quarta-feira, maio 12, 2021

Personalidades reforçam luta pelo espaço da mulher na política

Fotos divulgação

Iza Vicente teve a companhia das ex-vereadoras Marilena Garcia e Ivânia Ribeiro

Uma noite de debates, histórias e propostas. O objetivo é fazer com que as mulheres ocupem cada vez mais os espaços de poder e de decisão em Macaé. Assim foi a audiência pública da Câmara dos Vereadores, presidida por Iza Vicente (Rede), que aconteceu nesta terça-feira (9). Devido aos protocolos de segurança, a participação do público ocorreu no chat aberto da transmissão online.

Única vereadora da atual Legislatura, Iza falou sobre os desafios de estar na política. “A aparência de uma mulher com mandato acaba ganhando mais importância do que os projetos que ela defende. Essa deslegitimação não acontece com os homens. Além disso, muitas tentam disputar eleições, mas recebem uma estrutura mínima para a campanha eleitoral.”

Entre as convidadas, a diretora geral de Assuntos Legislativos da Câmara, Deila Barcellos, elogiou o debate e disse estar orgulhosa por ver servidoras em postos de destaque. “Das nove diretorias, cinco estão sob a responsabilidade de mulheres nesta Casa. Sabemos dos desafios, mas somos capazes”, acrescentou.

A audiência contou com intérpretes de libras, permitindo que pessoas surdas acompanhassem o debate. Os vereadores Thales Coutinho (Podemos) e Amaro Luiz (PRTB) também estiveram presentes, assim como profissionais do meio acadêmico, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher.

Violência

De acordo com a coordenadora do Centro Especializado em Atendimento à Mulher (Ceam), Jane Roriz, um dos principais problemas é a subnotificação dos casos. “Muitas vezes, a violência acontece no lugar onde consideramos ser mais seguro, que é a nossa casa. Em 2020, realizamos 1043 atendimentos, um número inferior ao de 2019. Reforçamos que fazer a denúncia é muito importante.”

O Ceam está localizado na Rua São João, 33, no Centro (ao lado da Delegacia Legal). O funcionamento é de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Os contatos telefônicos são: (22) 2796-1045 e 2791-6620. Há também o número (22) 99817-0976 (Whatsapp).

O número da Central de Atendimento à Mulher é o 180. Já a Patrulha Maria da Penha (24h) tem como contatos: 0800 282-2108 ou (22) 99826-6263 (Whatsapp ou chamada a cobrar, se houver necessidade).

Iniciativas

Na agenda do Mês da Mulher, Iza protocolou um projeto de lei que cria o Programa de Acolhimento à Mulher Vítima de Violência. A expectativa é que os debates sobre a proposta aconteçam já nas próximas sessões.

Além disso, houve unanimidade na defesa para que Macaé tenha uma sede própria para a Delegacia da Mulher. “Devemos assegurar, no orçamento de 2022, recursos para a construção de creches, permitindo o retorno de muitas mães ao mercado de trabalho”, acrescentou.

Encontro histórico

A realização da audiência também foi marcada pelo encontro de três gerações de vereadoras macaenses. Primeira mulher eleita de toda a região, Marilena Garcia falou sobre os desafios de entrar na política há quase quatro décadas.

“Por muitas vezes, tive que me posicionar de maneira firme para ser ouvida. Vi de perto a transformação social, política e econômica de Macaé. Somos mais de 50% da sociedade, mas quantas prefeitas temos? Quantas vereadoras foram empossadas? Preciso lembrar que a única presidenta deste país sofreu um golpe”, frisou.

Durante uma das falas, Ivânia lembrou que a primeira advogada a exercer a função no país foi a macaense Myrthes Gomes de Campos (1875-1965). “Devemos honrar esse legado. Em 1993, como vereadora, não quis comemorar o Dia da Mulher. Em vez disso, decidi lutar porque o nosso papel não é o de submissão. É hora de garantir a nossa independência, de virar o jogo.”

PTB deve apresentar pedido de impeachment de Fachin por decisão que livrou Lula

O Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) está preparando um pedido de impeachment contra o ministro do STF Edson Fachin pela recente decisão que anulou todas as condenações do ex-presidente Lula em processos da Lava Jato.

“Nosso Departamento Jurídico do PTB está elaborando um pedido de impeachment do ministro Edson Fachin. Estamos avaliando os abusos cometidos por Fachin para podermos dar entrada no pedido de impeachment no Senado. Posteriormente daremos mais informações”, anunciou Roberto Jefferson, presidente do partido.

