Repetro segue como pauta ‘adormecida’ na Alerj

Christino afirmou que Repetro não ganhou espaço na Alerj

Christino Áureo aponta que revisão de tributação especial não ganhou força na Casa

Os dois projetos que derrubam decreto do governo do Estado e modificam a totalidade do alcance do Repetro – tributação especial para as operações do petróleo, seguem como pauta adormecida na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Pelo menos até o processo eleitoral de outubro.

Sem ganhar adesão popular, causando até reações contrárias de instituições representativas da indústria offshore, e sem garantir também um apelo político forte dentro da Casa, os dois projetos seguem sem prazo para votação. O que, na visão do deputado estadual macaense, Christino Áureo (PP), é um fator positivo.

“Não há espaço para que essa pauta entre, agora, em discussão na Casa. Os projetos não ganharam força na sociedade, que entende a importância dessa tributação especial. E também não há mobilização na Alerj em defesa disso. Mas, caso a pauta não se mantenha adormecida, nós estamos mobilizados para que isso não siga em frente”, disse Christino.

Na época em que esteve à frente da secretaria estadual da Casa Civil e Desenvolvimento Econômico, Christino trabalhou na reedição do regime especial de tributação para as operações de exploração e de produção do petróleo. E o decreto do governo segue a mesma pauta da União, adotada na integralidade pelos estados de São Paulo e do Espírito Santo.

“O decreto promove até 2041 o regime especial de tributação, que atende aos anseios da indústria, auxilia nesta nova fase do mercado do petróleo, e garante a nossa competitividade neste cenário. Não há espaço para que isso mude, nem mesmo um discurso em pleno processo eleitoral”, disse.

Christino também esteve à frente dos trabalhos que garantiram a primeira edição do Repetro, regime que ajudou a formatar toda a expertise adquirida por Macaé dentro do mercado do petróleo.

Batalha pelos royalties

Em visita a Macaé nesta semana, Christino Áureo também comentou sobre a mobilização realizada pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM), que tenta pressionar o Supremo Tribunal Federal (STF) a discutir a liminar, da ministra Cármen Lúcia, que barra efeitos da lei aprovada em 2012 pelo Congresso, que estabelece um novo modelo de partilha dos royalties.

“Hoje, o país vive os efeitos do que é ter a redução dos royalties. Nenhum município produtor sobreviveria a mais perdas desta receita. O Estado do Rio precisa sim se preparar para a briga, que também surge em um novo cenário eleitoral. Não há qualquer justificativa para que esse debate ressurja em um período ainda de instabilidade”, disse.

Câmara abre espaço para campanha dos servidores

Vereadores aprovaram requerimentos que irão levar para o centro do plenário, debates relativos a perdas de servidores

Duas Audiências Públicas serão agendadas para mediar debate entre categoria e o governo

Na próxima semana, a Câmara de Vereadores vai tentar amenizar os atritos na relação entre o governo e servidores municipais, ao mediar debates relativos à campanha salarial da categoria neste ano, além de avaliar adequações a novas legislações federais, que beneficiam agentes da Saúde.

Na sessão ordinária de ontem, dois requerimentos com pedidos de realização de Audiências Públicas foram aprovados pelo plenário. Com isso, o parlamento municipal abre as portas da Casa, para ouvir e acompanhar a campanha dos servidores contra as perdas de direitos previstos em lei.

Parte desses requerimentos foi assinada pelo vereador Marcel Silvano (PT) que voltou a criticar a falta de disposição do governo em promover diálogo com a categoria. “Na semana passada, acompanhamos a mobilização da categoria, que nos demonstra de forma bastante clara que não há disposição do governo para o diálogo. Diferentes representações do nosso funcionalismo tentam evitar maiores perdas dos direitos dos profissionais, que vão desde a defasagem do salário, até cortes indiscriminados de benefícios”, disse Marcel.

O parlamentar afirmou que a Câmara deve assumir a posição de mediadora neste processo, se esforçando para que o governo também possa fazer parte do debate. “É importante fortalecer a proposta de respeito e de diálogo entre as partes, para que uma solução seja definitivamente encontrada”, disse.

Também na sessão de ontem, quatro requerimentos foram aprovados pela Casa, entre eles um outro pedido de Audiência Pública, que pretende debater, de forma específica, a situação dos agentes comunitários de Saúde, e os agentes de endemia.

