O avanço da Covid-19 em Macaé chega a um estado alarmante, podendo ser considerada fora de controle. A situação uniu o Professor e Diretor do NUPEM UFRJ, Biólogo Rodrigo Nunes da Fonseca e o médico Dr. Gleison Guimarães, que está na linha de frente do combate a COVID 19, em live realizada na noite de quinta-feira (10) pelo instagram @dr.gleisonguimaraes.

O encontro virtual abordou o tema ‘Covid-19: Estado Atual, Reinfecção e Mais…’, fazendo um alerta sobre a gravidade da situação no momento, pós-eleição, marcada pelo desrespeito total às regras e protocolos de saúde, e desobediência aos decretos municipais para conter a proliferação da doença.

As autoridades abordaram os aspectos da pandemia, na cidade, que enfrenta uma taxa muito elevada de positividade, que ultrapassa a casa dos 40%. “As pessoas continuam nas ruas sem a utilização de máscaras como se a pandemia tivesse acabado, não fazendo a higiene correta das mãos, em aglomeração, as praias lotadas. Lamentável”, declarou o diretor do Nupem, Rodrigo, lembrando que o poder público cumpriu muito bem o seu papel de decretar os instrumentos de contenção do vírus, mas que tem sido totalmente descumpridos.

“O professor Rodrigo prossegue explicando que infelizmente estes vírus têm encontrado um bom número de pessoas nas ruas sem qualquer tipo de proteção. De certa forma, estas pessoas sem máscaras nas ruas parecem esperar pelos vírus, ajudando estes a se multiplicarem e serem transmitidos para outras pessoas”, frisou o cientista.

Rodrigo informa ainda que, durante o encontro virtual foi abordada a nova linhagem de vírus do Covid-19. É que, recentemente, pesquisadores do Instituto de Biodiversidade e Sustentabilidade (Nupem) da UFRJ sequenciaram 96 genomas do SARS-CoV-2 e identificaram circulando em Macaé quatro linhagens diferentes do vírus causador da doença. De acordo com o diretor do Nupem, Rodrigo Nunes da Fonseca, já é possível dizer que o município vive uma segunda onda de infecções pelo novo coronavírus.
Uma das hipóteses dos pesquisadores é de que as mutações possam alterar a evolução da doença, o índice de infecção e a letalidade. Inicialmente, a equipe do Nupem acreditava que apenas uma linhagem previamente descrita no Brasil (B.1.1.33) estivesse causando a COVID-19 no município.

“Os casos suspeitos de reinfecção são cada dia mais comuns, pessoas que ficaram doentes novamente após 4 ou 5 meses da primeira infecção, alguns com forma mais leve e outros com doença mais expressiva, principalmente naqueles que não ficaram com anticorpos neutralizantes, aqueles capazes de oferecer proteção. Além disso, pelas descobertas das linhagens da nossa região, fica mais provável entendermos uma segunda infecção, mais uma grande contribuição do NUPEM-UFRJ pra nossa cidade”, complementa Dr. Gleison.

Eles falaram ainda sobre a vacina, que vai chegar em breve. “Por conta disso as pessoas não se cuidam pois lá na frente vão ter a tão aguardada imunização. Já existem casos comprovados cientificamente de reinfecção, Ou seja, pessoas que contraíram covid lá atrás e agora estão apresentando o mesmo vírus novamente”.

Já Dr. Gleison enfatiza que a situação atual é resultado da interrupção do isolamento social, enquanto ainda há transmissão ativa e sustentada, causando essa nova onda de proliferação do vírus. “Então é necessário sim prosseguir o isolamento”, pontuou.

E conclui: “Portanto, a Organização Mundial de Saúde tem apontado que o caminho para a redução da velocidade de circulação do vírus, o controle e queda do número de casos e óbitos decorrentes dessa pandemia só poderá ser alcançado com adoção em massa de medidas fundamentais que incluem higienização das mãos, uso do álcool em gel, etiqueta respiratória, limpeza de superfícies, evitar aglomerações e distanciamento social.”

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