Os pedidos de impeachment de membros da Suprema Corte devem ser protocolados no Senado Federal, onde devem ser pautados para começarem a tramitar.

Em decisão monocrática, Fachin anulou duas condenações de Lula e determinou o envio de 4 processos da 13ª Vara de Curitiba para a Justiça Federal do Distrito Federal.

“Um ministro do STF tem o poder de simplesmente acabar com anos de julgamentos de três instâncias da Justiça em apenas uma canetada? E falam que Bolsonaro é autoritário? A Constituição não delega a Fachin todo esse poder. É insanidade!!”, disse Jefferson em sua conta no twitter.

A decisão devolveu, ao menos por enquanto, os direitos políticos do petista. A decisão deverá ser analisada pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal.

 

Notícia-crime: Lei que prendeu Daniel Silveira pode levar Freixo e Ciro para a cadeia

O vereador Nikolas Ferreira (PRTB), de Belo Horizonte, protocolou no Supremo Trinunal Federal uma notícia-crime contra o ex-governador Ciro Gomes (PDT/CE) e do deputado federal Marcelo Freixo (PSOL/RJ) por violações à Lei de Segurança Nacional (7.170/83).

O mesmo texto legal foi usado pelo ministro Alexandre de Moraes para justificar a prisão do deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ) na semana passada, após a divulgação de um vídeo com críticas e xingamentos a membros do STF.

Em sua decisão, Alexandre de Moraes afirmou que “são inconstitucionais as condutas e manifestações que tenham a nítida finalidade de controlar ou mesmo aniquilar a força do pensamento crítico, indispensável ao regime democrático; quanto aquelas que buscam destruí-lo juntamente com suas instituições democráticas, pregando a violência.

Utilizando exatamente o mesmo argumento, Nikolas Gomes denuncia ao STF um vídeo em que, a partir de 1min22seg, Ciro Gomes afirma o seguinte:

A notícia-crime contra Ciro Gomes cita uma fala do ex-governador que ainda está no ar, em que ele diz que “se ele (Bolsonaro) tentar um golpe nós daremos a ele o destino que teve Mussolini. Eu, Ciro Gomes, assumo, como palavra de honra, que estarei na luta de um ou de dez ou de mil para dar a ele o destino de Mussolini”, além deoutras falas de Ciro caluniando e difamando Bolsonaro.

Mussolini foi preso e executado por membros da Resistência Italiana em 28 de abril de 1945. Seu corpo foi levado a uma praça central de Milão, onde foi dependurado de cabeça para baixo em uma viga.

Já Marcelo Freixo é denunciado por frases no Twitter como “BOLSONARO GENOCIDA” e “É impeachment ou morte”, classificadas como crime pelo vereador. A notícia-crime pede a prisão dos denunciados.

 

Para 57% dos brasileiros, condenação de Lula foi justa

Uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira (22) revelou que a condenação do ex-presidente Lula é considerada justa para 57% dos brasileiros. 37,6% acham que Lula foi condenado injustamente e 5,4% não sabem ou não quiseram opinar.

O petista foi condenado na Lava Jato em dois processos: um referente ao sítio de Atibaia (SP) e outro pelo tríplex no Guarujá. Lula chegou a ser preso para cumprir a pena, mas foi solto depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou a prisão em segunda instância. A pena atualizada é de 8 anos, 10 meses e 20 dias. O ex-presidente também responde a mais 7 processos e 1 indiciamento por crimes que vão de corrupção até obstrução de justiça.

O levantamento foi feito pelo instituto Paraná Pesquisas, que ouviu 2264 pessoas de todas as regiões do Brasil. A pesquisa tem um grau de confiança de 95% e margem de erro de 3% percentuais para mais ou para menos.

Metodologia

O universo desta pesquisa abrange a população brasileira. Para a realização desta pesquisa foi utilizada uma amostra de 2264 habitantes, sendo esta estratificada segundo sexo, faixa etária, escolaridade, nível econômico e posição geográfica. O trabalho de levantamento dos dados foi feito através de entrevistas pessoais telefônicas com habitantes com 16 anos ou mais em 26 Estados e Distrito Federal e em 200 municípios brasileiros durante os dias 16 a 19 de fevereiro de 2021, sendo auditadas simultaneamente à sua realização, 20,0% das entrevistas.