Os requerimentos cobram do governo um parecer sobre a aplicação de novas legislações federais, que atualizam as atribuições dos agentes, prevendo também isonomia e elevação de níveis profissionais, o que rende revisões salariais.

“Precisamos dar voz e espaço a essa classe dos servidores. Existem adequações a leis federais que precisam ser feitas, beneficiando a categoria que trava uma batalha há anos por mais condições de trabalho”, apontou Marcel.

Welberth Rezende (PPS), co-autor de requerimentos relativos aos agentes da Saúde, reforçou a necessidade do debate. “Essas legislações mexem na questão do piso salarial, na relação do nível profissional dos agentes e garante uma ampliação das atribuições da categoria. Esse é um amplo debate que pode ser mediado pela Casa, com objetivo de esclarecer pontos para os servidores, e buscar também metas e prazos do governo para o atendimento às demandas”, disse Welberth.

Os requerimentos também possuem a assinatura do vereador Alan Mansur (PRB), que defendeu o trabalho da categoria, na atenção básica da rede pública de ensino.

Escola da Bicuda volta a gerar debate sobre abandono da Serra

Vereadores aprovaram indicações de Marvel sobre demandas de escola pública da Bicuda

Sequência de indicações assinadas por Marvel Maillet tenta resolver impasse que afeta alunos

Uma sequência de indicações assinada pelo vereador Marvel Maillet (REDE), voltou a colocar em destaque no plenário da Câmara os problemas encarados pelo Colégio Tarcísio Paes de Figueiredo, situado na Bicuda. E o debate voltou a expor o cenário de abandono na Serra, relatado por parlamentares que atuam na região da cidade.

Nas indicações, Marvel solicita ao governo que sejam implantados refletores na quadra da escola, assim como a disponibilização de estrutura para música, parque infantil, a troca do mobiliário e a contratação de estagiários para cuidar da horta comunitária, criada na unidade.

De acordo com o parlamentar, as demandas surgiram na visita realizada no Colégio pela comissão de vereadores, há cerca de dois meses. “A escola está em uma nova unidade que precisa passar por essas intervenções. O pedido surge dos próprios alunos que voltaram as nos acionar, em função da falta de respostas para as demandas”, disse.

Marvel voltou a solicitar também ao governo que a antiga estrutura da escola, situada em frente a nova unidade, pode ser revitalizada, para atender a comunidade local. “É lamentável que uma estrutura daquela seja abandonada, enquanto as crianças precisam de mais espaço”, apontou.

O vereador George Jardim (MDB), que também atua na região serrana, afirmou que nada foi executado pelo governo na escola, mesmo após a atuação da comissão. “Apenas as duas crianças que estavam fora da sala de aula, devido ao bloqueio da estrada, voltaram à escola. Depois da nossa visita, o governo abandonou de vez aquele espaço que precisa sim da nossa atenção. As coisas em Macaé só acontecem por pressão, por isso as indicações do vereador são importantes”, disse.

Marcel Silvano (PT), que preside a Comissão Permanente de Educação da Câmara, afirmou que o relatório da visita à escola foi encaminhado ao Ministério Público, ao Conselho Tutelar e à secretaria municipal de Obras. “Agora, não há como dizer que os problemas da unidade eram desconhecidos. Estivemos lá, nos reunimos com os alunos e com os professores, identificamos os problemas e buscamos soluções. É tarefa do governo oferecer uma Educação de qualidade para os alunos que se sentem abandonados”, afirmou Marcel.

Já o vereador Luiz Fernando (PTC) apontou que a situação das duas crianças que estavam fora da sala de aula só foi solucionada, após denúncia registrada no Ministério Público. “Será que as coisas em Macaé só se resolvem quando a Justiça é acionada? Como é possível aceitar que uma cidade, com orçamento bilionário, permite que duas crianças fiquem sem estudar por causa de uma estrada? Não há defesa contra o abandono e a hipocrisia”, disse Luiz Fernando.

As indicações foram aprovadas por unanimidade pelos parlamentares, sendo encaminhada ainda nesta semana para o governo.

Subvenção para o Sentrinho é mantida

Vereador Guto Garcia

O plenário da Câmara de Vereadores aprovou na terça-feira (22), por unanimidade, o projeto do Executivo que dá continuidade à subvenção aos projetos da Escola Sentrinho.

