quarta-feira, janeiro 27, 2021

Luciano Diniz afirma que quer construir uma Macaé melhor

O vereador ressaltou que irá trabalhar muito para que a nossa cidade volte a ser atrativa a novos investimentos e para buscar a solução de problemas - Divulgação

Vereador eleito declara: “Os desafios são enormes, mas imensa é a nossa disposição para ajudar a construir uma Macaé melhor”

Eleito com 1426 votos, o Vereador Luciano Diniz deixa registrado a sua gratidão aos seus eleitores pelo seu retorno à Câmara Municipal de Macaé, demonstrando assim o reconhecimento pelo seu trabalho prestado ao município. “Os desafios são enormes, mas imensa é a nossa disposição para ajudar a construir uma Macaé melhor. Trabalharemos muito para que a nossa cidade volte a atrair novos investimentos, para buscar a solução de problemas já conhecidos que a cidade tem. Contem comigo e obrigado pelo voto de confiança”, declarou o parlamentar.

Entretanto, logo no dia seguinte às eleições, o vereador foi internado na Clínica São Lucas devido a confirmação de ter contraído a Covid-19. Após o teste de Coronavírus, foi surpreendido com o resultado positivo. Deixando o UTI e em fase de franca recuperação, Luciano relata as suas emoções diante da doença.

“Estou muito feliz e emocionado. Foram 15 dias na UTI da Clínica São Lucas, que tem significados muito especiais na minha: Família Zukeran; aqui mamãe desencarnou em 2013; e agora, eleito, vim tratar a COVID-19”, disse.

Luciano Diniz acrescentou que, com quase 70% de ocupação do pulmão, agora está recuperado. “Saio desta clínica uma pessoa melhor que antes: mais convicta de que o mundo é mais coletivo, a alegria não é individual, que temos que dar valor aos mínimos detalhes da vida e que temos que ficar vigilantes para se desprover do mal. E saio daqui com muita energia e força, para fazer um mandato quente, envolvente, mais interativo e social”, declarou o parlamentar.

E prosseguiu: “Vou me empenhar junto ao próximo prefeito Welberth Rezende a fazer as obras de infraestrutura dos bairros mais carentes de Macaé, para levar mais qualidade de vida às pessoas. Quero muito aproveitar essa oportunidade que o povo e Deus me deram, para fazer melhor que o nosso grupo político já faz de bom”, declarou.

O vereador frisou que serão grandes desafios a enfrentar em 2021. “Espero que o próximo governo seja de apoio total à população, por ser um ano diferente, onde as pessoas estão muito sofridas, desempregadas, passando fome, então acho que é um momento em que todas as autoridades políticas são convocadas a acolher as pessoas que sofrem, independente de posição política, cor, raça, sexo, religião, orientação sexual, dependência física ou de qualquer um desses assuntos, mas é um momento de acolhimento”, ressaltou.
O parlamentar afirma que 2021 é ainda uma incógnita para a humanidade. Ninguém sabe o que vai acontecer. A vacina contra Covid-19 é uma expectativa. “Então na verdade tendemos a não desenvolver um mundo pós COVID-19. É um momento muito delicado.

Todos estão fragilizados e muito empobrecidos de afeto, ajuda, emprego, e isso tende a piorar. Então o papel dos governantes, de todos os municípios brasileiros e dos vereadores que foram eleitos, é de acolhimento. Precisamos manter os cuidados com a saúde para atender a demanda do COVID-19, e reestruturar Macaé economicamente através do Porto, Termelétricas, do Turismo Sustentável; desenvolvendo ações de infraestrutura que geram saúde, educação, empregos e devolver a dignidade às famílias macaenses”, afirmou ele.
O vereador eleito completou afirmando que acredita que o prefeito eleito Welberth irá fazer um governo para os mais carentes e aos mais necessitados. “Essa deve ser a forma que devemos nos portar diante das novas condições de vida impostas pela pandemia da COVID-19”, concluiu.

 

Alan Mansur garante continuidade de mandato próximo a população

lan Mansur foi o vereador eleito com a maior soma de votos do Cidadania - Divulgação

Terceiro mais votado nas eleições deste ano, vereador reeleito já prepara novas ações

A proximidade com a população, especialmente as famílias que vivem na região da Barra, Brasília e Fronteira, garantiu ao vereador Alan Mansur (Cidadania) a continuidade de um trabalho legislativo focado em acompanhar a realidade das áreas de maior demanda social do município.

