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População segue aguardando melhorias em área nobre

Reforma do Parque da Cidade e praça estão entre as reivindicações dos moradores na Praia Campista

Em 23/10/2017 às 12h09


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Parte baixa do bairro coleciona problemas antigos


Um bairro e duas realidades divididas por dois motivos: a Rodovia Amaral Peixoto (RJ-106) e a falta de vontade do poder público. Essa é a Praia Campista, situada em uma das áreas mais valorizadas da cidade, na área sul.

Ao longo dos últimos quatro anos, o jornal vem retratando os problemas enfrentados por aqueles que vivem na parte baixa. Passa o tempo, o poder público faz inúmeras promessas, no entanto, as reivindicações permanecem as mesmas.  
Enquanto os imóveis na orla recebem todos os tipos de melhorias no seu entorno, quem mora do outro lado reclama da falta de infraestrutura. 

A Praia Campista é considerada um dos maiores bairros de Macaé. Ele fica localizado entre a Ponta de Imbetiba e a Praia dos Cavaleiros, possui cerca de três mil metros de extensão de mar propício ao banho e tem esse nome devido à forte presença dos veranistas oriundos da cidade de Campos.

Apesar disso, ela está longe de ser resumida a isso. Assim como todo grande bairro, passa por problemas que, em geral, vêm desagradando seus moradores. 

Parque da Cidade aguarda revitalização

Em todas as visitas feitas à Praia Campista, nos últimos anos, não houve nenhum momento em que algum morador não tenha abordado nossa equipe para relatar a situação do Parque da Cidade, principal opção de lazer de quem vive ali e no entorno. 
A questão de segurança no Parque da Cidade é alvo frequente de diversas reclamações da população. O lugar é rodeado por duas comunidades que vivem se confrontando: Morobá e Favela da Linha. 

Cansados de esperar pelo poder público, população tem atuado nas melhorias do local 


A situação do parque tem mudado com a intervenção da própria população, que tem se unido para melhorar as condições do espaço público. Grupos voluntários atuam promovendo ações culturais e esportivas, além da própria melhoria na estrutura, com pinturas, recuperação do parquinho, limpeza e instalação de bancos, mesas e plantio de mudas. 

Um exemplo disso é o movimento "Rap da Ponte". "Quando chegamos aqui, há cerca de quatro anos, isso estava tomado por pessoas que consumiam drogas. Era um completo estado de abandono. Ao invés dos cidadãos de bem, o espaço estava dominado pela violência. Aos poucos estamos lutando para mudar essa realidade. A mudança precisa ser cultural com a sociedade. Mostrar a importância de preservar o patrimônio público. Ocupamos um dos quiosques e estamos fazendo as melhorias nele, como limpeza e reforma estrutural. Quando entramos tiramos vários carrinhos com fezes. Depois de limpar tudo, colocamos lixeiras, fizemos bancos e mesas com pneus velhos, pintamos e fizemos grafites na fachada e plantamos mudas de árvores frutíferas no entorno.



Já que o poder público não faz o seu dever, nós, como cidadãos, estamos cuidando do nosso parque", diz Rogério "Magrinho", lembrando que dali surgiram outros grupos a favor do parque. "Várias pessoas passaram a ter o interesse em fazer a diferença. A gente acaba se unindo a todos e ajudando uns aos outros", completa.

Inaugurado em 2005, o Parque da Cidade tinha tudo para ser uma ótima opção de lazer para os moradores da Praia Campista e região do entorno. Ao todo, são 75 mil metros quadrados adquiridos pela administração municipal que, na ocasião, foi restruturado para receber a população macaense em busca de diversão e da prática de esportes.
Obras de escola seguem abandonadas

Ao que tudo indica, as obras da escola municipal que começou a ser construída no Parque da Cidade não serão concluídas tão cedo. Em setembro de 2015, a previsão era de que a conclusão seria no final de 2015. Na época, a prefeitura informou também que os serviços estavam sendo executados normalmente, de acordo com o cronograma. 

Hoje, dois anos depois, o cenário encontrado é de total abandono e descaso. Orçada em R$ 8.209.535,32, segundo a placa informativa, a obra era para ser entregue em dezembro de 2014. 

A unidade, de acordo com informações, deveria ser composta por 15 salas de aula, laboratório de informática, sala multifuncional, sala de leitura, auditório, secretaria, direção, quadra e pátio cobertos, estacionamento e demais dependências, com capacidade para atender 720 alunos do 1º ao 5º ano do ensino fundamental. 

Procurada pela redação de O DEBATE em agosto, a prefeitura apenas informou que iria "retomar a licitação para a construção da unidade". 

Redutores de velocidade

Há três anos, "Bairros em Debate" vem cobrando redutores de velocidade no cruzamento da Rua Professor Gusmão, na altura do Colégio Estadual Municipalizado Coquinho. Apesar de ter ruas tranquilas, alguns motoristas abusam do limite de velocidade, colocando em risco a vida das outras pessoas, principalmente dos estudantes.

População volta a solicitar redutores em frente à escola 

"Voltamos a reforçar esse pedido, tendo em vista que sempre ocorrem acidentes. Nossa maior preocupação são as crianças nos horários de entrada e saída da escola. Nosso maior medo é que aconteça alguma tragédia", diz o morador Ronaldo. 

Ruas recebem sinalização

Apesar de a lista de problemas ser grande, os moradores reconhecem algumas melhorias que vêm sendo feitas no bairro. Uma delas foi a instalação de 60 placas com o nome das ruas. Segundo eles, apesar de ser algo simples, a medida tem feito toda a diferença no cotidiano.


Ruas recebem placas com identificação 

"Isso facilita a vida das pessoas, principalmente aquelas que trabalham com o serviço de entrega. Antes era preciso parar alguém para perguntar. Quando a gente solicitava alguma entrega tinha que dar várias referências. Agora está tudo bem sinalizado. Esperamos que isso seja aplicado em toda a cidade", diz Maria Fernanda.

As placas foram instaladas pela secretaria de Mobilidade Urbana e tem como objetivo "melhorar a sinalização das vias da cidade, facilitar o trabalho dos carteiros com a entrega de correspondências e encomendas e trazer aos turistas maior facilidade em suas excursões pela cidade". Além do nome das ruas, as placas contém o CEP do local. 
Além da Praia Campista, a primeira etapa do projeto da prefeitura está contemplando mais 10 bairros da cidade. 

De acordo com a prefeitura, no seu portal online esse trabalho chegará a toda cidade. Estão sendo feitos estudos para definir "quais localidades serão atendidas na segunda etapa desse projeto, que, em sua finalização, dará uma visão total sobre quantas ruas compõem a cidade de Macaé". 

O que diz a prefeitura

Procurada, a secretaria de Obras informou que uma nova licitação será realizada para a conclusão da escola. Sendo assim, tão logo será determinado o orçamento para tal.

Quanto às áreas de lazer, entre elas, o Parque da Cidade, a prefeitura diz que o projeto de reforma está em fase de finalização. O próximo passo é orçar e, logo após, licitar. A previsão é que até o final do próximo ano as ações estejam concluídas.
Em relação ao redutor de velocidade, a solicitação está em análise pelo setor de engenharia da Secretaria de Mobilidade Urbana.

Autor: Marianna Fontes marifontes@odebateon.com.br

Foto: Sylvio Savino


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Tags: bairros em debate


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