Incluída na pauta de votação, em primeira discussão, a matéria pôde ser votada, por um pedido do vereador Marcel Silvano (PT), garantido pelo plenário. “Precisamos votar o projeto com a velocidade que o Sentrinho merece. Precisamos garantir esse apoio a uma instituição que representa o bom trabalho prestado pelo terceiro setor, não encontrado pela sociedade no serviço público”, defendeu o vereador.

Guto Garcia (MDB) explicou que o projeto encaminhado pelo governo visa dar continuidade ao auxílio garantido à instituição, prorrogando a subvenção por mais um ano. “É bom deixar claro que o Sentrinho está recebendo normalmente todos os meses. O projeto é para garantir a continuidade da subvenção”, explicou Guto.

Escola Sentrinho

A Sociedade de Ensino e Terapia Macaense (SENTROM), conhecida como Escola Sentrinho, é uma associação sem fins lucrativos mantida por parcerias com empresas privadas e órgãos públicos. Segundo a direção do estabelecimento, a Escola Sentrinho é um projeto educacional que visa a inclusão do ser humano nos diversos espaços sociais.
Fundamentada no respeito ao direito de ser diferente, a escola oferece aos cerca de 180 alunos com deficiência a oportunidade de construir e fortalecer suas potencialidades a partir de uma visão integrada do ser humano.

 

Restrição da passagem a R$ 1 determina cadastro de usuários

Vereadores aprovaram projeto do Executivo na íntegra. Emendas assinadas pela oposição foram rejeitadas pelos governistas

Governo determinará regras de acesso ao subsídio por decreto, de acordo com projeto aprovado na terça-feira (22) pela Câmara

O acesso ao subsídio da passagem a R$ 1 no transporte público da cidade, será restrito aos usuários que passarão pelo processo de cadastramento, ainda a ser definido pelo governo, de acordo com o projeto de lei aprovado na terça-feira (22) pela Câmara de Vereadores.

No entanto, o prazo para que a nova gestão sobre o subsídio do transporte passe a valer na cidade, ainda é vago e indefinido, de acordo com as dúvidas que surgiram durante a votação de matéria, que manteve o poder ao governo de definir as novas regras do acesso à passagem a R$ 1 por decreto.

Por força de bancada aliada ao prefeito, a centralização das regras que irão definir esse processo de cadastramento seguirá nas mãos do governo, sem que haja a necessidade de nova discussão junto à sociedade.

Emendas assinadas pelos vereadores da Frente Parlamentar Macaé Melhor tentaram dar maior transparência ao processo de cadastramento, mas foram rejeitadas pelos governistas.

Uma alteração ao projeto original do governo, assinado por Marvel Maillet (REDE), tentava garantir que a Câmara e a sociedade participassem da discussão sobre essas regras.
No entanto, a proposta não entrou em discussão por ter sido apresentada fora dos prazos previstos pelo regimento interno.

O vereador Maxwell Vaz (SD) assinou emenda que estabelecia a definição de reajuste no valor original da tarifa da passagem, apenas após a finalização do processo de cadastramento dos usuários. A proposta também foi rejeitada pela bancada governista.
Outra emenda assinada por Maxwell estabelecia a todos os moradores da cidade a garantia de acesso ao subsídio, impedindo assim que critérios que pudessem reduzir a participação de qualquer cidadão, pudessem ser criados a partir do decreto do governo.

“Essa emenda transforma o projeto em verdade. Qual é o propósito? Restringir a passagem a R$ 1 aos moradores da cidade, mas os critérios serão estabelecidos por decreto. A emenda extingue qualquer critério, dando a todos os cidadãos o direito de ter acesso à passagem. Nós tiramos uma pressão do governo que sofre lobby da empresa que vai querer ser dona desse decreto”, defendeu Marcel Silvano (PT).

Já a bancada do governo afirmou que a emenda repete o principal objetivo do projeto. “A restrição da passagem ao morador da cidade é importante. Mas há a garantia do prefeito de amplo acesso da população da cidade ao subsídio. Essa é a alma da matéria”, disse o presidente da Câmara de Vereadores, Dr. Eduardo Cardoso (PPS).

