Cadastre-se e receba nossas novidades:

Notícias

Conclusão de obras vira promessa no Itaparica

Loteamento recebeu melhorias há cinco anos. No entanto, urbanização inacabada gera transtornos aos moradores

Em 14/08/2017 às 15h22


Versão para impressão
Enviar por e-mail
RSS
Diminui o tamanho da fonte Aumenta o tamanho da fonte

Desde 2012, os moradores aguardam a conclusão da obra de infraestrutura Desde 2012, os moradores aguardam a conclusão da obra de infraestrutura
Localizado na Estrada do Imburo, o loteamento Itaparica ainda espera pelas melhorias prometidas pelo poder público. Criados há mais de 10 anos, essa região começou a receber obras de infraestrutura, como pavimentação das vias, instalação de rede coletora de esgoto e de galerias pluviais, em 2012. A urbanização custou aos cofres públicos o valor, aproximado, de R$ 7,5 milhões. 

Contudo, apesar de estarem previstas para serem concluídas no final do mesmo ano, elas não foram finalizadas conforme previa o calendário de ações da prefeitura. Pelo contrário. Serviços seguem sem data para serem retomados, deixando a população local frustrada. 

Entre as pendências ficaram a conclusão das redes de saneamento e drenagem, além da área de lazer. Paralelo a isso, moradores reivindicam também outras melhorias, como a limpeza de terrenos e da praça. 

Após receber algumas reclamações dos moradores, o Bairros em Debate volta a essa região, que carece de serviços básicos, depois de dois anos. Segundo os moradores, as obras melhoraram a situação do bairro, mas como não foi concluída os problemas ainda persistem e o resultado não poderia ser outro a não ser muitos transtornos para quem vive ali. 

Rede ineficiente

Um dos maiores problemas que os moradores enfrentam nos dias atuais é a questão do saneamento. Apesar de contar com rede em boa parte do loteamento, ela não tem destino. O resultado disso são dois: jogar na rede pluvial ou os vazamentos, que podem ser vistos nas ruas e casas.

Sem destino, esgoto transborda para as ruas e residências 


"Não terminaram as obras, ou seja, a ligação não foi feita. O esgoto enche a caixa e vai para a rede pluvial ou transborda. Perto da praça mesmo tem uma vala que está há um tempão", relata Doca. 

Não bastasse o mau cheiro, a exposição dos dejetos compromete a saúde das pessoas, podendo vir a causar problemas sérios. "Não se pode falar de saúde pública e deixar o saneamento de lado. Investimentos nisso só na área sul. Aqui estamos abandonados", lamenta um morador que não quis se identificar. 

Procurada, a BRK Ambiental esclareceu que o local ainda não possui rede exclusiva para a coleta de esgoto, contando com uma galeria que recebe os efluentes de esgoto e águas pluviais. Está em avaliação com o município a programação dos novos investimentos, onde haverá a implantação do sistema de esgotamento sanitário no bairro, com a separação absoluta das redes de esgoto e águas pluviais, garantindo assim o pleno funcionamento da coleta e do tratamento de esgoto. A concessionária destaca também que tem contribuído com a limpeza e desobstrução das galerias pluviais nos locais onde não existe o sistema de esgotamento sanitário, com o objetivo de minimizar os transtornos causados à população. A empresa reforça que as solicitações de limpeza de esgoto em vias públicas devem ser feitas pelo 0800-771-0001.
 
Alagamentos geram muitos transtornos

Um dos maiores problemas enfrentados no bairro são os constantes alagamentos. Segundo os moradores, basta uma chuva leve de 10 a 15 minutos para que as ruas fiquem debaixo d'água. Em determinadas épocas, o volume de água acumulado é tanto que invade as casas.

Algumas pessoas perderam as contas de quantas vezes tiveram prejuízo em virtude das enchentes. "A nossa sorte que não tem chovido, porque quando dá o final de ano já fica todo mundo alerta. A água invade as casas e a gente vira a noite e o dia limpando tudo e contabilizando o prejuízo", relata uma moradora, que não quis se identificar.

Segundo ela, além da obra inacabada, a situação se agrava com a falta de manutenção da rede. "As galerias estão obstruídas. Com isso, quando chove a água não tem para onde escoar, ou seja, fica acumulada aqui na parte mais baixa do bairro", enfatiza.

