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IFF Quissamã prepara evento em homenagem ao Barão de Monte Cedro

A programação vai acontecer na sexta-feira a partir das 9h e vai contar com o relançamento do Livro Estudos Agrícolas

Em 14/09/2017 às 11h30


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O evento terá início na sede do Instituto e o encerramento será na Praça Matriz da cidade O evento terá início na sede do Instituto e o encerramento será na Praça Matriz da cidade
O Instituto Federal Fluminense (IFF) Campus Quissamã em parceria com a Essentia Editora e a Prefeitura Municipal de Quissamã vai realizar amanhã (15) um evento em homenagem ao Barão de Monte Cedro. A iniciativa tem o intuito de mostrar a trajetória do Barão como visionário da agroindústria para todo o país, e também fazer o relançamento de seu livro "Estudos Agrícolas". 
De acordo com a diretora geral do Campus, Aline Estaneck a atividade visa  propiciar discussões sobre vocações regionais, agroindústria no Norte Fluminense e o papel do Instituto Federal Fluminense no desenvolvimento local e regional.  
P
or meio do setor de comunicação a diretora disse ainda que o instituto deseja contribuir para o desenvolvimento local e regional valorizando as vocações regionais e, portanto, é chegada a hora de levantarmos discussões acerca das perspectivas da Agroindústria e da Agricultura Familiar no Norte Fluminense e como o Instituto Federal Fluminense pode fazer parte desse avanço.

As atividades terão inicio às 9h, no auditório do Campus, com a Cerimônia de Homenagem ao Barão. Em seguida haverá três mesas-redondas. Já o encerramento está marcado para as 21h, na Praça Matriz, com o relançamento do livro. Durante as atividades, as mesas-redondas serão intercaladas por atividades artísticas, musicais e teatrais e haverá ainda a participação especial da Banda União Musical Quissamaense.

Ainda segundo informações do instituto, o livro "Estudos Agrícolas", que consta do catálogo de Obras Raras da Biblioteca Nacional, será relançado pela Essentia Editora do Instituto Federal Fluminense, como volume 3 da Série Memórias Fluminenses, cujo objetivo é a publicação ou republicação de livros referenciais para a história, a memória e as identidades culturais no âmbito das regiões de atuação do IFF, de forma a possibilitar a ampliação do conhecimento e compreensão da territorialidade fluminense. A obra clássica de autoria de João José Carneiro da Silva, o Barão de Monte Cedro, foi originalmente publicada em dois volumes, nos anos de 1872 e 1875.

"Será uma noite de muitas homenagens aos órfãos e trabalhadores do Engenho Central, ao próprio Barão e a pessoas que se dispuseram ao longo dos anos a salvaguardar documentos que contam toda a história do desenvolvimento de Quissamã", disse Aline.

Ainda no evento, serão celebrados os 140 anos do Engenho Central de Quissamã e uma discissão, em mesas-redondas sobre a Agroindústria Regional e o Ensino Técnico voltado para a Agroindústria e Agricultura Familiar.  

O  relançamento da obra ocorrerá em um território local que inspira a própria obra e que, atualmente, vem se reinventando numa conjuntura de crise econômica e buscando suas próprias raízes fortemente fincadas na produção agropecuária e no beneficiamento de insumos do campo. Historicamente, este mesmo território abrigou o Engenho Central de Quissamã, cujo parque industrial, que atualmente se encontra em ruínas, foi o primeiro gerido em regime de cooperativa na América do Sul. A instalação do engenho foi resultado da atuação do Barão de Monte Cedro junto a produtores rurais do Norte Fluminense e à Corte do imperador D. Pedro II.

De acordo com dados históricos, o Barão de Monte Cedro, filho e irmão de dois membros influentes da elite brasileira ao longo do século XIX - primeiro e segundo Viscondes de Araruama -, formou-se no prestigiado curso de Ciências Jurídicas da Faculdade do Largo de São Francisco, na cidade de São Paulo, onde foi colega de turma de dois ex-presidentes da Primeira República, Campos Salles e Prudente de Morais. Ao longo de sua vida, destacou-se na produção agrícola, no beneficiamento de insumos do campo e na vida política do interior da antiga província do Rio de Janeiro; deixou quase uma dezena de livros publicados antes de falecer prematuramente, em 1882, com apenas 41 anos de idade.

Autor: Juliane Reis Juliane@odebateon.com.br

Foto: Adilson dos Santos


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Tags: geral, região


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