Despesa de campanha dos candidatos não atingiu os R$ 2,936 milhões do TSE

Welberth Rezende, do Cidadania (23) - Divulgação

Em 2016 entre os cinco candidatos, dois deles, Dr. Aluízio e Chico Machado, tiveram despesas em torno de R$ 500 mil e teto era de R$ 2,5 milhões para cada um

Apesar de nas campanhas de 2004 e 2008 ter havido acusações de abuso de poder econômico e político, originando vários processos, alguns até hoje aguardando alguma solução da Justiça, desde 2012, quando Dr. Aluízo Santos Junior acabou eleito prometendo um governo de mudanças, parece que as lideranças partidárias começaram a colocar a mão na cabeça e imaginar que, gastar demais numa campanha e numa cidade como Macaé, poderia não render bons frutos como chegou a acontecer em gestões passadas e que repercutem até hoje com o julgamento de atos de improbidade e condenações culminando com perdas de direito político até por 10 anos, como o caso do ex-prefeito Riverton Mussi que só terá as penas concluídas em 2024 e 2027, respectivamente, caso não sofra outra punição da Justiça em processos que ainda tramitam.

Para a campanha eleitoral deste ano, o Tribunal Superior Eleitoral, estabeleceu o teto de R$ 2.936.736,04, cerca de R$ 400 mil a mais do que o teto de 2016, fixado na época em R$ 2.577,907,44 para cada candidato gastar. Os candidatos a vereador na eleição anterior, poderiam ter despesa de até R$ 253.322,86, e nas eleições deste ano, o teto chegou a R$ 288.583,82. Mas pelas prestações de contas feitas pelos concorrentes, não se chegou aos limites estabelecidos, que desconhecem as regras para o aumento considerável do teto, quando na campanha os candidatos gastam menos.

Como o Fundo Eleitoral e o Fundo Partidário têm como objetivo o financiamento público de campanha, com o orçamento de cerca de R$ 3 bilhões para este ano, pelo menos para uma campanha na cidade de Macaé, com orçamento anual estimado em R$ 2 bilhões, imaginava-se que alguns partidos poderiam despejar dinheiro em algum candidato como chegou a acontecer, mas o resultado parece não ter sido bom. Dos 11 candidatos a prefeito, tomando por base apenas os seis considerados para uma disputa renhida, se cada um gastasse o teto do TSE, o total poderia ser de R$ 17,620 milhões. Porém, mesmo apoiado pelos recursos partidários, os seis mais badalados só conseguiram atingir juntos R$ 2,156 milhões, numa prova inconteste que o dinheiro foi gasto, mas com precaução pois houve o caso de candidato como Robson de Oliveira, do PTB (14) que acabou a campanha com saldo líquido positivo de R$ 315.607,50, mesmo tendo recebido do Partido Social Liberal – PSL, R$ 500 mil totalizando R$ 552.300,00. Como só gastou R$ 236.692,50 e obteve 24.208 votos, o custo de cada voto foi de R$ 9,77, como pode ser comprovado na prestação de contas enviado às 21:03 do dia 12 de novembro.

Igor Sardinha, do Partido dos Trabalhadores (13) – Divulgação

Alguns candidatos que gastaram mais tiveram menos votos como o caso de Igor Sardinha, do Partido dos Trabalhadores (13) que arrecadou R$ 401.050,00, dos quais R$ 318 mil da direção estadual, R$ 45 mil da direção nacional e chegou a usar recursos próprios de R$ 21.500,00, obtendo 8.499 votos e ficou ainda com R$ 14.700,00 de dívida de campanha.Dividindo o valor dos recursos recebidos pelo número da votação, o custo unitário de cada voto para Igor Sardinha foi de R$ 47,18.

 

 

O candidato do Republicanos, André Longobardi – Divulgação

O candidato do Republicanos, André Longobardi, que concorreu representando a direita e o clã Bolsonaro, só teve arrecadação de R$ 52.400,00, pagou R$ 34 mil para serviços de advogados e R$ 32 mil de serviços contábeis, totalizando despesas de R$ 66.500,00, ficando com uma dívida de R$ 14.000,00, obtendo apenas 3.913 votos que divididos chega ao custo de R$ 16,99 por cada voto.