Limpeza precisa melhorar 

Apesar de o bairro não sofrer muito com o problema de entulhos e a coleta de lixo ser realizada normalmente, alguns terrenos baldios estão tomados pelos matagais. Os moradores contam que o problema de entulho é controlado no loteamento Itaparica por eles mesmos, que fazem constantemente a fiscalização, a fim de evitar que o bairro acumule muitos materiais de construção.


Terrenos sem capina se tornam lixões

"Infelizmente tem uma minoria que não tem educação e acaba transformando os terrenos em lixões. Só que a própria população acaba pagando por isso, porque a falta de limpeza resulta no surgimento de zoonoses, como ratos e baratas, na região", reclama a moradora.

Isso aponta que não adianta apenas a prefeitura tomar medidas para amenizar esses impactos se a população não colabora. Mas cabe ao poder público fiscalizar e tomar as providências, como determina a Lei Municipal nº 3.371/2010, que proíbe o descarte de lixo doméstico, industrial, hospitalar ou entulhos nos logradouros públicos da cidade. 
Área de lazer está inacabada

Além de pavimentação e instalação de redes coletora de esgoto e galerias pluviais, o loteamento Itaparica também seria contemplado com uma praça nova, com quadras, parquinho para as crianças e uma pista de skate. Essa é a única opção de lazer do bairro, atendendo também o Santo Amaro e a Ajuda de Cima. 

Praça do bairro não foi finalizada e carece de manutenção 


Mas, assim como muitas coisas não foram feitas, a praça também ficou pela metade, impedindo que os moradores pudessem desfrutar do local nas horas de lazer. "A praça nem foi inaugurada. O playground não foi colocado como prometido. Eles cercaram, colocaram o piso, mas parquinho que é bom, nada. A única coisa que estamos utilizando é a quadra, onde as crianças brincam. A praça também alaga sempre que chove e fica essa lama", pontua Ricardo.


Mesmo sendo utilizada, a praça só tem sido frequentada durante o dia, já que ainda não tem iluminação pública. "À noite isso fica um breu. A população de Santo Amaro e Itaparica pedem às atuais autoridades para que façam algo pelo nosso bairro", finaliza o morador.

População pede sinalização na Estrada do Imburo

Andar pela Estrada do Imburo, via que liga o loteamento à Linha Azul, pode ser um perigo, tanto para quem passa de carro e moto, quanto para quem anda a pé. Sem sinalização, muitos motoristas abusam dos limites de velocidade, colocando a vida dos outros em risco.

População pede a pintura da sinalização horizontal nos redutores da Estrada do Imburo 


Como forma de controlar os "apressadinhos", foram instalados redutores de velocidade. Contudo, eles estão colocando em risco a segurança viária. Apesar de existirem placas, a sinalização horizontal não foi feita. 

"Toda hora alguém bate com o fundo do carro porque quando vê já está em cima do quebra-molas, que é alto e está da cor do chão. Seria bom se a prefeitura viesse e fizesse a sinalização dele, até porque a placa não está posicionada exatamente ao lado", diz a moradora. 
O que diz a prefeitura

Procurada, a prefeitura informou que, em relação à reforma da praça, ela está programando a limpeza e manutenção do local para a próxima semana. Já a iluminação estava prevista para ser realizada na última sexta-feira (11).

Para a realização dos serviços relacionados às obras será feito um levantamento das necessidades para o planejamento das ações. Quanto a capina e manutenção dos bueiros, está sendo montado um cronograma para atender o local. A previsão é de que os trabalhos sejam realizados na próxima semana.

Quanto aos redutores, uma equipe da secretaria de Infraestrutura vai realizar o serviço solicitado na próxima semana. Lembrando que, em caso de chuva, a ação será transferida. No caso das calçadas, a prefeitura informa que será realizado um estudo para verificar o que pode ser feito. Importante destacar que a construção e a manutenção de calçadas, segundo o Código de Obras, é de responsabilidade do proprietário do imóvel.

Autor: Marianna Fontes marifontes@odebateon.com.br

Foto: Kaná Manhães


    Compartilhe:

Tags: bairros em debate


publicidade