A ministra do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, mudou seu voto e passou a considerar que o ex-juiz Sergio Moro agiu com parcialidade nos julgamentos contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com a mudança, a Segunda Turma do STF considera Moro parcial e anula todas as provas colhidas contra o petista na Operação Lava Jato.

O julgamento foi retomado nesta terça-feira (23), após ser suspenso por um pedido de vista. Ficaram vencidos o Relator, Edson Fachin, e Nunes Marques.

Na sessão, o ministro Nunes Marques apresentou seu voto-vista contra o recurso da defesa do ex-Presidente Lula. Nunes Marques condenou o uso de mensagens hackeadas disse ver o perigo de ser implantar uma “República hackeada” no Brasil. “Essa prática abjeta de hackear, bisbilhotar e violar a intimidade das pessoas estaria legalizada. A sociedade viveria um processo de desassossego semelhante aos das piores ditaduras. Não é isso que deve permanecer numa sociedade democrática. A forma importa à democracia, tanto quanto o conteúdo”, defendeu. O trecho do voto de Marques irritou Gilmar Mendes.

A proposta de impor a Moro a pena de arcar com as milionárias custas do processo não deve prosperar. Carmem Lucia, Nunes Marques e Fachin consideram inadequada tal punição ao ex-juiz.

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