Veículo blindado percorre diversas ruas de Macaé em combate ao tráfico de drogas no município

Veículo chegou no fim do ano passado e é usado desde 9 de janeiro para o combate ao tráfico de drogas

A Polícia Militar confirmou nesta terça-feira (23) que o famoso ‘caveirão’ cedido da capital para o 32° BPM de Macaé, vai seguir por tempo indeterminado nas comunidades de Macaé. O blindado chegou em novembro do ano passado, passou por reformas e começou a ser utilizado no combate ao tráfico de drogas na cidade em 9 de janeiro deste ano, quando traficantes rivais invadiram o bairro Lagomar, o que resultou na morte do policial Renê Araújo Barros, de 37 anos.

O comando da PM confirmou que o veículo foi acionado várias vezes para entrar em diferentes áreas de Macaé. A primeira ação foi na madrugada de domingo (21) para segunda-feira (22), quando houve um confronto entre traficantes de facções rivais em diferentes bairros da cidade.

O blindado já percorreu as ruas das comunidades da Nova Holanda, Malvinas, Bosque Azul e Botafogo. “O veículo só é utilizado quando, de fato, existe uma real necessidade. A ação dele é servir como reforço aos policiais que estão em ação fora do blindado”, explicou o comandante do batalhão de Macaé, tenente-coronel Rodrigo Ibiapina.

Características do ‘caveirão’ – O espaço dentro do blindado é capaz de abrigar, confortavelmente, mais de 20 policiais militares fortemente armados. “Antes de qualquer policial entrar nele, realizamos uma reunião estratégica para fazer o posicionamento de cada um dentro dele. Aí, possuímos todo nosso aparato de armamento e vamos rumo ao local definido, sempre de uma maneira bem trabalhada e estudada. Cada caso é um caso”, explicou o comandante.

O blindado tem mais de três metros de altura. O motor é de seis cilindradas turbo diesel e pesa cerca de 25 toneladas. A blindagem resiste a tiros de grosso calibre. As rodas permitem passar por buracos, subir escadas e até percorrer por águas de até 60 cm de profundidade.
Em todo o Estado do Rio, o blindado é conhecido como “caveirão”. Em solo macaense ganhou um apelido da corporação.

“Aqui o chamamos de ‘mamute’. Se você reparar bem, tem dois ferros erguidos na frente dele. Isso lembra o chifre de um mamute. Sem falar que é uma máquina fabulosa”, revelou o comandante.

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