Tal amostra representativa do Brasil atinge um grau de confiança de 95,0% para uma margem estimada de erro de aproximadamente 2,0% para os resultados gerais. Nas análises das questões por localidade, o grau de confiança atinge 95,0% para uma margem de erro de 3,0% para o estrato da Região Sudeste, onde foram realizadas 986 entrevistas, 4,0% para o estrato da Região Nordeste, onde foram realizadas 609 entrevistas, 5,5% para o estrato da Região Norte + Centro-Oeste onde foram realizadas 340 entrevistas e 5,5% para o estrato da Região Sul, onde foram realizadas 329 entrevistas. A Paraná Pesquisas encontra-se registrada no Conselho Regional de Estatística da 1ª, 2ª, 3ª, 4ª, 5ª, 6ª e 7ª Região sob o nº 3122/20.

Veja a pesquisa completa aqui: https://www.paranapesquisas.com.br/wp-content/uploads/2021/02/M%C3%ADdiaBR1_Fev21.pdf

Plenário do STF mantém prisão do deputado Daniel Silveira

Por unanimidade, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu hoje (17) manter a decisão do ministro Alexandre de Moraes que determinou a prisão do deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ). No entanto, a palavra final sobre a manutenção da prisão será do plenário da Câmara dos Deputados, que precisará votar se mantém ou não a decisão.O plenário referendou o mandado de prisão expedido ontem (17) por Moraes. A prisão foi determinada no inquérito aberto em 2019 para apurar ameaças contra os integrantes do STF.

O motivo da prisão foi um vídeo publicado na internet. Segundo Moraes, o deputado teria feito ameaças e defendido a destituição dos ministros.

Pela Constituição, a prisão em flagrante por crime inafiançável de qualquer deputado deve ser enviada em 24 horas para análise do plenário da Câmara, que deve decidir sobre a manutenção ou não da prisão.

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, convocou hoje uma reunião da Mesa Diretora e de líderes para discutir a prisão.

Pelo Twitter, a assessoria jurídica confirmou que o deputado está na carceragem da Policia Federal, no Rio de Janeiro, e disse que a prisão é ilegal. Para a defesa, a prisão representa “violento ataque  à liberdade de expressão e inviolabilidade da atividade parlamentar.

Fonte: Agência Brasil

Decisão de Alexandre de Moraes representa risco à imunidade parlamentar e pode gerar precedente perigoso

A decisão do ministro do STF Alexandre de Moraes, que mandou prender o deputado Daniel Silveira (PSL-RJ) na noite desta terça-feira (16), pode gerar um precedente perigoso para os membros da Câmara Federal.

Moraes mandou prender o parlamentar após ele ter publicado em suas redes sociais um vídeo com críticas a membros do STF.

Juristas classificaram a decisão como “estranha” e “sem embasamento legal”, isso porque a prisão foi classificada por Moraes como em “flagrante delito”, única possibilidade prevista na Constituição para que um parlamentar seja preso. No entanto, há fortes dúvidas sobre se o flagrante é realmente aplicável ao caso.

A prisão do deputado deve ser submetida ao Plenário da Câmara, que pode derrubar a decisão. Nesta hipótese, a Câmara daria uma forte demonstração de independência e coragem em relação ao STF. Isso não livraria Silveira de um processo na Comissão de Ética da Câmara.

Por outro lado, caso a Câmara mantenha a prisão de Silveira, abre-se um perigoso precedente que coloca em risco a própria atividade parlamentar no país. Qualquer membro do STF poderia mandar prender deputados e senadores por suas falas e opiniões, o que consolidaria uma “ditadura do Judiciário” no Brasil.

Declarações de deputados indicam que a esquerda já se uniu em torno do assunto e deve fechar questão pela manutenção da prisão de Daniel Silveira. Até aí, nenhuma novidade, já que Silveira é Policial Militar e apoiador do presidente Jair Bolsonaro.

Cabe aos demais deputados, que podem formar maioria, lutar em defesa da própria prerrogativa e deixar a avaliação das ações do deputado para a Comissão de Ética da casa, que é o foro mais adequado para isso. E esta deve ser a decisão a ser tomada por “vossas excelências”.

Witzel vira réu por corrupção e lavagem e é afastado do governo do RJ por mais 1 ano, decide STJ

Wilson Witzel (PSC) - Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo
As duas votações foram por unanimidade. Governador afastado do Rio de Janeiro é acusado de fraudes na Saúde do estado durante a pandemia.
A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) aprovou por unanimidade, nesta quinta-feira (11), o recebimento da denúncia contra Wilson Witzel (PSC). O governador afastado do Rio de Janeiro agora é réu por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

 

A Corte Especial é formada por 15 desembargadores, mas dois deles se declararam impedidos. Os outros 13 ministros votaram pelo recebimento da denúncia.

