Alunas e ex-alunas do curso de Corte e Costura do CETEP formaram uma rede para voltar suas produções a um motivo nobre: a solidariedade - Divulgação

Voluntárias encontram oportunidade na confecção do acessório obrigatório e BRK Ambiental contribui com doação de material para projeto

As máscaras artesanais foram indicadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e o uso delas se tornou obrigatório no combate à propagação do novo coronavírus. E em Macaé, alunas e ex-alunas do curso de Corte e Costura do CETEP formaram uma rede para voltar suas produções a um motivo nobre: a solidariedade. Juntas, elas já produziram e doaram sete mil máscaras gratuitamente a quem não pode pagar pelo equipamento de proteção.

Essa rede se ampliou com doações de empresas como a BRK Ambiental ao projeto – Divulgação

A boa notícia é que essa rede se ampliou com doações de empresas como a BRK Ambiental ao projeto. E assim, a atividade das voluntárias passou a ser também uma forma de complementarem suas rendas durante a pandemia.

Da concessionária de saneamento, elas receberam insumos para produção de 10 mil máscaras. Deste total, três mil máscaras serão repassadas para a BRK Ambiental doar às comunidades de maior vulnerabilidade social em que atua. As demais sete mil, serão destinadas para a geração de renda por meio da venda das máscaras pelas costureiras voluntárias do CETEP.

Durante a pandemia, começar a produzir máscaras caseiras foi uma das soluções encontradas por Ana Paula Dias. Por não estar empregada no momento, com os materiais recebidos para a confecção, a costureira vai ter um dinheiro a mais para ajudar nas despesas da casa.

“Saber que estou colaborando para uma ação solidária e ao mesmo tempo poder ter uma renda extra para ajudar a minha família, o que com isso tudo não está sendo fácil, me tranquiliza. O arrecadado com a costura tem sido fundamental na renda familiar, pois meu filho foi dispensado pela empresa que trabalhava e meu marido trabalha por conta própria, mas as solicitações dos clientes caíram. Mesmo assim, saber que posso ajudar o próximo, nem que seja um pouco, é muito gratificante” – disse a moradora do bairro Malvinas.

Para o diretor da BRK Ambiental, Ricardo Santiago, cumprir esta função social é importante: “Prestamos um serviço essencial à população, mas nos sentimos também na obrigação de cumprir um papel social. Não é somente doar os insumos, mas permitir que eles contribuam com a saúde coletiva e auxiliem estas costureiras com uma renda complementar neste momento complicado”, pontua.

Durante a pandemia, começar a produzir máscaras caseiras foi uma das soluções encontradas por Ana Paula Dias – Divulgação

A secretária de Qualificação Profissional e responsável pelo CETEP, Leandra Lopes, complementou: “As costureiras não estão na linha de frente, mas estão contribuindo muito no enfrentamento ao coronavírus. Agradecemos a BRK pela empatia de buscar, neste momento tão difícil, contribuir para que as costureiras tenham um retorno pelo trabalho tão importante que estão fazendo”, finalizou.

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