Difícil de acreditar

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Concluído o prazo das convenções partidárias que homologaram os nomes dos candidatos a Presidente da República, Senadores, governadores, deputados federais e estaduais, o calendário eleitoral vai afunilando os prazos, agora curtos demais se comparados antes da minirreforma eleitoral levada aos trancos e barrancos quando Eduardo Cunha era presidente da Câmara dos Deputados.

Até o tempo de propaganda gratuita no rádio e na televisão que, de gratuita não tem nada, os eleitores começam a ser despertados para a disputa que levará ao poder aqueles que forem escolhidos pelo voto no dia 7 de outubro, prazo do primeiro turno. Não resta a menor dúvida de que apenas dois candidatos levaram vantagem até agora. Primeiro, o ex-presidente Lula que pretendia voltar ao cargo, mas acabou atropelado pela Operação Lava Jato.

Ele amarga 12 anos e um mês de prisão lá em Curitiba, realizando o PT uma série de manobras para não só tumultuar o processo eleitoral, como afirmar que, mesmo incurso na Lei da Ficha Limpa, por ele sancionada, ter ilações de que ele, Lula, poderia ser candidato, hipóteses já completamente afastadas. Com a escolha da chapa chamada triplex, ou seja, ele lançou o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad como vice, e também a candidata do PCdoB Manuela D´Ávila que tentaria o cargo de presidente, mas acabou se alinhando ao PT para ser vice, também.

Como todo mundo sabe que Lula não será candidato, então será Fernando Haddad e Manuela D´ávila. De outro lado, quem vem levando mais vantagem é o Capitão Bolsonaro, deputado federal em quatro legislaturas, mas desde o início deste último mandato, fazendo campanha para presidente e falando aquilo que o povo gosta de escutar. Fica difícil de acreditar, mas, depois que o Centrão se alinhou com o ex-governador paulista Geraldo Alckmin que vai ter o maior tempo de propaganda no rádio e na televisão, podem ocorrer algumas mudanças. Exatamente quando a campanha começar para valer. Isso, se as redes sociais não influírem na dimensão desejada pelos pretensos candidatos. Mas, vale a pena esperar.

Mão no bolso

Enquanto no cenário político e empresarial as operações Lava Jato vêm destruindo o sonho de muitos que imaginavam continuar dando ordens e minando os cofres públicos, casos em que os filiados do então PMDB que agora se livrou do P de partido, acabou fazendo crescer a lista dos envolvidos no assalto ao dinheiro do propinoduto. Todos sabem o que acontece em Brasília, a Ilha da Fantasia, que em efeito cascata continuou vitimando os estados e também os municípios. Macaé não ficou de fora. Existem denúncias graves de recebimento de propina como a revelada por um delator da Odebrecht que atingiu em cheio a prefeitura de Macaé.

Porque a Justiça ainda é demorada, é uma pergunta da população que não cala. Mas o que se ouve pelas ruas, nas repartições públicas em qualquer nível, e até em encontros sociais, a reclamação é uma só: o que faz o prefeito de Macaé com tanto dinheiro, principalmente agora que os royalties voltaram a crescer assustadoramente e o dinheiro não para de entrar?

Quem não acreditar, é só dar uma olhadinha no site do Impostômetro, mantido pela Associação Comercial de São Paulo, que indica quanto é arrecadado pelos municípios, estados e governo federal, que mostra a cada segundo, o enorme volume de arrecadação de tributos, e ainda, uma previsão do que daria para fazer com tanto dinheiro aplicando na saúde, educação, transporte, meio ambiente, e tantos outros segmentos. Agora mesmo, o prefeito enviou para a Câmara Municipal, para ser aprovado em regime de urgência, um projeto de lei que trata do novo Código Tributário.

São mais de 128 páginas para ser aprovado a toque de caixa. Você aí, acredita que é para dar vantagem a algum contribuinte? Podem ter certeza que no próximo ano, haverá aumento de impostos e taxas e meter a mão no bolso de quem paga, é a prática comum dos governantes, considerando que o Poder Legislativo, em efeito cascata como já falamos, faz parte do conluio. Na hora do voto, prometem tudo. Eleitos, como acham que nada devem aos eleitores, viram as costas para a população que não tem a quem recorrer. Filme antigo que precisa de uma nova série e a oportunidade é exatamente nas eleições.

 

PONTADAS

Quem tem o hábito de guardar as contas pagas para ter os serviços essenciais, pode ficar de olho vivo e comparar as tarifas de agosto da BRK, responsável pela cobrança da água e esgoto. A BRK anunciou reajuste de 6,08% e Dr. Pinóquio disse que fez um acordo com os diretores da empresa para não cobrar. Você aí, acredita ainda em histórias da carochinha?

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E por falar em BRK e órgãos públicos, ninguém aguenta a burocracia exigida para os serviços que deveriam ser de interesse da população. Difícil o cidadão chegar a algum órgão público e ser atendido como deveria. O excesso de exigências é impressionante e deixa qualquer um roxo de raiva, principalmente quanto a pessoa é obrigada a deixar o trabalho para viver corretamente.

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À medida que a água vai passando por baixo da ponte, vai pipocando mais algum candidato a deputado federal ou a estadual, certamente, para funcionar como cabos eleitorais dos candidatos Copa do Mundo, aqueles que só aparecem de quatro em quatro anos. Esta semana, depois de Eduardo Paes (DEM) ter anunciando seu vice Conte Bittencourt aumentou a lista em Macaé. Fala sério.

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Até domingo.

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