Terceiro mais votado nas eleições deste ano, e 1º lugar entre os candidatos do Cidadania, Alan obteve à reeleição para o segundo mandato na Câmara com a responsabilidade de manter um mandato resolutivo, dessa vez com maior potencial de atendimento às demandas da população.

“A nossa reeleição representa o reconhecimento de um trabalho focado em acompanhar a realidade das pessoas e buscar, junto ao Executivo, as soluções para todas as demandas, dos serviços mais simples, as obras mais complexas. Agradeço a todos os eleitores, principalmente aos meus amigos da Barra, por garantir que nosso trabalho possa continuar por mais quatro anos”, afirmou o parlamentar.

Neste primeiro mandato, Alan garantiu a execução de uma série de serviços de manutenção na infraestrutura desses bairros, permitindo assim que a realidade da vida dos moradores fosse melhor.

Limpeza de ruas, desobstrução de redes Zé drenassem e esgoto, manutenção de praças, assistência aos pescadores e a realização de obras de infraestrutura foram algumas das medidas garantidas por Alan nesses últimos quatro anos.
Para o próximo mandato, o vereador confia na capacidade técnica e humildade do governo do prefeito eleito Welberth Rezende (Cidadania) para assegurar novas ações que elevem a qualidade de vida de todos os macaenses.

“Agora é o momento de nos preparar para uma nova etapa do nosso mandato. Vamos garantir o apoio necessário ao prefeito Welberth para que possa assegurar os serviços e obras necessários para atender às demandas da população e transformar Macaé uma cidade melhor para todos nós”, defendeu Alan.

 

Carapebus poderá ter nova eleição municipal

Christiane Cordeiro (PP) vai recorrer a sentença e nos próximos dias o TRE-RJ vai julgar os embargos - Arquivo

TRE-RJ indefere registro de candidatura da prefeita de Carapebus, Christiane Cordeiro, decisão cabe recurso

Na sessão plenária realizada ontem (24), o Colegiado do Tribunal Regional Eleitoral do estado indeferiu o registro de candidatura da atual prefeita de Carapebus, Christiane Cordeiro (PP), que disputou a reeleição no primeiro turno deste ano e ganhou o pleito para os próximos quatro anos, porém os votos estão em sub judice. A Corte eleitoral reconheceu que a candidata teve os direitos políticos suspensos após condenação por improbidade administrativa em órgão colegiado e por voto de 7 x 0, os representantes do TRE-RJ indeferiram a candidatura. O pleno exercício dos direitos políticos é uma das condições de elegibilidade exigidas pela legislação.

foi rejeitada porque a candidata teve as contas relativas ao exercício de 2017 rejeitadas por decisão da Câmara Municipal.

A Lei Complementar 64/90 (Lei das Inelegibilidades) diz que são inelegíveis pelo prazo de oito anos, contados da data da decisão, aqueles “que tiverem suas contas relativas ao exercício de cargos ou funções públicas rejeitadas por irregularidade insanável que configure ato doloso de improbidade administrativa, e por decisão irrecorrível do órgão competente”.

Segundo a Justiça Eleitoral, a candidata poderá recorrer e, após um novo julgamento se não houver novas instâncias, o TRE-RJ vai definir uma nova eleição na cidade de Carapebus.

Caso, a decisão não seja definida até o dia 1º de janeiro de 2021, quem assume por tempo determinado é o novo presidente da Câmara de Vereadores da cidade, até que o novo resultado na eleição seja computada.

Veja as irregularidades:

A abertura de créditos adicionais, que ultrapassou o limite estabelecido na lei; do total de créditos adicionais abertos com base em excesso de arrecadação, R$ 1.995.908,49 foram abertos sem a respectiva fonte de recurso; o Poder Executivo vem desrespeitando o limite de despesas com pessoal desde o terceiro quadrimestre de 2015, o qual não foi reconduzido ao limite legal nos quatro quadrimestres seguintes.

