Décio Oddone, diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP)

Diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo negou que exista, no momento, discussões para adiar uma das licitações

O diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Décio Oddone, afirmou que o calendário dos três leilões de petróleo deste ano está mantido e que “há demanda para tal”. Ele negou que exista, no momento, discussões para adiar uma das licitações, como chegou a sugerir em seminário do setor de petróleo e gás há algumas semanas.

Oddone fez o comentário na última sexta-feira (7), ao sair de um encontro do ministro Paulo Guedes com membros do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), no Rio de Janeiro.

Estão previstas, para o segundo semestre, o leilão da 16ª rodada de concessão de áreas do pós-sal (10 de outubro); do excedente da cessão onerosa (28 de outubro); e a sexta rodada de partilha do pré-sal (7 de novembro).

Sobre a reunião desta sexta, Oddone disse não ter ouvido “nada de novo” e reiterou que o comitê criado pelo governo para estudar a abertura do mercado de gás funcionará até o fim de junho, quando deve apresentar sugestões com este fim. “A expectativa é que venham medidas para ajudar na abertura deste mercado (do gás)”, disse, sem dar maiores detalhes sobre as alterações nas normas, um dos temas do encontro com Guedes.

No dia 23 de maio, Oddone disse que haveria “espaço” para o adiamento de pelo menos um dos três grandes leilões do ano para 2020 e que, se fosse chamado a opinar, indicaria a postergação da 16ª Rodada, a princípio marcada para o dia 10 de outubro. Na época, o diretor da ANP afirmou que, com a postergação, o governo poderia evitar “queimar o cartucho” e leiloar esses ativos com ágios menores. “Três leilões no mesmo semestre podem sobrecarregar os técnicos da empresa privada”, afirmou, naquela ocasião.

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