 

 

 

Três candidatos ultrapassam R$ 1,2 milhão

Com intensa campanha e preferindo o corpo a corpo, tentando esquentar o eleitorado que ficou um pouco equidistante pelas recomendações das autoridades sanitárias para se proteger do Covid-19, dos R$ 2,156 milhões arrecadados, apenas três deles tiveram participação maior alcançando o total de R$ 1,270 milhão, que foram Riverton R$ 215.300,00; Silvinho Lopes R$ 600 mil e Weberth Rezende que acabou eleito, R$ 335.010,94.

Riverton Mussi do PDT (12) – Divulgação

O PDT (12) fez doação ao candidato Riverton Mussi de R$ 200 mil, e o restante R$ 15.300,00 de membros da família. Ele gastou R$ 116 mil com despesas diversas, apresentou dívida de R$ 30 mil, mas a sobra de campanha foi de R$ 99.230, de acordo com o histórico de entrega das contas ao TSE ocorrido às 19:07, no dia seis de novembro.

 

 

 

Silvinho Lopes – Democratas (25) – Divulgação

Silvinho Lopes, que concorreu pelo Democratas (25) coligado com mais oito legendas, obteve recursos na ordem de R$ 600 mil, dos quais pagou despesas que chegaram a R$ 401.750,00. Sua última prestação de contas ocorreu dia 30/10 às 19:15. Seu gasto maior foi com material impresso no total de R$ 122,600,00, seguido de serviços contábeis R$ 120.000, mais R$ 10 mil de impulsionamento, registrando uma sobra de campanha no valor de R$ 198.250,00. Ele obteve 16.737 votos que divididos pela despesa ficou em torno de R$ 24,00 por cada voto.

 

Welberth Rezende, candidato do Cidadania (23), que acabou eleito, também concorreu coligado com outros seis partidos e chegou a arrecadar R$ 335.010,94, dos quais R$ 112.010,94 doados pelo Cidadania, e o restante por doadores diversos começando com Arleia José de Carvalho – R$ 90 mil, Linea de Castro Bastos Gonçalves – R$ 20 mil, Rodrigo de Oliveira Cavour – R$ 15 mil, Marcio Porto de Rezende – R$ 15 mil, Gabriel de Miranda Peçanha – R$ 15 mil, entre outras dez doações de menor valor, como a de Arley Amaral de Carvalho com R$ 3 mil, feita em dinheiro. A última prestação de contas de Welberth Rezende foi entregue ao TSE dia 13 de novembro, às 18:34. Com sobra de R$ 56.424,00, apresentou ainda uma dívida de R$ 41.549. Divididas as despesas pelos 26.060 votos, cada sufrágio custou para ele R$ 12,85.

Robson de Oliveira, do PTB (14) – Divulgação

Com a transparência de todas as ações políticas, não está ficando fácil para qualquer candidato “despejar dinheiro” para fazer boca de urna (pagamento pelo voto no momento de comparecimento à seção), embora tenham sido muitas as denúncias não oficializadas de que candidatos a vereador andaram fazendo uma farra por aí, mas sem comprovação, não havendo nenhum registro nas duas Zonas Eleitorais de Macaé.

Quem desejar saber da vida de cada candidato, a vereador ou prefeito, basta acessar o site do TSE, divulgacand, que lá estarão disponíveis todas as informações, desde o momento do registro da candidatura, passando pela declaração de bens e, finalizando, com a prestação de contas que deve ser feito por cada um.

Com votações menos expressivas, concorreram os candidatos Indio (35), Jonas Vicente (29), Maxwell Vaz (77), Ricardo Bichão (28) e Sabrina Luz (16).

 

 

Futuro da oposição em Macaé depende da força das redes sociais

Riverton e Robson opositores com caminhos bem diferentes

Militância de candidatos derrotados tentam espaço para reviver discurso de ódio

Quem será a “cara” da oposição ao governo do prefeito eleito Welberth Rezende (Cidadania) em Macaé? A pergunta, apesar de parecer precoce, levanta uma discussão importante, que está diretamente ligada aos números revelados pelas urnas no último dia 15.