Outra irregularidade foi a utilização de 94,65% dos recursos recebidos do Fundeb em 2017, restando a empenhar 5,35%, em desacordo com o §2º do artigo 21 da Lei n. º 11.494/07, que estabelece que somente até 5% dos recursos deste fundo poderão ser utilizados no 1º trimestre do exercício seguinte. O superávit financeiro do exercício de 2017 apurado na presente prestação de contas (R$ 329.986,38) é superior ao registrado pelo município no respectivo Balancete do Fundeb (R$ 63.614,03), revelando a saída de recursos da conta do Fundeb, no montante de R$ 266.372,35, sem a devida comprovação.

Foi constatado o pagamento de despesas com pessoal (R$ 10.816.432,82) à conta de recursos das parcelas de royalties da produção. Recentemente, Christiane foi denunciada ao Legislativo de Carapebus por desvio de recursos repassados ao município através do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) e do Fundo Nacional de Saúde (FNS) para pagar fornecedores e salários de servidores efetivos e comissionados, além de suposto superfaturamento na aquisição de merenda escolar, compra de combustível e locação de máquinas e equipamentos.

Entre os fatos relacionados para apuração por parte da Câmara de Vereadores estavam também emissão de notas de empenho e autorização de pagamentos sem assinatura da prefeita, atos que teriam sido autorizados pelo marido de Christiane, o ex-prefeito de Carapebus, Eduardo Cordeiro.

Luciano Diniz vence a Covid-19 e deixa UTI

O vereador ressaltou que irá trabalhar muito para que a nossa cidade volte a ser atrativa a novos investimentos e para buscar a solução de problemas - Divulgação

Desde o dia seguinte às eleições, dia 16 de novembro, o parlamentar vem lutando pela vida internado na Clínica São Lucas

O Vereador Luciano Diniz nem aproveitou a festa da vitória pela sua eleição, neste pleito de 2020. No dia seguinte às eleições, dia 16 de novembro, o parlamentar foi internado na Clínica São Lucas com suspeita de contaminação da Covid-19. Após o teste de Coronavírus, foi surpreendido com o resultado positivo.

O vereador ressaltou que está se recuperação a cada dia e que sairá dessa doença um ser humano muito melhor – Divulgação

De lá pra cá, a luta pela vida foi enfrentada bravamente pelo vereador. E nesta quarta-feira (25), Luciano Diniz usa as redes sociais para tranquilizar os seus eleitores e amigos, informando a todos que ele já deixou a UTI, estando em franca recuperação, agora no quarto ainda sob os cuidados médicos.

O vereador contou que está no nono dia de internação e que se sente bem melhor. “A vida é um sopro! Quinze dias de COVID, parte na UTI da Clínica São Lucas. Setenta por cento (70 %) do pulmão tomado, febre e tudo mais que esse vírus pode trazer de malefícios ao corpo”, declarou o parlamentar.

E prosseguiu: “Dias se passando e nada resolvia. A inflamação aumentava e o mal estar piorava. Entreguei por noites a vida a Deus achando que seria o fim do sopro. Eis que, após muita qualidade do trabalho de uma equipe insistente, profissionais experientes e gentis, associado a orações e preces de tantas pessoas que eu amo e me amam também – agora estou tento alta para o quarto”, disse.

E concluiu: “ Que a generosidade de Deus atinja a todos nós e que o mundo se torne melhor após essa enfermidade. E se ela não passar que agente aprenda a conviver. Gratidão a todos e todas. E uma coisa é certa: a pessoa que vocês já gostavam por ser como é sairá dessa passagem uma pessoa infinitamente melhor.”

 

Vereadores eleitos já preparam mandatos

Rond fala da expectativa de assumir mandato na Câmara - Divulgação

Após vitória nas urnas, candidatos vivem expectativa para o início do trabalho

Enquanto vivem a expectativa da cerimônia de diplomação que deve ocorrer até o dia 18 de dezembro, os candidatos eleitos no último dia 15 já preparam ações e definem as estratégias dos mandatos que terão início no dia 1º de janeiro.

Entre os preparativos está a montagem dos gabinetes e o levantamento das primeiras ações que serão oficialmente registradas, tanto no Executivo, quanto no Legislativo. Decisões que marcam em definitivo o início de uma fase política importante para a cidade.
Eleito pelo Patriota, o futuro vereador Rond Macaé aponta que a maior expectativa está na realização de ações que garantem à população o atendimento a demandas e propostas debatidas durante a campanha.

