Como sempre registramos aqui, Brasília é a ilha da fantasia. Ao concentrar todos os poderes da República e, mudando muitas regras que vão contra os interesses da sociedade, por estarem longe e distantes de todas as partes do país, como representantes do povo, costumam todos eles olhar para o próprio umbigo e virar as costas para o país. A resposta nas urnas dada nas eleições de 2018, não parece ter sido clara para muitos deles que continuam fazendo a festa para se manter no poder, a custo muito elevado para a população.

Como houve uma ruptura no sistema de comunicação e o digital acabou sobrepondo-se ao tradicional, praticamente o que se pode deduzir é que o povo deu uma resposta de que gostaria de ter mudanças, com as tão necessárias reformas da previdência, tributária, política, segurança pública e tantas outras consideradas fundamentais para que o país recuperasse a credibilidade e os 14 milhões de desempregados pudessem ter oportunidades. Mas não é o que estamos enxergando desde o início da legislatura.

Mesmo com o ex-presidente do Senado Renan Calheiros carregando nas costas ainda mais de 10 processos tenha sido substituído pelo atual Davi Alcolumbre, prometendo adotar regras republicanas para as mudanças, tratou-se até agora de buscar nos escurinhos das gavetas projetos que vão contra ao que almejava a sociedade. Em vez de agilizar as reformas tão necessárias, primeiro, aprovaram uma lei de abuso de autoridade para se protegerem, uma minirreforma eleitoral que ampliou o fundo eleitoral para bancar as despesas dos partidos que vão ter em caixa R$ 3,7 bilhões, ao ponto de permitir até compra de imóveis e pagamento de advogados não se sabe a que custo.

Como muitos deles vão disputar eleições para prefeito, não custou nada a eles, usar o dinheiro do povo para pagar as despesas eleitorais, permitindo uma série de ações que vão engessar, inclusive, a fiscalização eleitoral. Até o pacote anticrime para melhorar a segurança pública, vem sendo esfacelado, enquanto o Tribunal Superior Eleitoral continua dando recados de que pretende acabar com a Lava Jato.

Mais água para Macaé

Alguns podem até achar que o tema esteja ficando chato demais para registro na imprensa, mas não podemos deixar, como porta-voz da população, de reclamar dos péssimos serviços de abastecimento de água promovido pela Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Estado, principalmente com relação a Macaé. Quando o município não tinha recursos suficientes para bancar o sistema, a prefeitura preferiu passar o serviço para a antiga Sanerj. Mas agora, com um orçamento de R$ 2,3 bilhões por ano, impossível não denunciar o convênio, como vem tentando o prefeito Dr. Aluizio, para que, principalmente a população da periferia, não sofra com esse eterno problema.

Enquanto em alguns municípios a Parceria Público Privada tem dado resultados e demonstrando que o poder público não consegue resolver o problema, os exemplos são considerados bons com a empresa Águas de Niterói, Água do Paraíba em Campos, e em toda a Região dos Lagos, por que o município de Macaé que sempre teve boa representação na Alerj e na Câmara dos Deputados, continua refém de um péssimo serviço, deixando a população revoltada, tendo que pagar caminhões-pipa para abastecer seus reservatórios? É uma vergonha para uma cidade tão rica, não ter condições de administrar seus problemas que afetam diretamente a população, que começa sempre a receber promessas dos políticos, quando chega o período eleitoral.

Lógico que não é a primeira e nem será a última vez que estaremos ao lado do povo reclamando providências e, o que mais falta por aqui, chama-se políticas públicas para discutir o que é tão necessário para essa população ordeira que até há algum tempo, ainda se manifestava indo às ruas protestar. Nos dias atuais, até as lideranças que almejam cargos públicos e deveriam liderar esses movimentos, escondem-se até a hora de pedir votos para as eleições do ano que vem, quando vereadores, prefeito e vice-prefeito serão eleitos, alguns deles já desfilando nas redes sociais se apresentando como possíveis salvadores da pátria. Que pode haver surpresas, não tenham dúvidas. O jogo da sucessão é pesado, principalmente depois da minirreforma eleitoral aprovada a toque de caixa pelo Congresso.

 

PONTADAS

Um dia após o Congresso apreciar e rejeitar 18 vetos à lei que define abuso de autoridade, entidades que representam magistrados, procuradores, delegados da Polícia Federal, criticaram a derrubada, e pretendem recorrer ao Judiciário para inviabilizar trechos da lei e a Associação Nacional dos Juízes Federais do Brasil, avisa que vai ao Supremo Tribunal Federal por conta do “retrocesso sem precedentes”.

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Depois do sucesso da realização da Feira Brasil Offshore, realizada em junho deste ano, no Centro de Convenções Jornalista Roberto Marinho, o coordenador da Reed Alcântara, Daniel Pereira, retorna a Macaé na próxima semana para começar a planejar o evento que deverá ser realizado de 15 a 18 de junho de 2021. A partida foi dada com a confirmação de quase 70% de apoiadores.

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Quinta-feira o Supremo Tribunal Federal conseguiu atrair a atenção, mais uma vez, quando decidiu por 7 x 3, aprovar entendimento que pode anular condenações da Lava Jato. Para a maioria da Corte, réus delatados devem apresentar alegações finais nos processos depois dos réus delatores para preservar seu direito de defesa. Na próxima quarta-feira o plenário encerra o julgamento discutindo a abrangência da decisão.

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Até domingo.

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