Muito próximos dos mais de 26 mil votos obtidos por Welberth, que o garantiram os 24% dos votos válidos necessários para conquistar a vitória, o ex-prefeito Riverton Mussi (PDT) e o radialista Robson Oliveira (PTB) quase 50 mil eleitores da cidade insatisfeitos com o resultado de uma das eleições mais disputadas da história da cidade.

Ambos adversários diretos de Dr. Aluízio, principal aliado de Welberth, Riverton e Robson chegaram a ensaiar uma aproximação durante a fase pré-eleitoral, mas que não foi para frente em virtude da falta de confiança entre as lideranças dos seus projetos políticos.
Inflamadas por apelo popular e impulsionadas pelas redes sociais, as campanhas de Riverton e Robson precisam agora manter o discurso da revanche em evidência ao longo dos próximos quatro anos, algo que não parece ser difícil. O que não poderá cada um recorrer aos mesmos artifícios aplicados na disputa deste ano.

Riverton com uma ampla militância de rua, órfão do poder da prefeitura desde a sua saída em 2013, tem mais fôlego para captanear aliados se souber aproximar vereadores que não conquistaram a reeleição, e já fizeram parte dos seus governos passados.

Para Robson, fica o discurso de demagogia de rádio, um espaço que parece estar perdido diante das inimizades criadas diante da sua ascensão política repentina na cidade. Se mantiver os quase R$ 12 mil mensais de publicidade no Facebook, Instagram e YouTube, com postagens diárias na Página Notícias Macaé, é bem capaz de conseguir manter a imagem de bom moço, diretamente manchada pelas notas que revelaram o recebimento de R$ 31 mil pagos pela SIT, empresa que administra o transporte público da cidade.

Welberth Rezende garante dignidade aos macaenses

O futuro prefeito de Macaé disse que o seu governo vai trabalhar para empregar as pessoas - Divulgação

“Mas para mim, o que dá mais dignidade à população, sendo o maior projeto social que se pode oferecer para a vida das pessoas, é o emprego, diz Welberth Rezende

Mal terminou a campanha política e o estresse das eleições, e o prefeito eleito de Macaé, Welberth Rezende, já enfrenta uma nova batalha: o governo de transição. O procedimento visa elaborar projetos, distribuir tarefas no sentido de fazer um retrato de como se encontra o município no momento e traçar planos para começar a administrá-lo a partir de 1º de janeiro de 2021.

Em recente entrevista exclusiva ao jornal O DEBATE, Welberth Rezende falou dos seus projetos de governo, ressaltando como, por exemplo, a manutenção da passagem a 1 real, do Bolsa Alimentação, e da abertura de novos restaurantes populares. “Mas para mim, o que dá mais dignidade à população, sendo o maior projeto social que se pode oferecer para a vida das pessoas, é o emprego. Então o governo vai trabalhar para empregar as pessoas. Trabalhar a questão do desenvolvimento econômico é um dos eixos principais. Serei um prefeito sim do Porto, e digo que seremos parceiros, assim como na questão do óleo.

Trabalharemos junto à Brasília fazendo interlocução, bem como com o governo do estado, buscando verbas e incluindo Macaé nos programas. Vamos trazer a rota do gás, que vai consolidar Macaé cada vez mais como a rota prioritária do gás do Brasil, trabalhando ainda a questão das Termelétricas, que já temos muitas sendo preparadas, e temos a questão das Unidades de Processamentos de Gás Natural (UPGNs)”, frisou o prefeito eleito.

Entretanto, em seu discurso da vitória, o prefeito eleito deixa registrado os seus agradecimentos aos macaenses. “A palavra inicial é gratidão a toda população macaense pela vitória. Fui eleito com mais de 26 mil votos e agora é um momento de união, e como prefeito da cidade, vamos governar para todos. Serei um prefeito popular, de muito acolhimento às pessoas, mas de muita responsabilidade com a questão pública. Agradeço a população pelo apoio e reconhecimento e vou retribuir com trabalho, suor e lágrimas pela cidade de Macaé”, afirmou ele.