“A cidade precisa de vereadores dedicados ao mandato, que estejam próximos da população e que acompanhem o dia a dia da cidade. O tamanho do nosso desafio está de acordo com a importância de Macaé, não só no Estado, mas para o país. Precisamos honrar o compromisso de tornar a cidade melhor para todos nós”, disse Rond.

Já no Executivo, as expectativas giram em torno da montagem do governo. Apesar de algumas especulações, o prefeito eleito Welberth Rezende (Cidadania) ainda não anunciou o quadro do futuro secretariado.

Izabella Vicente é a única voz feminina na Câmara de Macaé

Iza Vicente (Rede) foi eleita vereadora com 1877 votos, sendo a quinta mais votada do município - Divulgação

Izabella foi eleita vereadora com 1877 votos, sendo a quinta mais votada do município

A Câmara Municipal de Macaé terá uma voz para representar as mulheres, Izabella, a Iza Vicente (Rede), foi eleita vereadora com 1.877 votos, sendo a quinta mais votada do município. Com 25 anos, a macaense se formou em Direito pela UFF e como jovem advogada negra conquistou os eleitores de sua faixa etária, e tendo 15 mil seguidores no Instagram.

Filha de Augusta, a futura vereadora, acredita em uma política justa, transparente e participativa, escolhida como a única vereadora da Câmara Municipal de Macaé.”Todas as nossas ações desde antes da campanha têm um só objetivo: ajudar a construir uma Macaé melhor, com educação para crianças e juventude e lutar para uma cidade mais próspera, justa e segura”, declarou a vereadora eleita.

Ela esclarece que os slogans de sua campanha foram ‘Um novo momento agora chegou’ e ‘Pra Renovar e Empoderar’. “Esses slogans representam o que defendemos, uma política que inclua jovens, pessoas negras e mulheres”, frisou ela, ressaltando que um dos fatores que contribuíram para a sua vitória foi um planejamento e muito trabalho. “Buscamos estratégias voltadas para campanhas de baixo custo, através da formação política que obtivemos nos cursos e movimentos sociais, como RenovaBR e Vamos Juntas. Entender que este movimento, que visa renovar a política com candidaturas de baixo orçamento e propostas sólidas, já é realidade em várias cidades no Brasil fez toda diferença”, frisou Iza Vicente.

E completou: “É preciso aceitar que o Brasil está mudando e por isso fundei o PolitIZA, visando discutir política nas praças com a juventude, mas com a pandemia, este movimento precisou migrar para as redes sociais, onde realizamos lives semanais e vídeos, não só discutindo temas complexos, mas também explicando conceitos básicos sobre política, pois acreditamos que a política é um espaço para todos. Isso me deu uma grande visibilidade.”

E prosseguiu: “A minha campanha foi um engajamento com as pessoas que acreditam na renovação e se identificam com minhas propostas. No fim nosso maior diferencial foi o brilho nos olhos que cada pessoa dessa rede de apoiadores tinha ao apresentar nosso projeto em seus círculos sociais”, disse.

A macaense, que tem quase 15 mil seguidores no Instagram, conta que escreve roteiros de vídeos e postagens, edita vídeos, está sempre acompanhando o que acontece na cidade e propõe soluções. “Minha ideia sempre foi compartilhar, de forma simples, o conhecimento político. Meus seguidores são de vários cantos do país, se identificam com meus posicionamentos e engajam muito nas postagens. Sem dúvidas, nosso maior diálogo é com a juventude e as mulheres, mas também com todos que anseiam por mudanças na política”, disse.

Sobre o questionamento de sua primeira luta no Legislativo Macaense, ela revela que vai lutar pela implementação e execução das políticas públicas, que foram debatidas durante a campanha, principalmente por aquelas que envolvem educação e justiça social, pois eu sei que é daí que nascem as grandes transformações. “Nossa primeira luta já começou, é a elaboração do nosso plano estratégico de diretrizes bases para o mandato. Vamos construir um mandato com ações e resultados para a população e claro, com participação popular e acompanhamento de cada etapa”, concluiu.

