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Desaparecimento de jovem no Lagomar ainda é um mistério

Família pressiona para que a Polícia Civil leve uma equipe para buscas na Restinga

Em 11/11/2017 às 08h10


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Yanca Vitória da Silva Grativol, de 18 anos, está desaparecida desde o dia 25 de outubro no Lagomar Yanca Vitória da Silva Grativol, de 18 anos, está desaparecida desde o dia 25 de outubro no Lagomar
"Eu só quero encontrar a minha filha, seja do jeito que for. Já são mais de 15 dias nesse desespero, sem notícias, sem vestígios, nada, nenhum sinal dela." Disse a mãe da jovem Yanca Vitória da Silva Grativol, de 18 anos, desaparecida desde o dia 25 de outubro no Lagomar.

O pesadelo para essa família vai além da dor de não saber o paradeiro de Yanca. A mãe da jovem, que tem medo de se identificar, tem sofrido ameaças e até mesmo sua casa precisou abandonar.
"Tenho medo, estamos lidando com pessoas perigosas. Eu estou na casa de conhecidos porque estou com medo de ficar em casa sozinha."

De acordo com as informações, Yanca saiu da sua residência na região serrana do Frade com destino à casa de uma amiga no bairro Lagomar, no dia 25 de outubro. No mesmo dia, a amiga informou a mãe da jovem o desaparecimento de Yanca, além disso, ela também teria feito um relato no Facebook pedindo ajuda para encontrar a amiga. No dia seguinte, a mãe de Yanca foi até a 123ª DP e registrou uma ocorrência. Desde então, recebe informações contraditórias e desencontradas sobre a fatalidade.

"Até no Lagomar eu fui na tentativa de encontrá-la, logo no dia seguinte ao desaparecimento. Fiz o boletim de ocorrência na delegacia de Macaé. Está sendo investigado, mas são muitas pessoas envolvidas, cada um diz uma coisa, eu escuto coisas horríveis sobre o desaparecimento dela, mas não temos provas, nada concreto. A única coisa que todos dizem é que ela está no Lagomar, na Restinga, que foi onde eu procurei, mas não encontrei nada. O que eu espero é que a polícia faça uma investigação nessa localidade, que possa levar cães farejadores, mergulhadores, eles precisam encontrar minha filha."
A família pede que a Polícia Civil seja mais criteriosa nas investigações e que possa ter acesso pleno ao que vem sendo realizado neste sentido.

"Eles foram, sim, ao local que estão indicando onde possivelmente esteja o corpo dela,  mas estiveram lá com uma equipe pequena, fizeram as buscas, mas nada encontraram. É uma área muita extensa, muito mato, lagoa e muito lixo. A gente só precisa que a polícia vá ao local e faça uma boa varredura na área, é a única informação que desde o início não mudou."

A comunicação da Polícia Civil confirmou para a nossa equipe que agentes da 123ª DP de Macaé já realizaram 3 buscas na área da restinga do Lagomar e nada foi encontrado. E que a Polícia Civil continuará com as buscas em ação conjunta com o Corpo de Bombeiros. As investigações sobre o caso seguem em curso.

"Ela era muito doce, não fazia mal a ninguém. Uma menina boa, a minha filha tinha vários amigos, a gente não sabe o que aconteceu. São tantos dias neste sofrimento, e a polícia só me diz que estão investigando, é muito difícil."

Autor: Ludmila Fernandes ludmila@odebateon.com.br

Foto: Divulgação


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Tags: polícia


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