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Projeto protege corujas buraqueiras há dois anos

A iniciativa que nasceu em janeiro de 2015 tem como principal objetivo a preservação da espécie

Em 30/10/2017 às 11h05


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Alunos da rede municipal recebem informações sobre a importância da preservação Alunos da rede municipal recebem informações sobre a importância da preservação
Um único objetivo: proteger as corujas buraqueiras que habitam a Restinga da Praia Campista. Essa foi a razão que levou a ambientalista Jane da Conceição a idealizar o Projeto S.O.S "Escola Viveiro a Céu Aberto - Corujas Buraqueiras", com foco na proteção das aves. A iniciativa, desde 2015 vem contribuindo com a preservação das espécies. 

O Projeto "Escola Viveiro a Céu Aberto" consiste no despertar para a Preservação e Valorização da Vida. "Cada dia as corujas nos ensinam lições com sua perseverança e lindos voos reais. Baseado em estudos, este projeto produz conhecimento em prol da preservação e conservação do ar que respiramos, a nossa vida", explica Jane.

A coruja é uma ave de nome cientifico cunicularia ("pequeno mineiro") e tem esse nome por viver em buracos cavados no solo e também em campos, pastos, restingas, desertos, planícies, praias e aeroportos. 

Já o projeto "Viveiros a Céu Aberto" tem apoio da populacão de Macaé por meio de um abaixo assinado, e também da Secretaria de Educação, FAFIMA, Agenda 21, Polícia Federal, Guarda Ambiental, Escola Alfa, Redes de Hotel, Secretaria de Turismo, Mobilidade Urbana, Polícia Militar, Guarda Municipal, CEPE (Clube dos Empregados da Petrobras) e o presidente do Clube. 

A idealizadora do Projeto destaca que "acredita no ser humano como principal ferramenta para a construção do conceito de sustentabilidade. "Com este projeto abraçaremos todos os setores responsáveis pelo desenvolvimento e segurança de Macaé, para um olhar amplo no sentido de que devemos nos tornar melhores pessoas", pontua Jane.

Jane destaca ainda que o Projeto tem feito a sua parte e tem conseguido excelentes resultados, sensibilizando e educando pessoas de todas as esferas, em toda região, inclusive, na cidade do Rio de Janeiro onde leva dados importantes para outros Projetos, e Universidades do Estado, através de participação junto a estudantes de Veterinária de Animais Silvestres, Biologia etc. 

"Como Pedagoga tenho conseguido fazer as pessoas refletirem mais sobre o planeta como um todo e seres vivos como o "outro". Somos o lugar que habitamos. Somos a violência com a qual tratamos a natureza. Como sabemos, o Rio de Janeiro passa por sérios problemas devido a um estilo de desenvolvimento que levou a Capital ao estado de calamidade", disse Jane.

Na oportunidade ela chama a atenção para um fato ocorrido recentemente. "No último sábado, recebemos denúncias de que mais um evento estava sendo montado próximo aos ninhos das Corujas, na Praia Campista. No momento, acionamos a Guarda Ambiental que prontamente veio nos atender e constatamos que a Secretaria de Meio Ambiente havia fornecido a licença. No entanto, aproveitamos o evento para falar com aquelas pessoas sobre as Corujas, as restingas e toda Praia e inclusive, a respeito do Projeto existente desde Janeiro de 2015 que trabalha voluntariamente", ressaltou Jane. 

O interesse de Jane em preservar as espécies surgiu quando ela fazia um registro fotográfico da ave e percebeu a aproximação de um cachorro. "Fiquei observando e me preocupei quando o cachorro atacou a coruja. Naquele momento eu percebi que era hora de começar a pensar em algo que pudesse preservar as corujas e foi então que comecei a estudá-las e nasceu a ideia de criar a Escola Viveiro a Céu Aberto das Corujas Buraqueiras da Praia Campista", disse. Ainda hoje uma outra preocupação da ambientalista é com relação a pipas com linha de cerol que é comum encontrar na praia. 

Autor: Juliane Reis Juliane@odebateon.com.br

Foto: Divulgação


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Tags: educação


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