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Obra é de Leonardo Campanelli e seu orientador, Mauricio Mussi Molisani. Trabalho traz estudo sobre as condições da água em vários mananciais da região

O Instituto de Biodiversidade e Sustentabilidade Nupem/UFRJ continua contribuindo para a sociedade. Dessa vez foi o membro do Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais e Conservação, Leonardo Campanelli, junto com o seu orientador, Mauricio Mussi Molisani, que publicaram o livro “Revisão Histórico sobre o Estado Trófico de Lagoas Costeiras do Estado do Rio de Janeiro”.

A obra, que foi lançada pela Essentia Editora, compilou dados do INEA e de diversos estudos da literatura sobre as condições da qualidade das águas das principais lagoas costeiras do estado do Rio de Janeiro: Complexo lagunar da Barra da Tijuca, Lagoa Rodrigo de Freitas, lagoas de Itaipu e Piratininga, Complexo Lagunar de Marica, Lagoa de Saquarema, Lagoa de Araruama, Lagoa de Imboassica, lagoas do PARNA de Jurubatiba e Lagoa Feia.

A partir desses dados, foram calculados índices de estado trófico para essas lagoas desde o final da década de 1970 até o presente momento. O estado trófico representa a produção primária (fitoplâncton e plantas aquáticas) de um ambiente aquático, e dependendo da entrada de nutrientes (nitrogênio e fosforo) a lagoa pode ter seu estado trófico intensificado (hiper/super eutrófico) ou não (oligotrófico).

Como muitas das lagoas recebem esgoto sem tratamento ou efluentes de atividades humanas, como agricultura, muitas delas vêm se tornando eutróficas, e em casos extremos, pode-se observar crises distróficas representada por uma floração desordenada do fitoplâncton. Após a sua decomposição, observa-se a redução das taxas de oxigênio da água ocasionando mortalidade de organismos, como peixes, o que pode inviabilizar o uso destes recursos costeiros.

Esse cenário foi descrito bem antes da urbanização de alta densidade, por exemplo, no Rio de Janeiro, Niterói e Macaé, mostrando que é um fenômeno antigo.

As lagoas estudadas foram agrupadas em (1) lagoas que apresentam uma redução no estado trófico ao longo do tempo devido a ações como saneamento e perenização da ligação entre as lagoas e o mar (ex. lagoa Rodrigo de Freitas e Saquarema); (2) lagoas que oscilam seu estado trófico, mas mantêm uma condição eutrófica, ou seja, ainda recebem uma carga importante de esgoto não tratado, embora ações eventuais de gestão controlam em parte sua qualidade das águas (ex. lagoas Imboassica e Araruama); (3) lagoas que pioram ou têm estável seu alto estado trófico (ex. lagoas do Complexo da Barra da Tijuca, Piratininga e Itaipu). Esse estudo ainda indica a efetividade (ou não) das ações de gestão das lagoas como o saneamento básico e a manutenção doa canais de ligação com o mar, sendo um importante documento para gestores de lagoas costeiras e púbico em geral.

Para os interessados, o livro está disponível para download (PDF) no site: http://essentiaeditora.iff.edu.br/index.php/livros/issue/view/241. O acesso ao conteúdo é gratuito.

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