15ª Subseção da OAB\Macaé
presta homenagem às mulheres

Esta semana, o Presidente da 15ª Subseção da OAB RJ, Dr. Fabiano Pascoal, divulgou uma nota da Comissão OAB Mulher homenageando as mulheres eleitas na politica da região.

“A Comissão OAB Mulher, exultante com o aumento da representatividade feminina no Legislativo da nossa Região Norte Fluminense, nas cidades de Macaé, Carapebus, Quissamã e Conceição de Macabu, felicita, em especial, as advogadas eleitas para o cargo de vereadora, em Macaé, Dra. Iza Vicente e, em Quissamã, Dra. Alexandra Moreira.

O documento, assinado pela Presidente Drª Carolina Mattos, prossegue: “Na qualidade de Comissão dessa Subseccional, comprometida com a defesa e garantias dos direitos e prerrogativas da Mulher, parabenizamos também as vereadoras eleitas Tânia Cabral e Cintia Barcelos, em Carapebus, e Natália Braga, em Conceição de Macabu. A visibilidade de todas as eleitas é fonte de esperança ao incentivo de mais mulheres nos espaços de poder, nas Casas do Povo e o aumento da participação feminina na política, eleição após eleição. Parabéns a Todas!”

Silvinho Lopes deseja boa sorte ao prefeito eleito

Silvinho obteve a quarta maior votação nas eleições municipais - Divulgação

Candidato do DEM afirma que a cidade precisa de liberdade e de união

Após obter quase 17 mil votos, Silvinho Lopes (DEM) fez uma reflexão sobre o resultado das eleições na cidade, e ainda desejou boa sorte ao prefeito eleito Welberth Rezende (Cidadania).

Ao participar do programa Viva a Vida, na rádio 95 FM na última segunda-feira (16), Silvinho destacou o expressivo número de abstenção nas eleições de domingo, e reconheceu que a cidade vive uma nova fase política.

“Participamos de uma eleição em um período muito difícil. As pessoas ainda estavam temerosas com a pandemia. Mais de 41 mil eleitores não foram às urnas. E isso nos prejudicou bastante”, disse.

Silvinho afirmou que durante as eleições se propôs a mudar o atual modelo administrativo da cidade, que segundo ele, não vem dando certo diante de tantos problemas estruturais encarados por grande parte da população.

“Eu conheci de perto a realidade de cada lugar desta cidade. Dos alagamentos ao esgoto na rua, é triste saber que um município entre os 25 mais ricos do país, se encontra em uma situação lastimável. Fui candidato a prefeito para sair da minha zona de conforto e lutar por essa cidade”, defendeu.

Silvinho reconheceu a importância de Macaé buscar a união para enfrentar os desafios que estão por vir.

“Desejo ao prefeito eleito um bom governo. Que ele possa ter independência para tomar as medidas necessárias para recuperar a identidade de Macaé, e a esperança de que voltaremos a viver dias de prosperidade e de qualidade de vida”, afirmou.

 

Despesa de campanha dos candidatos não atingiu os R$ 2,936 milhões do TSE

Welberth Rezende, do Cidadania (23) - Divulgação

Em 2016 entre os cinco candidatos, dois deles, Dr. Aluízio e Chico Machado, tiveram despesas em torno de R$ 500 mil e teto era de R$ 2,5 milhões para cada um

Apesar de nas campanhas de 2004 e 2008 ter havido acusações de abuso de poder econômico e político, originando vários processos, alguns até hoje aguardando alguma solução da Justiça, desde 2012, quando Dr. Aluízo Santos Junior acabou eleito prometendo um governo de mudanças, parece que as lideranças partidárias começaram a colocar a mão na cabeça e imaginar que, gastar demais numa campanha e numa cidade como Macaé, poderia não render bons frutos como chegou a acontecer em gestões passadas e que repercutem até hoje com o julgamento de atos de improbidade e condenações culminando com perdas de direito político até por 10 anos, como o caso do ex-prefeito Riverton Mussi que só terá as penas concluídas em 2024 e 2027, respectivamente, caso não sofra outra punição da Justiça em processos que ainda tramitam.

