Cadastre-se e receba nossas novidades:

Notícias

FIRJAN aposta em novo ciclo de investimentos com leilão do pré-sal

Federação destacou também o interesse do governo federal em cumprir agenda regular de novas ofertas de blocos de exploração

Em 31/10/2017 às 12h19


Versão para impressão
Enviar por e-mail
RSS
Diminui o tamanho da fonte Aumenta o tamanho da fonte

A Petrobras foi a operadora que garantiu maior volume de participação em blocos do pré-sal A Petrobras foi a operadora que garantiu maior volume de participação em blocos do pré-sal
A FIRJAN aposta em um novo ciclo de investimentos no mercado do petróleo nacional, com base nos resultados da 2ª e 3ª Rodadas de Partilha de Produção no Pré-sal, realizadas na sexta-feira passada (27), que somaram quase R$ 7 bilhões em bônus de assinatura, e a previsão de R$ 746 milhões destinados ao desenvolvimento de novos projetos.

A Federação destacou também o posicionamento do governo federal, através da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), visando cumprir o calendário regular de leilões. 

Segundo a instituição, a periodicidade dos leilões traz previsibilidade para que a indústria possa planejar seus investimentos, fator-chave para que o Brasil garanta sua atratividade no cenário mundial. 

A FIRJAN aponta ainda que é essencial a inserção da indústria nacional nos investimentos de petróleo e gás, como forma de gerar demanda por energia e produtos derivados do próprio mercado, numa economia circular virtuosa. 
As rodadas desta sexta-feira marcaram também o primeiro leilão para a exploração do pré-sal brasileiro, depois do fim da cláusula de obrigação do operador único na Lei da Partilha. 

Segundo a instituição, o fim do operador único evita que a rede de fornecedores trabalhe com apenas um cliente, reduzindo a vulnerabilidade econômica do país e, por isso, vital para a retomada do crescimento da indústria. A entrada da Shell e Statoil como novas operadoras no regime de partilha, além da Petrobras, é um resultado importante e caminha no sentido da maior diversificação de players nessa indústria. 

A Federação considerou, ainda, que a identificação das demandas de bens e serviços, necessárias para o desenvolvimento dessas áreas estratégicas, é fundamental para que as empresas do encadeamento produtivo possam produzir nos patamares desejáveis, em uma escala que permita à indústria do petróleo e gás alcançar maior produtividade. 

O Rio de Janeiro será o principal favorecido com o desenvolvimento das áreas arrematadas durante o leilão, já que mais da metade dessas áreas fazem fronteira com o estado. 
"Assim, é imprescindível que além da competência técnica e capacidade instalada no estado do Rio, o ambiente de promoção à realização de negócios no estado seja melhor atendido, possibilitando novos modelos e parcerias nas distintas fases de produção", apontou a FIRJAN em nota.

O calendário regular de licitações até 2019, com oferta permanente de áreas de exploração e um planejamento para o próximo biênio, também deve ser expandido até o ano de 2021, garantindo a permanência dessa importante conquista para a sociedade brasileira. O mercado de petróleo representa mais de 30% do PIB fluminense, e tem potencial para alavancar o PIB industrial do estado. 

"Aqui se concentram a produção e as reservas, em um percentual acima de 70%. Portanto, nada mais natural, quando se busca eficiência e redução de custos, que o Rio lidere um novo ciclo de oportunidades para o Brasil", encerrou a nota.

Autor: O DEBATE

Foto: Tulio Thomé/Agência Petrobras


    Compartilhe:

Tags: economia


publicidade