Afastamento prorrogado por 1 ano

 

Os ministros também votaram pelo afastamento de Witzel do cargo por mais um ano. Uma decisão do próprio STJ, afastou Witzel no fim de agosto por 180 dias, prazo que acabaria no fim deste mês.

A prorrogação por mais um ano vale também para outras medidas cautelares. Pela decisão, Witzel está proibido de:

  • frequentar a sede do Poder Executivo
  • manter contato com servidores
  • morar no Palácio Laranjeiras, residência oficial do governo.

Desdobramento da Lava Jato

O governador afastado foi denunciado pelo Ministério Público Federal na operação Tris in Idem, desdobramento da Lava Jato no RJ que apontou corrupção na Saúde do estado.

A suspeita é de que o governador tenha recebido, por intermédio do escritório de advocacia de sua mulher, Helena Witzel, pelo menos R$ 554,2 mil em propina.

A descoberta do esquema criminoso teve início com a apuração de irregularidades na contratação dos hospitais de campanha, respiradores e medicamentos para o enfrentamento da pandemia do coronavírus.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) afirma que o governo do RJ estabeleceu um esquema de propina para a contratação emergencial e para liberação de pagamentos a organizações sociais (OSs) que prestam serviços ao governo, especialmente nas áreas de Saúde e Educação.

 

Fonte: G1

Por unanimidade, TSE rejeita cassação de Bolsonaro por suposto disparo de mensagens

Brasília (DF), presidente Bolsonaro - Palácio da Alvorada. Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

Por unanimidade, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julgou improcedente duas ações para cassar a chapa vencedora das eleições de 2018, formada pelo presidente Jair Bolsonaro e o vice-presidente, Hamilton Mourão.O tribunal julgou ações de investigação eleitoral protocoladas pela derrotada coligação de Ciro Gomes (Coligação Brasil Soberano – PDT/Avante), que também disputou o pleito.

As legendas alegaram que houve prática de abuso de poder econômico por supostos disparos ilegais em massa de mensagens no aplicativo WhatsApp. Pela lei, somente a propaganda paga pode ser feita nas redes sociais. Para justificar a ação, os partidos apresentaram cópia de uma matéria jornalística para embasar a acusação.

Ao julgar o caso, os ministros seguiram voto proferido pelo relator, Luis Felipe Salomão. Segundo o ministro, a coligação não apresentou provas das acusações.

“A inicial veio instruída somente com essa notícia jornalística e, no curso da demanda, a autora não apresentou provas dos supostos fatos e aquelas provas que queria produzir eram impertinentes, inadequadas ou ilegais para comprovar o fato apontado na inicial”, afirmou.

O entendimento foi acompanhado pelos ministros Mauro Campbell, Tarcísio Vieira, Sérgio Banhos, Edson Fachin, Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso.

Defesa

Durante o julgamento, a advogada Karina Kufa, representante do presidente, disse que não foram apresentadas provas para embasar a acusação. Segundo a advogada, em outro processo que correu na Justiça, ficou concluído que a matéria jornalística citada não se sustentava.

“Temos uma situação preocupante, sem qualquer embasamento jurídico, sem qualquer prova ou indício de prova e um lapso temporal acima do que é razoável para o julgamento dessa ação”, argumentou.

A advogada Karina Fidelix, represente de Mourão, afirmou que as acusações são genéticas e sem respaldo probatório.

Fonte: Agência Brasil

André Ceciliano é reeleito presidente da ALERJ

André Ceciliano (PT) foi reeleito, nesta terça-feira (02/02)

O deputado André Ceciliano (PT) foi reeleito, nesta terça-feira (02/02), presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) para um mandato de dois anos. Com 64 votos favoráveis, três contrários e duas abstenções, dos 69 votos, a chapa única “União Pelo Rio”, liderada por Ceciliano, foi escolhida para continuar conduzindo os trabalhos da Casa. A votação, que foi semi-presencial devido à pandemia de coronavírus e que contou com a presença do governador em exercício Claudio Castro, iniciou a 3ª Sessão Legislativa da 12ª Legislatura. Na ocasião, também foram eleitos os outros doze integrantes da Mesa Diretora da Alerj – quatro vice-presidentes, quatro secretários e quatro vogais. A Constituição Estadual prevê a reeleição da Mesa Diretora da Alerj – Artigo 99, II -, bem como o Regimento Interno da Casa, em seu artigo 5°.