Sobre a questão educacional, ele disse que vai transformar a Cidade Universitária num pólo educacional e numa referência em educação para região. E acrescentou: “Trabalharemos o turismo, a agricultura, e isso tudo nos trará empregos. Vamos trabalhar na qualificação das pessoas, seja através do CETEP, FAETEC, entre outras, trazendo qualificação e emprego”, enfatizou Welberth.

Durante a entrevista, ele afirmou que tem uma relação muito boa com o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, com quem conversou esta semana e que colocou o governo do estado à disposição de Macaé. “Estaremos utilizando toda estrutura e todo espaço e tudo que o governo puder nos oferecer, iremos utilizar. O governo trabalhará dia e noite para diminuir essa desigualdade social, prioritariamente, através do desemprego”, pontuou.

E prosseguiu: “Fomos confiados nessa grande responsabilidade de cuidar da cidade, e vamos trabalhar fazendo o melhor, ouvindo a todos, de forma muito coletiva, participativa, ouvindo todas as classes e a população macaense. Me considero uma pessoa capacitada para governar a cidade por conta da minha vivência política, como vereador, deputado estadual, até antes disso, com minha formação de muita dificuldade.”

Por outro lado, ele abordou também a questão da falta d’água em alguns bairros do município, como no Lagomar, que é um dos compromissos do seu governo, bem como a dramática situação dos alagamentos na cidade em dias de chuva, e do saneamento básico.
“A população vai ter um prefeito muito acessível, de escuta e de diálogo, mas claro com muita responsabilidade para tocar essa grande máquina, que é a prefeitura de Macaé”, concluiu.

 

De Dr. Aluízio para Welberth: a transição de um mesmo governo

Dr. Aluízio e Welberth a continuidade de um governo que venceu as eleições

Resultado das eleições em Macaé recria revanche, através de personagens diferentes

Passada a euforia das urnas, uma análise bastante viva e detalhada sobre o futuro político e administrativo da cidade reserva ao prefeito eleito Welberth Rezende (Cidadania), uma pequena vantagem sobre os antecessores a frente da gestão municipal: ele não precisará nem de tempo e de desgaste para trabalhar na transição.

Primeiro nos últimos anos a não representar uma ruptura tão contundente no modelo de governo, semelhante as eras Carlos Emir X Silvio Lopes ou Riverton Mussi X Dr. Aluízio, Welberth terá mais tempo para acomodar aliados, e pensar na discussão sobre a presidência da Câmara de Vereadores, berço da sua trajetória política na cidade.

Em se tratando de gestão, Welberth não terá dificuldades em assumir o governo no dia 1° de janeiro de 2021, e muito menos, de cumprir partes importantes do seu Plano de Governo, pautado nas principais realizações obtidas por Dr. Aluízio de forma mais recente.
Apesar de se comprometer em quebrar o monopólio do transporte público, solucionar os problemas de alagamentos e garantir à população o acesso a água tratada e encanada, Welberth mantém a singularidade de ouvir bastante e buscar conciliação, embora deixe bem claro quem pretende estar próximo, e quem permanecerá distante, do seu mandato que já ganha o slogan do “Governo 24 horas”.

Em entrevista ao Programa Zezé Abreu, na Rádio 101 FM, Welberth não escondeu a veia de político popular, atento as questões mais simples e cotidianas do município, com uma proposta mais acessível rompendo as inquebráveis barreiras construídas ao longo dos últimos oito anos da administração atual da cidade.

Talvez seja essa a grande diferença entre ele e o seu principal articulador nesta eleição: o próprio prefeito. E graças também aos esforços do jornal O DEBATE em esclarecer possíveis dúvidas e suspeitas de duas outras candidaturas que ameaçavam as eleições na cidade, Welberth terá a capacidade de governar a cidade em uma fase de menos guerra, mas de grandes desafios.

