Caveirão fecha o cerco contra o tráfico nas comunidades

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Veículo blindado percorre diversas ruas de Macaé em combate ao tráfico de drogas no município

Diante de vários confrontos registrados entre facções criminosas e aumento de assassinatos em diferentes bairros da cidade, o carro blindado realizou operação na manhã de segunda-feira (22)

Com o aumento de assassinatos, confronto entre traficantes e Polícia Militar são realidades vividas pelos moradores de Macaé que temem novos conflitos pela disputa de venda de drogas. De imediato, a Polícia Militar do 32° BPM realizou uma operação no início da manhã desta segunda-feira (22), com apoio do carro blindado, conhecido com ‘caveirão’, que trafegou por ruas, becos e vielas do bairro Lagomar, com objetivo de sufocar o tráfico de drogas e cumprir mandados de prisão contra traficantes. Não houve registro de trocas de tiros e nem prisão efetuada na localidade.

A situação no bairro ficou diferente com a chegada do caveirão, quando muitos moradores avistavam o veículo e se escondiam dentro de casa. Sem a presença da polícia no bairro, é fácil perceber bandidos utilizando armas de grande porte, emaranhados pelas esquinas e criando poderes paralelos em diversas comunidades de Macaé.

Na parte da tarde, o caveirão seguiu em direção à comunidade da Malvinas, para tentar capturar suspeitos de envolvimentos nos confrontos com traficantes de outras facções criminosas. Até o fechamento desta edição não houve nenhum registro de confronto.
Moradores que passavam pelo local ficaram assustados com a presença do carro blindado que passava pelos bairros e comunidades de Macaé, onde muitos associavam que novos confrontos poderiam surgir devido a sua presença.

Na semana passada, grupos rivais se envolveram em um confronto armado pelo controle dos pontos de venda das comunidades, como Aroeira, Morro de São Jorge, Cajueiros, Comunidade da Linha, Parque Aeroporto e Novo Horizonte.

O número de homicídios também aumentou, e segundo o comandante do 32° BPM, tenente-coronel Rodrigo Ibiapina, a maioria das mortes está ligada ao tráfico de drogas.
No último sábado (20), por volta das 17h, um homem identificado como Eduardo Silva, de 23 anos, foi executado a tiros, próximo a Praça da Ampra, no bairro Parque Aeroporto, em Macaé. Câmeras do bar, onde a vítima estava no momento do crime, flagraram toda a ação, cujo assassino estava encapuzado e atirou várias vezes na cabeça da vítima que morreu no local. Ainda no sábado (20), por volta das 21h, um homem foi executado a tiros próximo a empresa UTC. A vítima até o momento não foi identificada e o corpo foi encaminhado para o IML de Macaé. Com mais esse homicídio, o número de assassinatos chega a 15, em apenas duas semanas do mês de outubro.

A ‘guerra’ entre as facções criminosas que foi declarada desde o início desse mês, vem trazendo terror aos bairros mais populosos do município. O comando do 32° BPM que abrange o município de Macaé vem fazendo um trabalho de rondas e prisões dentro dos bairros mas, mesmo assim, os homicídios não param de crescer.

E com essa onda de violência, moradores ficam no meio da linha de fogo, os marginais dão toque de recolher, escolas ficam sem aulas e o cidadão de bem fica sem o seu direito de ir e vir.

Em represália, traficantes atiram para o alto

À noite do último domingo (21), por volta das 20h, foi registrado intenso tiroteio nas comunidades das Malvinas, Morro de Santana, Nova Holanda, Botafogo e Bosque Azul. Segundo a Polícia Militar, traficantes dessas localidades estariam atirando para o alto para informar que o ‘caveirão’ poderia entrar nessas comunidades a qualquer momento.
Os disparos de arma de fogo puderam ser escutados na área central de Macaé e bairros adjacentes do município.

Durante o tiroteio, havia uma grande movimentação nas ruas das comunidades. Uma moradora que reside em uma das localidades, disse: “Eu fiquei assustada. Foram muitos tiros, não tive nem como contar; fiquei apavorada. Graças a Deus eu estava dentro de casa”, contou a moradora que reside no Morro de Santana.

Muitas pessoas correram, houve pânico e tumulto, todos com medo de serem atingidos por uma bala perdida, mas felizmente ninguém ficou ferido.

Minutos depois dos disparos, uma guarnição da Polícia Militar chegou ao local e ouviu várias declarações de pessoas que estavam na rua quando tudo aconteceu. Os policiais não conseguiram capturar os suspeitos.

Segundo Rodrigo Ibiapina, a PM continuará intensificando o policiamento no local e novas operações serão planejadas.

É importante ressaltar que, quem tiver qualquer tipo de informação, por menor que seja, pode entrar em contato com o Disque Denúncia da Polícia Militar, através do número 2765-7296.

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