Ceciliano já exerce a presidência da Alerj desde novembro de 2017, sendo que até fevereiro de 2019 ocupava o cargo de forma interina. Em fevereiro de 2019, foi eleito para o primeiro mandato de dois anos como presidente do Parlamento Fluminense – período em que a Casa economizou quase R$ 1 bilhão do seu orçamento. Após ser reeleito, o deputado agradeceu aos colegas parlamentares e prometeu ser um presidente de todos. Ele também saudou os sete novos deputados que assumiram mandato em 2021. “Todos vocês, apesar das diferenças ideológicas, tiveram liberdade para defender aqui suas ideias e os anseios de seus eleitores, pois seus projetos foram colocados em pauta e votados”, disse. O deputado agradeceu, ainda, a presença do governador, ressaltando ser a primeira vez que um governador acompanha a votação da Mesa Diretora da Casa.

Em retrospectiva, o presidente André Ceciliano destacou a coragem da Casa ao se adaptar às restrições impostas pela pandemia. “A crise nos fez trabalhar mais. Mesmo os parlamentares mais antigos como eu, pouco habituados a modernidades, aprenderam a usar as novas tecnologias, se reinventaram. Nunca em toda a história deste Parlamento fomos tão produtivos”, pontuou, ao lembrar das 350 sessões extraordinárias realizadas em 2020, quando foram aprovados 435 projetos que ajudaram a minimizar o impacto da pandemia na vida das pessoas, sobretudo as mais pobres.

Ceciliano ainda destacou que, durante sua gestão, foram reduzidos em média 30% dos custos das contratações de bens e serviços, realizando inclusive a filmagem de todas as licitações. Além disso, a TV Alerj ficou mais barata aos cofres do Legislativo e passou a operar em sinal aberto, democratizando ainda mais o acesso às decisões legislativas. “Nós também criamos a Descentralização de Verba para os Gabinetes e, com isso, os deputados passaram a gerir seus gastos, com total transparência, e todas as prestações de contas estão publicadas online”, explicou o parlamentar, pontuando ainda o término da obra da nova sede, no Edifício Lúcio Costa, que está passando por pequenos ajustes finais.

Coragem para os próximos desafios

Os desafios do Parlamento em 2021 já estão na mira do presidente, que inclusive já protocolou, nesta terça-feira, os primeiros projetos de lei do ano. Entre eles, estão a proposta que cria o auxílio emergencial estadual e o projeto que proíbe a utilização ou alteração dos nomes das estações de transportes públicos pelas concessionárias.

Ceciliano disse buscar inspiração na coragem dos personagens do romance Grande Sertão: Veredas, do escritor mineiro Guimarães Rosa. “A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem”, citou, emocionado, tomando emprestadas as palavras do autor. “Somos muitos aqui, diversos, plurais, mas nosso partido é um só: o povo do estado do Rio de Janeiro”, frisou.

Espírito conciliador 

Antes da votação, o deputado Chico Machado (PSD) leu duas cartas do Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo do Estado (Sindalerj) e do Sindicato dos Servidores Efetivos e Inativos da Alerj (Sinseal). Nos documentos, os órgãos representativos de classe manifestaram reconhecimento à condução de André Ceciliano dos trabalhos legislativos nos últimos dois anos, destacando a economia dos cofres públicos durante sua gestão.

Já na votação, parlamentares de diferentes correntes ideológicas votaram favoráveis a Ceciliano. O deputado Rodrigo Amorim (PSL) afirmou que no último biênio as diferenças ideológicas sempre foram respeitadas. “Para exercer o mandato é necessário acima de tudo coragem. Tenho a coragem e a independência necessárias para, inclusive, reconhecer a austeridade nas contas desta Casa, que permitiram à Alerj contribuir no combate ao Covid-19 e, sensivelmente, na Segurança Pública. A sua presidência nos deu autonomia e toda força necessária para o cumprimento dos nossos mandatos, sobretudo respeitando as diferenças ideológicas que fazem muito bem para a democracia. Além disso, graças à última gestão pudemos enfrentar temas importantes, como o dos concursos públicos”, disse.