Marcel foi autor de emenda que garantiria a isenção da passagem na cidade aos desempregados que recebem seguro-desemprego. A proposta também foi rejeitada pela bancada governista.

Marvel Maillet considerou a posição da bancada como uma ação do governo que pode causar barreiras do acesso de pessoas que contribuem com o desenvolvimento da cidade, ao subsídio. “Estudantes de fora e servidores que não moram aqui estão sendo excluídos. O problema não é restringir, mas sim a falta de transparência na gestão desse pagamento direto do governo para as contas da SIT”, disse Marvel.

Como presidente da Comissão Permanente de Transportes da Câmara, Robson Oliveira (PSDB) afirmou que cobrará da SIT as planilhas que validam o pagamento do subsídio. “Eu sou a favor das emendas e também do projeto. E defendo que haja sim maior esclarecimento sobre a gestão desse subsídio e por isso vou solicitar o acesso a essas informações”, disse.

Com a rejeição das três emendas votadas, o projeto de lei assinado pelo governo, que restringe o acesso à passagem a R$1 aos residentes em Macaé, com cadastramento a ser definido por decreto, foi aprovado na íntegra por força da bancada governista.

 

Esporte é esperança contra a violência

Vereador defendeu esporte como alternativa para mudar realidade

De Bolsa Atleta a reforço de praças, vereador Marvel Maillet (REDE) afirma que não há incentivo em comunidades

Apesar da dedicação de projetos sociais, mantidos pela iniciativa de profissionais, de academias, instituições religiosas ou empresas, a falta de investimento e de propriedades do governo para incentivar políticas públicas voltadas ao esporte segue como uma deficiência de ações de enfrentamento à insegurança pública da cidade.

Ao participar dos debates relativos a necessidade de intervenção federal da segurança pública em Macaé, o vereador Marvel Maillet (REDE) foi taxativo na cobrança ao governo que ainda não faz “esporte de verdade”. “O esporte pode mudar a vida de uma criança, como mudou a minha. O incentivo a práticas de disciplina, meditação, concentração e esforço, dá a um adolescente marcado pelo violência, uma esperança de dignidade e de futuro. Quando o governo não enxerga isso, só resta o tiro, o sangue e a morte”, disse o parlamentar.

Marvel fez um apontamento também sobre as prioridades na gestão pública, em relação à aplicação dos R$ 2 bilhões arrecadados por ano, pelo governo. “Não é só a violência que tranca a sociedade em casa. As praças e espaços públicos estão destruídos e abandonados. Quem vai querer levar o seu filho em um local sujo e quebrado? Quando a população se retira, o meliante ocupa. Simples assim!”, afirmou.

O parlamentar apontou ainda que os profissionais da rede do esporte local não são aproveitados e valorizados. “Um profissional que quer fazer diferente na vida dessas crianças não conta com qualquer incentivo. E ainda é cobrado pelo seu superior por não conseguir fazer o trabalho onde falta material, falta manutenção, falta reconhecimento e especialmente respeito”, disse.

Macaé registra 2 mil novos eleitores

Desde as eleições de 2016 até o mês passado, o quadro de eleitores da cidade saltou de 156,9 mil para 159,9 mil

Apenas neste ano, 2.141 pessoas passaram a integrar o grupo de cerca de 160 mil pessoas aptas a participarem do processo eleitoral em Macaé.

De acordo com dados atualizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), apenas no período final para a transferência e emissão do primeiro Título de Eleitor, o município passou a contar com quase 1 mil novos eleitores.

De janeiro a abril deste ano, Macaé passou a contar com novos 2 mil eleitores.

Desde as eleições de 2016 até o mês passado, o quadro de eleitores da cidade saltou de 156,9 mil para 159,9 mil, um crescimento de três mil novas pessoas aptas a votar.
Através do sistema “Estatística do Eleitorado”, o TSE apresenta a evolução do número de pessoas aptas a votar em todos os municípios brasileiros.

Com a atualização referente a maio, esse coeficiente deve aumentar em Macaé.

 

Licença já permite ao governo iniciar obra de R$ 77 milhões

Projeto orçado em R$ 77 milhões

Segue no Inea documento que garante as liberações ambientais para a Estrada de Santa Tereza

Já se encontra na sede do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) de Macaé a licença de instalação, IN 044323, que permite ao governo iniciar as obras de pavimentação do Arco Viário de Santa Tereza. De acordo com o contrato assinado em 2016 pela prefeitura junto com a empresa MJRE Construtora LTDA, o projeto está orçado em mais de R$ 77 milhões.

