Canteiros estão sujos, mal conservados e servem como abrigo para moradores em situação de rua que tem aumentado em Macaé - Arquivo

Carência de política pública e ação social no município, grupo de adolescentes, crianças e adultos tomam conta das calçadas de Macaé que chegam hostilizar a população

Uma queixa tem se tornado comum entre os lugares mais movimentados do comércio de Macaé: o número de pedintes que tem crescido e até mesmo incomodado comerciantes e pedestres, nas principais vias da área central da cidade. O foco tem sido na Avenida Rui Barbosa, nas Ruas Teixeira de Gouveia e Silva Jardim, embora muitos deles tenham família e até residência fixa. O vício pela bebida e outros tipos de drogas são as maiores causas para que estas pessoas estejam nas ruas em condições de alta vulnerabilidade.

Boa parte do grupo se junta nas entradas dos estabelecimentos no ramo de alimentação, como restaurantes e padarias e de lojas de roupas. Segundo comerciantes da Rua Silva Jardim, quando o grupo aborda clientes ou proprietários dos estabelecimentos – a fim de dinheiro ou comida -, e o pedido não é atendido, os pedintes ficam agressivos.

Outro problema apontado pelos comerciantes é que muitos das pessoas em situação de rua são adolescentes e até mesmo crianças. Existe também um outro grupo de adultos que esses dormem nas calçadas, deixando cobertores e papelões na porta de alguns estabelecimentos comerciais.

Uma comerciante, que prefere não ser identificada, e tem uma loja na Rua Silva Jardim, conta que um dia precisou recolher diversos objetos de um morador em situação de rua. “Minha funcionária foi abrir a loja e deu de cara com um monte de cobertas na calçada. Nós retiramos, mas nesse dia meu marido ficou o dia todo na loja, pois ficamos com receio de que o dono voltasse para arrumar confusão. Infelizmente, o uso de bebida alcoólica e drogas faz com que a grande maioria dessas pessoas fique muita agressiva”, disse a comerciante.

A mulher, que almoça em uma padaria na Rua Teixeira de Gouveia, próximo ao local de trabalho, ressalta que a presença de pedintes no local também é outro incômodo.

“Diariamente almoço ou faço lanche na padaria e um grupo de adolescentes pede dinheiro para comprar balas para revender e ter lucro. O problema é que eles não querem dinheiro para comprar alimentos, sim consumir entorpecentes. Como me recusei a dar o dinheiro, ele me xingou e falou vários palavrões”, se queixou a lojista.

A preocupação no momento é com o fim de ano que pode atrapalhar as vendas e consequentemente ter registro de furto e até mesmo de roubos a pedestres. Comerciantes pedem que o poder executivo crie uma política pública junto com o Conselho Tutelar e Polícia Militar, antes que a situação não fuja do controle e se torne semelhante na capital.

 

 

1 COMENTÁRIO

  1. Acho louvável quem faz caridade, mas o centro esta ficando perigoso. Ex da rua Tenente Rui Lopes Ribeiro, esta tomada por pessoas de rua, eles ficam nas calçadas e sentados na porta das lojas, falando palavrão, bebendo, brigando entre eles e até mexendo com as pessoas. Ficam todos os dias manhã inteira esperando o restaurante fazer a distribuição de quentinhas, que só acontece por volta de 15h / 16h. Isso tem afastado pessoas de circular e esta causando um grande prejuízo aos lojistas. Precisamos que o poder público exista, não só de fachada, mas sim atuando como devem agir em prol da sociedade.

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