PM apreende arsenal de armas na última semana em duas comunidades de Macaé, onde todas estavam enterradas no mangue e restinga - Foto Divulgação/PM

A apreensão de armas de uso restrito demonstra que os criminosos chegam a ter maior poder de fogo do que a própria polícia

A apreensão de armas de calibre de uso restrito dos órgãos de segurança pública e das Forças Armadas subiu 18% em Macaé, saltando de 132 para 156 nos primeiros oito meses deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado.

Os dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) do Rio de Janeiro, mostram que são encontrados nas mãos dos bandidos armamentos pesados com alto poder de destruição, como fuzis, espingardas, metralhadoras antiaéreas e submetralhadoras, ambos apreendidas na última semana nas comunidades da Nova Holanda, e Lagomar.

A apreensão de armas de uso restrito demonstra que os criminosos chegam a ter maior poder de fogo do que a própria polícia. Já foram encontradas com bandidos metralhadoras capazes de derrubar aviões.

Enquanto isso, policiais do interior do Estado do Rio não utilizam esse tipo de armamento antiaéreo, usado exclusivamente pelas Forças Armadas em períodos de guerra. Apesar de os criminosos das comunidades de Macaé terem armas como metralhadoras antiaéreas, a maior parte do armamento de uso restrito apreendido esse ano foi de pistolas de calibre exclusivo, segundo dados do ISP.

As armas de usos restritos chegam às mãos dos bandidos de duas formas: contrabandeadas de outros países ou extraviadas da polícia e das Forças Armadas. A explicação é do professor e Cientista Político, Júlio Boldrini, que acrescenta que a maioria dos calibres proibidos para civis no Brasil pode ser comprada livremente em outros países da América do Sul.

“Qualquer pessoa compra armas de uso restrito no Paraguai, no Uruguai, na Argentina e depois entra no país com facilidade”, criticou.

Os fuzis mais comuns apreendidos pela polícia, em poder de quadrilhas de assaltantes e traficantes são o russo AK-47, calibre 762; o minirugguer 556 e o AR-15. Enquanto isso, a polícia de Macaé usa os fuzis Fau calibres 762 e 556.

Caso semelhante foi registrado na última terça-feira (3), onde a Polícia Militar de Macaé apreendeu um fuzil, calibre 762, modelo mosquetão, em uma restinga localizada na Avenida W 9 com Travessa Canto dos Pássaros, no bairro Lagomar.

Dois dias depois, a PM apreendeu um fuzil, submetralhadora e munições dentro de um tonel, em um mangue, na Comunidade Nova Holanda, na tarde de última quinta-feira (5).
No dia 4 de julho, um casal foi detido na Presidente Dutra, no Rio, transportando fuzil para Macaé. A arma seguia para uma das comunidades macaenses.

No dia 25 de fevereiro deste ano, Um casal foi detido em flagrante na Rua Aracaju, no bairro Riviera Fluminense, em Macaé. Segundo a Polícia Militar, agentes chegaram até o endereço após denúncia anônima informando que os suspeitos escondiam um fuzil dentro de um apartamento, numa área nobre da cidade.

Ao chegar no endereço informado, os policiais tocaram o interfone do apartamento, o proprietário abriu a porta e um dos agentes avistou o fuzil calibre 5.56, com 12 munições intactas, no fundo da sala.

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