Para a campanha eleitoral deste ano, o Tribunal Superior Eleitoral, estabeleceu o teto de R$ 2.936.736,04, cerca de R$ 400 mil a mais do que o teto de 2016, fixado na época em R$ 2.577,907,44 para cada candidato gastar. Os candidatos a vereador na eleição anterior, poderiam ter despesa de até R$ 253.322,86, e nas eleições deste ano, o teto chegou a R$ 288.583,82. Mas pelas prestações de contas feitas pelos concorrentes, não se chegou aos limites estabelecidos, que desconhecem as regras para o aumento considerável do teto, quando na campanha os candidatos gastam menos.

Como o Fundo Eleitoral e o Fundo Partidário têm como objetivo o financiamento público de campanha, com o orçamento de cerca de R$ 3 bilhões para este ano, pelo menos para uma campanha na cidade de Macaé, com orçamento anual estimado em R$ 2 bilhões, imaginava-se que alguns partidos poderiam despejar dinheiro em algum candidato como chegou a acontecer, mas o resultado parece não ter sido bom. Dos 11 candidatos a prefeito, tomando por base apenas os seis considerados para uma disputa renhida, se cada um gastasse o teto do TSE, o total poderia ser de R$ 17,620 milhões. Porém, mesmo apoiado pelos recursos partidários, os seis mais badalados só conseguiram atingir juntos R$ 2,156 milhões, numa prova inconteste que o dinheiro foi gasto, mas com precaução pois houve o caso de candidato como Robson de Oliveira, do PTB (14) que acabou a campanha com saldo líquido positivo de R$ 315.607,50, mesmo tendo recebido do Partido Social Liberal – PSL, R$ 500 mil totalizando R$ 552.300,00. Como só gastou R$ 236.692,50 e obteve 24.208 votos, o custo de cada voto foi de R$ 9,77, como pode ser comprovado na prestação de contas enviado às 21:03 do dia 12 de novembro.

Igor Sardinha, do Partido dos Trabalhadores (13) – Divulgação

Alguns candidatos que gastaram mais tiveram menos votos como o caso de Igor Sardinha, do Partido dos Trabalhadores (13) que arrecadou R$ 401.050,00, dos quais R$ 318 mil da direção estadual, R$ 45 mil da direção nacional e chegou a usar recursos próprios de R$ 21.500,00, obtendo 8.499 votos e ficou ainda com R$ 14.700,00 de dívida de campanha.Dividindo o valor dos recursos recebidos pelo número da votação, o custo unitário de cada voto para Igor Sardinha foi de R$ 47,18.

 

 

O candidato do Republicanos, André Longobardi – Divulgação

O candidato do Republicanos, André Longobardi, que concorreu representando a direita e o clã Bolsonaro, só teve arrecadação de R$ 52.400,00, pagou R$ 34 mil para serviços de advogados e R$ 32 mil de serviços contábeis, totalizando despesas de R$ 66.500,00, ficando com uma dívida de R$ 14.000,00, obtendo apenas 3.913 votos que divididos chega ao custo de R$ 16,99 por cada voto.

 

 

 

Três candidatos ultrapassam R$ 1,2 milhão

Com intensa campanha e preferindo o corpo a corpo, tentando esquentar o eleitorado que ficou um pouco equidistante pelas recomendações das autoridades sanitárias para se proteger do Covid-19, dos R$ 2,156 milhões arrecadados, apenas três deles tiveram participação maior alcançando o total de R$ 1,270 milhão, que foram Riverton R$ 215.300,00; Silvinho Lopes R$ 600 mil e Weberth Rezende que acabou eleito, R$ 335.010,94.

Riverton Mussi do PDT (12) – Divulgação

O PDT (12) fez doação ao candidato Riverton Mussi de R$ 200 mil, e o restante R$ 15.300,00 de membros da família. Ele gastou R$ 116 mil com despesas diversas, apresentou dívida de R$ 30 mil, mas a sobra de campanha foi de R$ 99.230, de acordo com o histórico de entrega das contas ao TSE ocorrido às 19:07, no dia seis de novembro.

