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Praia do Pecado: Situações comprometem a manutenção de restinga

Flagrante mostra um homem andando a cavalo na vegetação. Prefeitura diz que vai intensificar a fiscalização

Em 08/11/2017 às 12h03


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Apesar de não ser proibido, prefeitura orienta que a população não deve circular por área de vegetação Apesar de não ser proibido, prefeitura orienta que a população não deve circular por área de vegetação

A restinga é um ecossistema muito importante para a manutenção do equilíbrio ecológico em um determinado ambiente. No entanto, em Macaé ele não tem seu valor reconhecido. O resultado disso é cada vez mais a redução desse tipo de vegetação, situação que pode causar muitos problemas, alguns deles já presenciados na cidade, como os prejuízos gerados pela ressaca.
Na Praia do Pecado, um dos poucos locais preservados no litoral macaense, esse tipo de vegetação está sendo prejudicado por conta do desrespeito de alguns cidadãos. No último sábado (4), a nossa equipe flagrou uma pessoa andando a cavalo no local.

A situação atípica na região chamou a atenção de alguns frequentadores. "Sempre venho à praia aqui e nunca tinha visto algo desse tipo. Não sei se a pessoa tem consciência do que está fazendo. Eu sou contra a circulação de cavalos no local. Acho que deveria ser proibido, porque danifica a vegetação, que já é bastante reduzida. O peso seria o mesmo que alguém andar de quadriciclo aqui. Não vi nenhuma autoridade abordar e pedir para se retirar, então não sei se é proibido. Mas deveria ser. Vemos a importância da vegetação com essas ressacas. Aonde tem restinga, o mar não avançou. Hoje, boa parte da areia do Pecado sumiu", diz Luana Ramos.

Segundo a prefeitura, o fato ocorrido não corresponde a uma infração. No entanto, ela diz que não é aconselhável que animais que não sejam oriundos daquele ambiente circulem pelo local. Ações de fiscalização ocorrem esporadicamente visando tal controle, por ser uma área de preservação.

A restinga é de extrema importância para conter os avanços do mar na costa terrestre, sendo responsável por segurar os impactos do sal. A sua degradação traz grandes prejuízos ambientais e para a sociedade como um todo.
Isso lembra um ocorrido em 2011, quando a ressaca destruiu parte do calçadão do Cavaleiros. Na época, as ondas causaram danos apenas nos trechos onde não havia vegetação. A revitalização da orla foi feita, no entanto, até hoje a recuperação da restinga caminha a passos lentos.

Segundo a resolução 07/96 do Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA), "entende-se por vegetação de restinga o conjunto das comunidades vegetais, fisionomicamente distintas, sob influência marinha e fluvial. Essas comunidades, distribuídas em mosaico, ocorrem em áreas de grande diversidade ecológica, sendo consideradas comunidades edáficas por dependerem mais da natureza do solo que do clima".

Esses tipos de formações são divididos em três tipos: vegetação de praias e dunas, vegetação sobre cordões arenosos e vegetação associada às depressões. A resolução também ressalta que "o corte da vegetação ocasiona uma reposição lenta, geralmente de porte e diversidade menores, onde algumas espécies passam a predominar. Dada a fragilidade desse ecossistema, a vegetação exerce papel fundamental para a estabilização de dunas e mangues, assim como para a manutenção da drenagem natural". 

Autor: Marianna Fontes marifontes@odebateon.com.br

Foto: Ludmila Fernandes


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Tags: cidade


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