ano.

Fonte: Valor

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