Funcionários do HPM denunciam casos de morte na unidade de saúde e afirmam ser ameaçados para não falar sobre casos da doença

O país está nos últimos dias da Campanha Nacional de Vacinação contra Gripe. Em meio a isso surge grave denúncia sobre a possibilidade de casos de H1N1 e até mortes em Macaé estarem sendo omitidos. Os profissionais da área de saúde afirmam que são ameaçados pelos superiores, caso fale sobre a manifestação da influenza A que são registrados a todo momento no Hospital Público de Macaé.

Vale ressaltar que há 10 anos, após a chegada do vírus influenza A (H1N1) no Brasil, a doença volta a criar pânico. A prefeitura tem omitido os casos da doença e até morte. Os funcionários da unidade de saúde foram proibidos de falar qualquer coisa sobre o assunto e estariam sendo até mesmo coagidos.

Um servidor que não pode ser identificado, decidiu fazer a denúncia à equipe de reportagem do Jornal O DEBATE e comenta a situação do H1N1 no Hospital Público de Macaé.
“A suspeita tem chegado praticamente diariamente, em um dos meus últimos plantões aconteceu de um médico relatar que o paciente estava, mas ele chamou um grupinho e esse grupinho resolveu não internar. Nós somos agredidos verbalmente, diariamente, por familiares porque a gente não tem o que dizer, sendo que os familiares não entendem que a gente não tem o que dizer, porque, nós dependemos do médico para ele poder nos passar.”

Os casos de H1N1 são tratados no HPM, mas a secretaria de Saúde se nega a passar os dados deste ano. A secretaria de Estado de Saúde do Rio, informou possuir apenas o consolidado do Estado. Segundo a Superintendência de Vigilância Epidemiológica do Rio, informou que em 2018, foram 233 notificações de casos de influenza com 30 mortes. Este ano, de janeiro a maio foram 49 casos com 8 mortes.

Segundo funcionários que atuam no HPM, os casos de H1N1 estariam sendo omitidos porque o equipamento utilizado para identificar o tipo de vírus está quebrado. Sem o aparelho, os médicos não podem atestar se o paciente está ou não com a doença.
Assim como o jornal O DEBATE, outros veículos de comunicação têm entrado em contato com a assessoria de comunicação da prefeitura para obter dados sobre a doença na cidade, inclusive foi feito contato junto com o setor de Vigilância Epidemiológica, mas nenhuma solicitação foi respondida. Quando a direção da unidade de saúde é procurada pela imprensa para falar sobre o H1N1, os profissionais ficam sem resposta.

O jornal O DEBATE entrou em contato com o infectologista, Charbell Kury, e ele afirma que a falta da notificação pode ocasionar novos casos, até mesmo um surto de H1N1 na cidade.
Segundo a denúncia, a situação é ainda mais alarmante. O infectologista explica que somente com a notificação das suspeitas e confirmação dos casos, é possível elaborar estratégias para o combate a doença.

Os profissionais de saúde também foram supostamente ameaçados de demissão e até mesmo de exoneração, no caso dos concursados, se alguém revelasse os casos de H1N1.
“Nós funcionários fomos proibidos de falar do assunto. Somos praticamente ameaçados diariamente se passarmos essas informações verídicas que acontece dentro do meu setor de trabalho”, disse um técnico de enfermagem que relata ainda falta de lençóis para pacientes, cadeira higiênica quebrada, banheiros sem adaptação para pacientes com deficiência, chuveiros dos banheiros feminino quebrados.

O HPM, considerado referência na região, amarga com problemas estruturais. “Somos um hospital que atende mais de seis municípios, nos últimos dias temos recebido até pacientes da cidade de Cabo Frio e não temos condições nem de receber os pacientes de Macaé, e mesmo assim recebemos os de fora”.

Entramos em contato com a assessoria de comunicação da prefeitura de Macaé, para falar sobre a falta de materiais, insumos e equipamentos quebrados, mas até o momento não tivemos nenhuma resposta.

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