Representantes do governo municipal devem ir a sede do Inea local para ter acesso à licença, já que nenhum representante oficial da administração municipal compareceu ao evento realizado na noite de sexta-feira (18), no Palácio Cláudio Moacyr de Azevedo, onde o superintendente geral do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Fernando Guida, apresentou o documento.

Simbolicamente, a licença de instalação para as obras de Santa Tereza foram entregues ao presidente da Comissão Permanente de Meio Ambiente e Saneamento da Câmara, o vereador Maxwell Vaz (SD).

“A estrada existe e precisa ser pavimentada. É algo que queremos há tempos, mas minimizando ao máximo os impactos, pois queremos crescer de forma sustentável. No futuro, Santa Tereza ainda se ligará à Rodovia Transportuária”, disse Maxwell.

O evento também foi acompanhado pelo deputado estadual André Corrêa (DEM) que esteve à frente da secretaria de Meio Ambiente e presidente do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), durante o processo de licenciamento da obra.

O projeto

De acordo com o contrato assinado pelo ex-secretário de Obras, Antônio Nunes Pires, e o representante da MJRE Construtura, Antônio Machado Evangelho, o projeto de pavimentação e urbanização de Santa Tereza está orçado inicialmente em R$ 77.453.087,21.

O contrato prevê a execução de obras de terreplanagem, pavimentação, drenagem e recuperação do passivo ambiental na Estrada.

Os R$ 77 milhões serão aplicados na urbanização dos poucos mais de 9 quilômetros da estrada, que liga o trecho da RJ 168 (Estrada da Serra), próximo ao Horto, até o entroncamento da MC-088, estrada de 1,2 quilômetro inaugurada em 2015 pelo governador Pezão (MDB) e o prefeito de Macaé.

O contrato prevê a execução do projeto em um ano, mas também prevê reajustes em casos de necessidade de termos aditivos para ampliação de despesas e prazos de obras.
Dos R$ 2,040 bilhões previstos para serem arrecadados pelo governo neste ano, R$ 6 milhões estão destinados à realização das obras de Santa Tereza.

Neto Macaé responderá processo em liberdade, mas segue fora da Câmara

Vereador preso desde fevereiro deste ano deve ganhar liberdade em pouco tempo

O vereador Neto Macaé (PTC) e o ex-chefe do seu gabinete, Ralf Oliveira Gonçalves, ganharam a liberdade da prisão preventiva, através de habeas corpus concedido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Reynaldo Soares da Fonseca. O parlamentar seguirá afastado das funções Legislativas, mas poderá responder ao processo em liberdade.

A decisão da liminar foi assinada pelo ministro em Brasília, no último dia 3 de maio. No entanto, o documento foi remetido ao Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ), na última quarta-feira (16).

Na avaliação do ministro, a prisão preventiva de Neto e de Ralf não se faz necessária, já que o afastamento das funções Legislativa já garantem a preservação da integridade do andamento do processo.

De acordo com o advogado François Pimentel, o entendimento do STF garante ao vereador e ao ex-assessor a liberdade durante o andamento das investigações. “O relator do STF que concedeu a liminar no habeas corpus estabeleceu que, só o fato de afastar o Neto e o chefe de gabinete, por sí só, já evita que eles possam cometer crimes da mesma natureza ou atrapalhar as investigações. Porque, fora do cargo, ele não terá acesso aos assessores”, disse o advogado.

Na análise do especialista, a decisão da liminar concedida pelo ministro do STF aponta que não há provas de que os dois acusados possam atrapalhar as investigações, já que foram afastados das funções na Câmara.

“Apesar do Juiz de Macaé e dos desembargadores do TJ do Rio defenderem que a prisão preventiva preserva as testemunhas, o ministro do STJ entendeu que, tanto o Juiz quanto os desembargadores, não demonstraram nenhuma prova de que o Neto e o Chefe do Gabinete poderiam intimidar as testemunhas. Só o afastamento do cargo eletivo já impediria que eles cometessem novos crimes”, avaliou François.