Renata Souza (PSol) ressaltou que a gestão de Ceciliano tem sido pautada na democracia: “Hoje essa Casa não só referenda a sua recondução e a democracia. Aqui nessa Casa, referendamos aquilo que não podemos abrir mão no Legislativo: a autonomia. Desde o primeiro momento à frente desta presidência, o senhor conduziu de maneira impecável, de forma respeitosa à constituição”.

Líder do governo na Alerj, o deputado Márcio Pacheco (PSC), elogiou a forma como Ceciliano, segundo ele, sempre respeitou as diferenças partidárias. “A divergência ideológica é normal no Parlamento, mas vossa Excelência conseguiu uma espécie de multi filiação partidária. O senhor trouxe a divergência de modo absolutamente sábio, e a discussão de um modo que fez o Parlamento crescer. Mesmo que na sua filiação partidária eu tenha divergências, nas suas múltiplas outras filiações eu tenho plena convergência. Como líder do Governo e como deputado, tenho certeza que o senhor conduziu a Alerj em um caminho de muita convergência com o Governo do Estado. Acima de qualquer outra questão, a sua filiação é o Rio de Janeiro”, enalteceu o parlamentar.

Um dos decanos da Casa, o deputado Luiz Paulo (PSDB), destacou que o presidente entrou para a história ao colocar em votação o processo de Impeachment do governador afastado Wilson Witzel. “Quero dizer que voto em vossa Excelência pelos motivos fundamentais: o senhor é um democrata, um republicano. O senhor luta pelo federalismo de cooperação e o senhor quer o Poder Legislativo independente, mas harmônico com os outros poderes. Só isso já bastaria para fundamentar meu voto, mas além do mais, o senhor soube respeitar a diversidade do Parlamento nas suas nuances e pela primeira vez a Alerj teve um presidente que botou pra votar o impeachment de um governador. Isso vai entrar na história do Parlamento”, concluiu.

No começo da sessão, Ceciliano solicitou um minuto de silêncio em memória aos deputados Gil Vianna e João Peixoto, que faleceram de coronavírus no ano passado, e também em respeito a todas as famílias que perderam entes queridos durante a pandemia. Na ocasião, foram chamados à mesa para receber as homenagens Bruno Vianna, filho de Gil Vianna, e Gerusa Peixoto, filha de João Peixoto.

Confira abaixo a composição da nova Mesa Diretora da Alerj:

Presidente: André Ceciliano (PT)
1º Vice-presidente: Jair Bittencourt (PP)
2º Vice-presidente: Chico Machado (PSD)
3º Vice-presidente: Franciane Motta (MDB)
4º Vice-presidente: Samuel Malafaia (DEM)
1º Secretário da Mesa: Marcos Muller (SDD)
2º Secretário: Tia Ju (REP)
3º Secretário: Renato Zaca (PRTB)
4º Secretário: Filipe Soares (DEM)
1º vogal: Pedro Brazão (PL)
2º vogal: Dr. Deodalto (DEM)
3º vogal: Valdecy da Saúde (PTC)
4º vogal: Giovani Ratinho (PROS)

Rodrigo Pacheco (DEM) é eleito presidente do Senado Federal

O senador Rodrigo Pacheco (DEM) foi eleito presidente do Senado Federal para o biênio 2021/2022

O senador Rodrigo Pacheco (DEM) foi eleito presidente do Senado Federal para o biênio 2021/2022. O parlamentar eleito por Minas Gerais recebeu 57 votos, contra 21 da senadora sul-matogrossense Simone Tebet (MDB). Ele ocupará também o cargo de presidente do Congresso Nacional.

A vitória ocorreu no primeiro turno. O resultado foi proclamado por Davi Alcolumbre (DEM) às 19:59.

A sessão que escolheu Pacheco ocorreu de maneira tranquila, diferentemente da eleição de 2019, quando, em meio a um tumulto, a senadora Katia Abreu subtraiu uma pasta da Mesa que conduzia os trabalhos. A sessão foi suspensa e retomada no dia seguinte. Na ocasião, o candidato de Katia Abreu era o senador Renan Calheiros (MDB), que foi vencido por Davi Alcolumbre (DEM).

Perfil

Rodrigo Pacheco é formado em Direito e está em seu 1º mandato no Senado. Antes, havia sido deputado federal. Tem sua candidatura apadrinhada por Alcolumbre e Bolsonaro. Era o favorito para assumir a Casa Alta. Tem apoio até do PT, principal partido de oposição do governo. Em contagens prévias, o mineiro já somava mais de 41, número necessário para ser eleito.