 

Eleição em Macaé pautada por percentual de rejeição

Número de eleitores faltosos em Macaé dispara se comparado nos últimos 12 anos - Arquivo

Ao todo, 44 mil eleitores da cidade não compareceram às urnas na eleição municipal, o que corresponde 26,96% de abstenção

Com um resultado previsível, de acordo com as recentes pesquisas de intenção dos votos, a eleição municipal em Macaé, que ocorreu no último domingo (15), das 7h às 17h, foi pautado pelo aumento do percentual de abstenção do eleitorado.

Com 164.425 pessoas aptas a votar na cidade, de acordo com a Justiça Eleitoral, o primeiro turno das eleições deste ano em Macaé foi marcado pelo não comparecimento às urnas que contabilizou 44 mil eleitores, o que corresponde a 26,96% dos macaenses que tinham o poder de definir os rumos do poder executivo e legislativo.

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, o número de abstenções tem crescido desde 2008, quando 13% não votaram e nas ruas, muitos acreditam que o índice é um reflexo dos eleitores desacreditados com a classe política.

Para o consultor eleitoral, Orlando Thomé, a crise moral e econômica provocada pela pandemia do novo coronavírus também desmotivou na escolha dos novos governantes.
Dados do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) apontam que na última eleição municipal, em 2016, o percentual de abstenção foi de 22,35%, ou seja, 29 mil eleitores deixaram de comparecer às urnas. Este ano, o panorama de abstenções nas principais cidades ficou assim: Macaé: 26,96%, Cabo Frio: 26,39% , Casimiro de Abreu: 25,53%, Campos: 24,92% e Rio das Ostras: 19,47%.

Em 12 anos, o número de abstenções tem aumentado gradativamente, nas três últimas eleições municipais, dados do TRE mostram que os eleitores estão desestimulados de ir às urnas.

Em 2008 foram registrados 13,70% de eleitores que não compareceram às seções eleitorais; em 2012, o percentual chegou a 17, 65%, e em 2016, o número de eleitores faltosos foi de 22,35%.

Problema técnico em computador do TSE atrasa totalização dos votos

Problema técnico em computador do TSE atrasa totalização dos votos

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, disse que uma falha em um computador provocou atraso na divulgação dos resultados da apuração do primeiro turno. Por volta das 21h40, cerca de 63% dos votos tinham sido computados.

Segundo o ministro, os dados dos tribunais regionais eleitorais foram recebidos pelo tribunal, mas ocorreu uma falha no processador de um supercomputador e foi preciso fazer a reparação. Segundo Barroso, o atraso não traz prejuízo para o resultado das eleições, porque o problema está somente na divulgação.

“A ideia de que a demora possa trazer algum tipo de consequência para o resultado não faz nenhum sentido, porque o resultado das eleições já saiu no momento em que a urna imprimiu o boletim da urna. Esse boletim é impresso em diversas vias, é fixado no lado de fora da seção eleitoral e distribuído aos partidos”, explicou.

No entanto, o ministro disse que a centralização da totalização (soma) de votos no TSE também pode ter contribuído para a lentidão da divulgação. Nas eleições anteriores, a totalização era realizada pelos tribunais regionais eleitorais. Antes de Barroso assumir, a ministra Rosa Weber ocupou o cargo de presidente da Corte.

“De fato, houve uma alteração e a totalização passou a ser centralizada no TSE. Essa não foi uma decisão minha. Eu tomei posse em maio, o sistema já havia sido alterado dessa forma. Preciso dizer que, desde o primeiro momento, eu não tive simpatia por essa opção, mas era a opção estabelecida, e foi ela que eu segui. Muito possivelmente, por ser uma novidade, pode estar na origem da instabilidade que sofremos”, afirmou.

Fonte: Agência Câmara

Christiane Cordeiro obtem maioria dos votos em Carapebus

A atual prefeita Christiane Cordeiro (PP) obteve 34,71% do votos válidos - Divulgação

Mesmo com reeleição sub judice, Christiane Cordeiro, do PP, obteve a maioria dos votos neste domingo (15), em Carapebus (RJ). Ela recebeu 34,71% dos votos dados a todos os candidatos e derrotou Bernard Tavares, que ficou em segundo lugar com 29,90%.

