Grande parte dos empresários, sejam eles de pequeno, médio ou grande porte, gosta de trabalhar para o governo em qualquer escala porque, o governo paga, e muitas vezes paga bem até demais. Mas a classe empresarial, para encontrar este caminho, tem de passar por uma série de situações burocráticas, enfrentar uma interminável fila de exigências legais, conseguir capital para manter a empresa em situação regular porque as despesas fiscais são demasiadamente elevadas, ter um quadro de funcionários capazes de faze-la funcionar, obter receitas que compensem o trabalho para obter bons resultados financeiros, pagar em dia a folha salarial e as obrigações sociais, contar com a atenção de instituições que possam socorrer em alguma situação imprevisível, enfim, vender à vista para obter melhores resultados, e por aí vai. Mas, como o melhor cliente é o governo, ou empresas como a Petrobras, por exemplo, quando o empresário, seja ele de qual porte for, começa a ser cliente ou fornecedor de empresas públicas, ele começa a ficar feliz da vida porque encontrou um porto seguro. Mas, quem disse que é assim? Sonhar não custa nada e, quando o empresário entra no rol dos cadastrados e começa a assinar contratos para prestação de serviços ou fornecimento de materiais, o bicho começa a pegar. Se o cidadão empresário, diretor, sócio, gerente e outros menos graduados tiver a corrente quebrada na expectativa de receber e o prazo for dilatado, os problemas começam a aparecer. Porque? Simples. Para ter bom preço, precisa comprar à vista, ou faturado em 30 dias (um pouquinho mais caro), ou até mais (vai ficando mais caro) e a fatura não é paga? Como manter em dia os pagamentos das dívidas que crescem a todo instante? Bem, aí os 30 dias já foram, são mais 15 para a medição, depois, mais 30 para o pagamento… Quem aguenta? Agora, vem a Petrobras e informa que só pagará as contas no prazo de 90 dias. Alguém aí se arrisca a um palpite?

Projetos futuros

Todos sabem que hoje vivemos quase num sistema de parlamentarismo, onde o Congresso conseguiu, mudando as regras que vigoraram há muito tempo, impor ao poder executivo, algumas regras que fazem uma grande diferença. Antes, o executivo tinha – e ainda tem – um poder exponencial para ditar as regras não só da economia, como do próprio viés político, se é que pretende sofrer às pressões. Com algumas mudanças que começaram a ser implantadas no sistema, o parlamento passou a ter mais força, principalmente ao adotar a obrigação das emendas impositivas, ou seja, o deputado ou senador, apresenta emenda para algum projeto em sua base eleitoral e, querendo ou não, o governo deve liberar o dinheiro para muitas obras por esse Brasil afora, contemplando as “prefeituras amigas”, que até conseguem, sem uma fiscalização severa, não dar o destino correto ao dinheiro e começa a “engordar” o dono da empreiteira que divide com outros do grupo. Bem, se existe a emenda impositiva, e isso foi copiado pelas assembleias e pelas câmaras em todo o país, as regras mudaram. E se mudaram, o que pode fazer um deputado federal de Macaé, ou nativo, para ver nossa cidade crescer? Além de gozar de todas as mordomias que só existem por aqui, se ele tiver a cabeça voltada  para a cidade que ele nasceu, como Christino Áureo, por exemplo, que já foi candidato a prefeito, porque não apresenta um projeto para, em convênio com a Marinha e outros órgãos, construir ao longo da Barra passando pela Fronteira até atingir o Lagomar, uma estrada urbanizada com contenção para evitar sua destruição pela ressaca? Se o município não tiver condições de arcar com essa despesa, com certeza o deputado pode buscar no chamado “fundo perdido”, a verba para custear a obra, não só da rodovia de mão dupla, colocando Macaé de bem aos olhos do mundo, como construir ao longo da avenida, projetos habitacionais sociais para a retirada das pessoas que dizimaram a restinga que é área do antigo Incra, e marcar seu período como político? Na história de Macaé, o que mais existe é exemplo como este. Basta querer.

PONTADAS

Estamos chegando ao primeiro mês da nova administração que ainda não mostrou sua marca e apenas cuida pontualmente dos muitos problemas fáceis de solucionar. Mas se algum curioso pegar o carro e dar uma volta pela cidade de norte a sul e de leste a oeste, vai observar que as redes sociais estão contando mais história do que realização. Com 30 dias de governo, apenas, não foi fácil, ainda, dar a partida.

Até que seja decidido quando e como serão iniciadas as aulas presenciais nas escolas estaduais e municipais, o que deveria acontecer somente quando os professores e os profissionais da educação estiverem vacinados para evitar o perigo da infecção do Covid 19, a prefeitura poderia aproveitar esta pausa para equipar todas as unidades com novo mobiliário, ar condicionado e, encontrar uma maneira de construir uma quadra de esportes em cada uma delas. É o mínimo para que os alunos tenham uma condição mínima de frequentar os bancos escolares.

Como o contrato da empresa responsável pela limpeza pública e recolhimento de lixo, deve estar sendo aditivado e ficando mais caro, com um novo prefeito, chegou a hora de se exigir que os caminhões coletores de lixo, principalmente quando trabalham à noite, sejam substituídos por veículos elétricos. O hábito do gari reunir numa esquina os lixos vazados e o caminhão depois recolher todo ele, acelerando e fazendo um barulho infernal, não parece ser o de uma cidade rica como Macaé. A exemplos em outras cidades que poderiam ser copiados.

Até domingo.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here