 

 

 

Silvinho Lopes – Democratas (25) – Divulgação

Silvinho Lopes, que concorreu pelo Democratas (25) coligado com mais oito legendas, obteve recursos na ordem de R$ 600 mil, dos quais pagou despesas que chegaram a R$ 401.750,00. Sua última prestação de contas ocorreu dia 30/10 às 19:15. Seu gasto maior foi com material impresso no total de R$ 122,600,00, seguido de serviços contábeis R$ 120.000, mais R$ 10 mil de impulsionamento, registrando uma sobra de campanha no valor de R$ 198.250,00. Ele obteve 16.737 votos que divididos pela despesa ficou em torno de R$ 24,00 por cada voto.

 

Welberth Rezende, candidato do Cidadania (23), que acabou eleito, também concorreu coligado com outros seis partidos e chegou a arrecadar R$ 335.010,94, dos quais R$ 112.010,94 doados pelo Cidadania, e o restante por doadores diversos começando com Arleia José de Carvalho – R$ 90 mil, Linea de Castro Bastos Gonçalves – R$ 20 mil, Rodrigo de Oliveira Cavour – R$ 15 mil, Marcio Porto de Rezende – R$ 15 mil, Gabriel de Miranda Peçanha – R$ 15 mil, entre outras dez doações de menor valor, como a de Arley Amaral de Carvalho com R$ 3 mil, feita em dinheiro. A última prestação de contas de Welberth Rezende foi entregue ao TSE dia 13 de novembro, às 18:34. Com sobra de R$ 56.424,00, apresentou ainda uma dívida de R$ 41.549. Divididas as despesas pelos 26.060 votos, cada sufrágio custou para ele R$ 12,85.

Robson de Oliveira, do PTB (14) – Divulgação

Com a transparência de todas as ações políticas, não está ficando fácil para qualquer candidato “despejar dinheiro” para fazer boca de urna (pagamento pelo voto no momento de comparecimento à seção), embora tenham sido muitas as denúncias não oficializadas de que candidatos a vereador andaram fazendo uma farra por aí, mas sem comprovação, não havendo nenhum registro nas duas Zonas Eleitorais de Macaé.

Quem desejar saber da vida de cada candidato, a vereador ou prefeito, basta acessar o site do TSE, divulgacand, que lá estarão disponíveis todas as informações, desde o momento do registro da candidatura, passando pela declaração de bens e, finalizando, com a prestação de contas que deve ser feito por cada um.

Com votações menos expressivas, concorreram os candidatos Indio (35), Jonas Vicente (29), Maxwell Vaz (77), Ricardo Bichão (28) e Sabrina Luz (16).

 

 

Futuro da oposição em Macaé depende da força das redes sociais

Riverton e Robson opositores com caminhos bem diferentes

Militância de candidatos derrotados tentam espaço para reviver discurso de ódio

Quem será a “cara” da oposição ao governo do prefeito eleito Welberth Rezende (Cidadania) em Macaé? A pergunta, apesar de parecer precoce, levanta uma discussão importante, que está diretamente ligada aos números revelados pelas urnas no último dia 15.

Muito próximos dos mais de 26 mil votos obtidos por Welberth, que o garantiram os 24% dos votos válidos necessários para conquistar a vitória, o ex-prefeito Riverton Mussi (PDT) e o radialista Robson Oliveira (PTB) quase 50 mil eleitores da cidade insatisfeitos com o resultado de uma das eleições mais disputadas da história da cidade.

Ambos adversários diretos de Dr. Aluízio, principal aliado de Welberth, Riverton e Robson chegaram a ensaiar uma aproximação durante a fase pré-eleitoral, mas que não foi para frente em virtude da falta de confiança entre as lideranças dos seus projetos políticos.
Inflamadas por apelo popular e impulsionadas pelas redes sociais, as campanhas de Riverton e Robson precisam agora manter o discurso da revanche em evidência ao longo dos próximos quatro anos, algo que não parece ser difícil. O que não poderá cada um recorrer aos mesmos artifícios aplicados na disputa deste ano.

Riverton com uma ampla militância de rua, órfão do poder da prefeitura desde a sua saída em 2013, tem mais fôlego para captanear aliados se souber aproximar vereadores que não conquistaram a reeleição, e já fizeram parte dos seus governos passados.