A atual prefeita, que está sub judice, aguarda a decisão da Justiça Eleitoral para ter a confirmação se será ou não reeleita pelos próximos quatro anos.
No total, foram computados 3.565 votos. A eleição em Carapebus teve 15,99% de abstenção, 1,17% votos brancos e 3,25% votos nulos.

Christiane Cordeiro tem 55 anos, é casada, tem ensino superior completo e declara ao TSE a ocupação de prefeita. Ela tem um patrimônio declarado de R$ 383.787,59. O vice é Luiz Victor, do PSDB, que tem 46 anos.
Ambos fazem parte da coligação Progresso com Compromisso Social, formada pelos partidos PSDB, PP, Avante, Solidariedade, PRTB.

O resultado oficial das leleições de Carapebus foi o seguinte:

Christiane Cordeiro – PP – 34,71%
Bernard Tavares – Republicanos – 29,90%
Rodrigo Mancebo – Cidadania – 26,27%
Cleber Pimentel – MDB – 6,04%
Juninho de Zezito – PMB – 2,32%
Dona Lourdes – PSB – 0,40%
Prof. Augusto – PV – 0,29%
Pastor Marcos – PTC – 0,08%

 

Fátima Pacheco é reeleita prefeita de Quissamã

A prefeita reeleita de Quissamã, Fátima Pacheco (DEM), que obteve 52,19% do votos - Divulgação

Somando precisamente 52,19% dos votos, Fátima Pacheco (DEM) foi reeleita Prefeita de Quissamã, no pleito de domingo (15). Ela derrotou Armando Carneiro, que ficou em segundo lugar com 44,09% (6.615 votos), permanecendo no cargo por mais quatro anos.

A eleição em Quissamã contou com a participação de 7.829 eleitores no total, tendo 16,47% de abstenção, 0,86% votos brancos e 2,73% votos nulos.

Em seu discurso da vitória, Fátima agradeceu a confiança depositada a ela pelos quissamaenses. “Agradeço a todos que nos concederam através do voto, num ato democrático, a oportunidade de um segundo mandato, que será ainda melhor que o primeiro”, declarou a prefeita.

Fátima tem 55 anos, é viúva, tem superior completo e é prefeita da cidade. Ela tem um patrimônio declarado de R$ 315.377,65. A Democrata foi a primeira mulher a assumir a gestão do município, quando foi eleita em 2016.
Já o vice-prefeito é Marcelo Batista, do Republicanos, que tem 51 anos. ambos fazem parte da coligação MDB / PL / DEM / REPUBLICANOS / PT.

O resultado das eleições em Quissamã ficou assim:

Fátima Pacheco – DEM – 52,19%
Armando Carneiro – PSC – 44,09%
Manoel da Ótica – PODE – 2,02%
Dijamim Ferreira – PRTB – 0,86%
Doutor Leandro – Avante – 0,84%

 

Falta de mesários marca o pleito municipal em Macaé

Ausência de mesários na Eleição Municipal em Macaé comprometeu o trabalho dos voluntários que atenderam a convocação - Reprodução/TV Record

Dezenas de pessoas não atenderam ao chamado das duas Zonas Eleitorais da cidade e terão de pagar multa para regularizar a situação

A falta de mesários marcou o dia da votação para Eleição Municipal em Macaé. O número de colaboradores faltosos em duas Zonas Eleitorais chegou a quase 60. Na 254ª Zona Eleitoral, ausência de quase 20 voluntários causou transtorno no começo da manhã, no Ciep 393, no bairro Aroeira.

Algumas mesas chegaram a funcionar com duas pessoas apenas. O problema foi resolvido com a convocação de suplentes, que já estavam no local. Em algumas seções não tinham secretário e segundo mesário, que só foram repostos no início da tarde da eleição. Por conta do problema, a média do tempo de votação variou de dois a três minutos e filas quilométricas.

Devido a falta de voluntário para atuar na eleição, comprometeu também o andamento da assinatura no caderno de votação e entrega de comprovante de votação para o eleitor errado. Algumas pessoas que chegaram à seção para votar puderam perceber que um outro eleitor havia assinado no caderno e o comprovante teria sido entregue.

