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ACIM - 101 anos de olho no progresso

Em 20/07/2017 às 11h26


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ACIM é o símbolo do progresso econômico de Macaé ACIM é o símbolo do progresso econômico de Macaé
As transformações sociais e econômicas vividas por Macaé, no último centernário, aconteceram sob o olhar atento de pessoas ilustres, comprometidas com a construção de uma história sólida de desenvolvimento e de progresso.

E esse olhar é mantido pela Associação Comercial e Industrial de Macaé (ACIM) ao longo de 101 anos. 
Fundada no dia 9 de abril de 1916 pelo empresário Orlando Farrula, na época proprietário da fábrica de bebidas Lynce, a então nomeada Associação do Comércio, Indústria e Lavoura de Macaé deu início às suas atividades, sendo composta por 60 sócios-fundadores. 

A primeira reunião de diretoria foi realizada cerca de um mês depois, no dia 13 de maio do mesmo ano, na sede da Sociedade Musical Nova Aurora, e a data foi então fixada como o aniversário da instituição.

Na época, muitos já haviam tentado fundar a Associação e, após inúmeras tentativas frustradas, o Sr. Orlando Farrula assumiu o compromisso de instalar a instituição. Após a criação da ACIM, os membros comerciantes da época pensaram na construção de um edifício, o que inicialmente parecia um sonho, mas Manoel Ximenes, Paulino de Carvalho, Eduardo Gomes e outras personalidades daquele tempo tomaram coragem e saíram a campo, conseguindo erguer o prédio.

A participação da Associação Comercial no crescimento da cidade começou efetivamente a partir de 1920, quando a entidade conseguiu, junto ao Governo Federal, a reativação do Canal Macaé-Campos para o transporte de cargas. Naquele mesmo ano, por conta do grande movimento, o Porto de Macaé teve seu cais aumentado em 30 metros. Em 1922, a entidade elaborou o sistema viário do município, considerando as regiões mais produtivas. O plano foi executado pelos poderes públicos, levando em conta os traçados sugeridos pela Associação.

Um ano depois, em 1923, a entidade já tinha a sua primeira sede própria. No mesmo ano, a Associação foi a responsável pela instalação da primeira agência bancária da cidade, cedendo para o Banco do Brasil o pavimento térreo de sua sede para o funcionamento da agência. 

Já em funcionamento na Avenida Rui Barbosa, a ACIM passou a se desenvolver de maneira ainda mais rápida, prestando serviços relevantes aos seus associados, tais como informações sobre o movimento comercial da praça e assuntos das repartições públicas. Naquele tempo, a Estrada de Ferro Leopoldina era o único meio de transporte para os empresários. A estrada autuava os comerciantes que despachavam café em sacos frágeis, café mal seco e outros produtos mal embalados. Também multavam e cobravam armazenagem quando os comerciantes não retiravam as mercadorias em tempo hábil.

A ACIM também teve participação ativa no movimento de cobrança dos royalties do petróleo, o que culminou na aprovação da Lei 7453, em 1985, permitindo que 37 municípios fluminenses recebessem um percentual sobre o petróleo extraído pela Petrobras na Bacia de Campos. Recentemente, a instituição também apoiou o movimento contra a redistribuição de royalties, dos contratos já existentes.

Hoje, a ACIM segue na luta pela criação de um novo ciclo de desenvolvimento da cidade, atuando ao lado de outras instituições, como a Rede Petro e a Comissão Municipal da Firjan.

Autor: Márcio Siqueira


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Tags: Macaé 204 anos


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