Cadastre-se e receba nossas novidades:

Notícias

Canal Campos-Macaé será tema de palestra no Nupem

A atividade terá como tema "Canal Campos-Macaé: o descaso sócio-histórico-ambiental e seus impactos em Macaé"

Em 09/11/2017 às 12h33


Versão para impressão
Enviar por e-mail
RSS
Diminui o tamanho da fonte Aumenta o tamanho da fonte

O Canal Campos-Macaé, inaugurado em 1872, tenta resistir e sobreviver em meio a tantos dejetos e lixos que recebe diaria O Canal Campos-Macaé, inaugurado em 1872, tenta resistir e sobreviver em meio a tantos dejetos e lixos que recebe diaria
Nesta quinta-feira (9), o Núcleo em Ecologia e Desenvolvimento Socioambiental de Macaé (Nupem) / Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Campus Macaé Professor Aloísio Teixeira, vai sediar a palestra "Canal Campos-Macaé: o descaso sócio-histórico-ambiental e seus impactos em Macaé".

A atividade faz parte do "Ciclo de Palestras em Diversidade, Ambiente & Sociedade" que tem como foco a divulgação da ciência. Nesta edição, a palestra será proferida pelo professor Theo Dias Arueira, das 11h às 12h.  As atividades são gratuitas e abertas a todos interessados.

O canal que liga Campos a Macaé, oficialmente foi inaugurado no ano de 1872, quando recebe o nome de Canal Campos-Macaé. De acordo com informações históricas, ele corta os atuais municípios de Campos dos Goytacazes, Quissamã, Carapebus e Macaé, além do Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba. E é considerado como uma das maiores obras de engenharia do país à época do Império.

O seu percurso, com uma largura média de 15 metros, estendia-se por 106 quilômetros, sem contar os diversos canais de derivação. Considerando-se apenas a extensão, é o segundo canal artificial mais longo do mundo, sendo superado apenas pelo Canal de Suez (163 quilômetros), e superando o Canal do Panamá (82 quilômetros). 

Mas o triste é que enquanto deveria ser um local preservado, ele vem sendo apontado por especialistas como um dos recursos hídricos mais degradados do município. E como  se não bastasse todo esgoto ‘in natura’ que recebe diariamente em virtude da falta de saneamento na cidade, o local também tem se tornado um grande depósito de lixo. Em vários trechos é possível observar o descarte de materiais como garrafas pet, lixos eletrônicos e domésticos, como sofás, entre outros. Tais fatores vêm contribuindo dia após dia para a degradação do local. Essa situação foi flagrada recentemente pela redação de O DEBATE, no trecho próximo ao Nupem / UFRJ. 

Já a UFRJ, desde que chegou à cidade, contribui com a educação superior dos munícipes e, aos poucos, vai conquistando mais espaço na Capital do Petróleo. Atualmente, oferece onze cursos de graduação e três cursos de pós-graduação stricto sensu, em nível de mestrado, e está constituído fisicamente em três polos: Universitário, Barreto e Ajuda. 

O Núcleo em Ecologia e Desenvolvimento Sócio-Ambiental de Macaé (NUPEM/UFRJ) é considerado um núcleo multidisciplinar de pesquisas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), historicamente associado ao Instituto de Biologia, e destina-se a estimular e fortalecer as atividades de pesquisa, ensino, extensão e desenvolvimento tecnológico da UFRJ no campo das Ciências Biológicas, nas Regiões Norte, Noroeste, Serrana e Baixada Litorânea do Estado do Rio de Janeiro. Ele começou a ganhar seu espaço na cidade ainda na década de 80, por iniciativa de pesquisadores e hoje é referência no ensino e divulgação da ciência.

Autor: Juliane Reis Juliane@odebateon.com.br

Foto: Kaná Manhães


    Compartilhe:

Tags: meio ambiente, educação


publicidade