Segundo o advogado, a liberdade de Neto e Ralf deve acontecer de imediato. “A libertação é imediata, mas há uma burocracia administrativa, como a realização do sarqueamento para verificar se há outro mandado de prisão. Neste caso, pode se levar de dois a quatro dias para se efetuar a soltura”, apontou.

Neto e Ralf foram presos em fevereiro, durante ação da Polícia Federal, sob a acusação de obrigar um assessor a entregar parte dos vencimentos relativos ao cargo de assessoria em seu gabinete.

 

Bancada garante ao governo vitória contra fortalecimento da Câmara

Discussão sobre emenda a artigo da Lei Orgânica de Macaé dividiu a posição do plenário da sessão ordinária de ontem

Vereadores aliados do prefeito rejeitam, em primeira votação, emenda à Lei Orgânica que permitiria ao plenário do Legislativo derrubar decretos assinados pelo Executivo

O plenário da Câmara promoveu ontem (15), em segunda discussão e primeira votação, o projeto de emenda à Lei Orgânica que dá ao Legislativo o poder de reverter decretos do governo que ferem os princípios da legalidade ou causam desequilíbrio econômico e social para a cidade. E o resultado da análise acabou sendo favorável para o Executivo. Autor da proposta, o vereador Marcel Silvano (PT) defendeu a emenda como um ato de fortalecimento do Legislativo.

“É notório que o Legislativo sofre muito com ataques do Executivo, com investidas do Judiciário e com o afastamento da sociedade deste plenário. Então, precisamos nos empoderar sem buscar o enfrentamento. É fortalecer o nosso poder fiscalizador em respeito ao desejo da nossa sociedade”, afirmou Marcel.

De acordo com os trâmites previstos no regimento da Casa, a proposta de Emenda à Lei Orgânica precisa passar por duas discussões e primeira votação. Na sequência, o projeto passa por 10 dias de interstício e retorna para uma segunda votação.

Para ser aprovado, é necessário o voto favorável de 2/3 do plenário. Com a atual composição da Casa, o quórum especial seria de 12 votos favoráveis. “O vereador autor promove uma ampla e brilhante defesa sobre uma ferramenta que tem a capacidade de ajustar a força do Legislativo em relação à atribuição dos demais poderes: Executivo e Judiciário. Vivemos hoje uma desproporcionalidade muito grande e coloca em xeque a vontade do povo. Eu entendo, de forma muita clara, que estamos diante de uma ferramenta importante de reverter um ato do governo que extrapole o desejo da sociedade”, afirmou o líder da Frente Parlamentar Macaé Melhor, Maxwell Vaz (SD).

O presidente da Câmara, Dr. Eduardo Cardoso (PPS) também discursou a favor da força entre os poderes. “Estamos discutindo aqui o equilíbrio da democracia. Hoje o Executivo e o Judiciário tomam decisões monocráticas que possuem força e poder. O Legislativo não tem essa ferramenta que está sendo proposta pela emenda. A Câmara tem o poder de fiscalizar, mas sem o instrumento de reverter atos que agridam a sociedade, isso não prevalece. Essa mudança da Lei Orgânica é para qualquer prefeito, não um ato político. Não vejo nenhuma agressão a qualquer governo”, apontou o presidente.

Para Luiz Fernando (PTC) a iniciativa proposta representa o fortalecimento entre as atribuições dos poderes. “Há uma independência entre os poderes que permite o equilíbrio da democracia. Quando se dá força demais a um dos lados, há um enfraquecimento das instituições que representam o povo. Nós precisamos sim discutir e corrigir os excessos. E essa correção só será feita com o debate em plenário e o entendimento da maioria. Não cabe aqui uma discussão de oposição ou governista, mas sim todos em defesa do Legislativo”, avaliou o vereador.

Em primeira votação, a proposta recebeu oito votos favoráveis e oito votos contrários. Como não houve a aprovação do quórum especial, a tramitação da matéria foi encerrada com a rejeição. “Já tivemos essa discussão aqui e votamos contrário. É preciso respeitar a nossa decisão”, disse Julinho do Aeroporto (MDB), líder do governo.

Para Marcel, a posição da bancada governista enfraquece a atuação de todos os vereadores.

Já Maxwell apontou que o resultado da votação forçará a judicialização de impasses entre os dois poderes.