Em outras seções eleitorais da 254ª Zona Eleitoral, era possível ver cadeiras de mesários vazias, apenas com dois voluntários para fazer a votação fluir normalmente.
Já na 109ª Zona Eleitoral, que também abrange outros bairros, foram em torno de 35 mesários faltosos.

O clima era de tranquilidade pela manhã de votação em Macaé, porém após às 10h, as escolas eleitorais ficaram lotadas de eleitores. O Ciep 393 Aroeira, por exemplo, possui mais de 4 mil eleitores e a movimentação ficou maior das 10h até às 15h.
Na decisão, o juiz eleitoral afirma que a ausência de um mesário sempre traz transtornos aos demais componentes da junta, aos eleitores e ao processo eleitoral em si, sendo necessário, na maioria das vezes, o remanejamento das funções entre os membros presentes.

Eleitores convocados a atuarem como mesários que não compareceram ao pleito e sequer justificaram ausência no prazo estabelecido pela legislação poderão ser condenados ao pagamento de multa e que a multa pode variar entre R$ 35 a R$ 100.

Eleição é marcada por sujeiras e diversas ocorrências em Macaé

Manhã de eleição tem santinhos espalhados nas ruas de Macaé e equipe de limpeza tem tarefa árdua para recolher resíduos -Reprodução/TV Record

Crime eleitoral pode ser vistos nas primeiras horas do dia de votação com o derramamento de ‘santinhos’

O derrame de santinhos na véspera e no dia das eleições municipais é proibido pela Justiça Eleitoral. Contudo, apesar dos partidos políticos terem recebido ofício com a proibição, o que se vê foi o contrário nas ruas de Macaé que amanheceram cobertas de panfletos e santinhos, no domingo de eleição municipal.

Os números de candidatos a prefeitos e vereadores foram jogados aos montes em frente aos locais de votação, entre os pontos que mais chamaram atenção da quantidade de despejo foram no Ciep 393 Aroeira, Matias Neto, Luiz Reid, Ciep Oscar Cordeiro, Escola Municipal da Aroeira, e entre outros.

A prática, de acordo com Lei das Eleições 9.504/97, é crime eleitoral e o autor pode ser preso, caso seja pego em flagrante. Além dos santinhos de candidatos no chão, máscaras foram descartadas de modo irregular em tempos de pandemia Covid-19.
Na manhã desta segunda-feira (16), a equipe de limpeza da prefeitura teve uma tarefa árdua para recolher todos os lixos, que é considerado crime ambiental. Os bairros passaram por limpeza e a expectativa é que quase 100 toneladas de resíduos foram recolhidos.

A votação começou tranquila, com filas pequenas nas seções. Muitos idosos e famílias foram votar nas primeiras horas do pleito.
Por volta das 9h, a Polícia Militar foi acionada para impedir uma briga entre eleitores na Praça Arlindo Mourão, no bairro Aroeira. A confusão se estendeu até a esquina da rua, que ao avistarem a viatura os grupos políticos rivais se dispersaram do local. Ninguém foi detido.

Um outro caso inusitado que chamou atenção nas redes sociais é que um eleitor entrou na cabina de votação, registrou uma foto e postou na internet que acabou repercutindo. Fotografar diante da urna eletrônica durante a votação é crime. Segundo a legislação eleitoral, autorretratos na cabine de votação infringem não só o sigilo do voto, como prevê o artigo 312 do Código Eleitoral brasileiro, com pena de até dois anos de prisão.

Caso a imagem vá parar nas redes sociais, pode ser considerada uma espécie de boca de urna virtual. Por este, o eleitor pode ser detido de seis meses a um ano, com alternativa de prestação de serviços comunitários pelo mesmo período, e multa no valor de R$ 5.320 a R$ 15.961,50. Caso contrário, podem pegar até dois anos de prisão e pagar multa de cerca de R$ 16 mil.

O tempo de votação foi ampliado em uma hora neste ano para evitar filas e aglomerações. As seções foram abertas às 7h e encerraram às 17h, onde as urnas foram entregues aos fiscais do TRE, colocadas nos veículos e encaminhadas para o Cartório Eleitoral da 109ª Zona Eleitoral.

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