Para Robson, fica o discurso de demagogia de rádio, um espaço que parece estar perdido diante das inimizades criadas diante da sua ascensão política repentina na cidade. Se mantiver os quase R$ 12 mil mensais de publicidade no Facebook, Instagram e YouTube, com postagens diárias na Página Notícias Macaé, é bem capaz de conseguir manter a imagem de bom moço, diretamente manchada pelas notas que revelaram o recebimento de R$ 31 mil pagos pela SIT, empresa que administra o transporte público da cidade.

Welberth Rezende garante dignidade aos macaenses

O futuro prefeito de Macaé disse que o seu governo vai trabalhar para empregar as pessoas - Divulgação

“Mas para mim, o que dá mais dignidade à população, sendo o maior projeto social que se pode oferecer para a vida das pessoas, é o emprego, diz Welberth Rezende

Mal terminou a campanha política e o estresse das eleições, e o prefeito eleito de Macaé, Welberth Rezende, já enfrenta uma nova batalha: o governo de transição. O procedimento visa elaborar projetos, distribuir tarefas no sentido de fazer um retrato de como se encontra o município no momento e traçar planos para começar a administrá-lo a partir de 1º de janeiro de 2021.

Em recente entrevista exclusiva ao jornal O DEBATE, Welberth Rezende falou dos seus projetos de governo, ressaltando como, por exemplo, a manutenção da passagem a 1 real, do Bolsa Alimentação, e da abertura de novos restaurantes populares. “Mas para mim, o que dá mais dignidade à população, sendo o maior projeto social que se pode oferecer para a vida das pessoas, é o emprego. Então o governo vai trabalhar para empregar as pessoas. Trabalhar a questão do desenvolvimento econômico é um dos eixos principais. Serei um prefeito sim do Porto, e digo que seremos parceiros, assim como na questão do óleo.

Trabalharemos junto à Brasília fazendo interlocução, bem como com o governo do estado, buscando verbas e incluindo Macaé nos programas. Vamos trazer a rota do gás, que vai consolidar Macaé cada vez mais como a rota prioritária do gás do Brasil, trabalhando ainda a questão das Termelétricas, que já temos muitas sendo preparadas, e temos a questão das Unidades de Processamentos de Gás Natural (UPGNs)”, frisou o prefeito eleito.

Entretanto, em seu discurso da vitória, o prefeito eleito deixa registrado os seus agradecimentos aos macaenses. “A palavra inicial é gratidão a toda população macaense pela vitória. Fui eleito com mais de 26 mil votos e agora é um momento de união, e como prefeito da cidade, vamos governar para todos. Serei um prefeito popular, de muito acolhimento às pessoas, mas de muita responsabilidade com a questão pública. Agradeço a população pelo apoio e reconhecimento e vou retribuir com trabalho, suor e lágrimas pela cidade de Macaé”, afirmou ele.

Sobre a questão educacional, ele disse que vai transformar a Cidade Universitária num pólo educacional e numa referência em educação para região. E acrescentou: “Trabalharemos o turismo, a agricultura, e isso tudo nos trará empregos. Vamos trabalhar na qualificação das pessoas, seja através do CETEP, FAETEC, entre outras, trazendo qualificação e emprego”, enfatizou Welberth.

Durante a entrevista, ele afirmou que tem uma relação muito boa com o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, com quem conversou esta semana e que colocou o governo do estado à disposição de Macaé. “Estaremos utilizando toda estrutura e todo espaço e tudo que o governo puder nos oferecer, iremos utilizar. O governo trabalhará dia e noite para diminuir essa desigualdade social, prioritariamente, através do desemprego”, pontuou.

E prosseguiu: “Fomos confiados nessa grande responsabilidade de cuidar da cidade, e vamos trabalhar fazendo o melhor, ouvindo a todos, de forma muito coletiva, participativa, ouvindo todas as classes e a população macaense. Me considero uma pessoa capacitada para governar a cidade por conta da minha vivência política, como vereador, deputado estadual, até antes disso, com minha formação de muita dificuldade.”

Por outro lado, ele abordou também a questão da falta d’água em alguns bairros do município, como no Lagomar, que é um dos compromissos do seu governo, bem como a dramática situação dos alagamentos na cidade em dias de chuva, e do saneamento básico.
“A população vai ter um prefeito muito acessível, de escuta e de diálogo, mas claro com muita responsabilidade para tocar essa grande máquina, que é a prefeitura de Macaé”, concluiu.