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Verdadeira história de Macaé sob o olhar de Tonito Parada

Em 17/07/2017 às 10h46


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Mestre e historiador, Tonito fez o resgate da história da 'Macahé Antiga'

Com o orgulho de ser um filho da terra e com o dom de transformar história em uma obra de valor inestimável, Antônio Alvarez Parada, ou como os que tiveram o privilégio de lhe conhecer chamavam de "Professor Tonito", foi responsável por resgatar a memória perdida da cidade, no momento pré-início da revolução social e econômica pautada pelo progresso do petróleo.
Nesses 204 anos de Macaé, parte da memória de filhos ilustres que ajudaram a construir o município próprio, foram imortalizados nas páginas escritas por um homem cujo faro para boas histórias era algo inexplicável, e até divino.

Primogênito de imigrantes espanhóis, o professor Tonito foi um dos pioneiros em pesquisas históricas de Macaé. Nasceu em 27 de dezembro de 1925, lecionou química, física, espanhol e matemática no Colégio Macaense, no Colégio Estadual Luiz Reid e no Senai, onde também foi diretor. Fundou a Academia Macaense de Letras e escreveu o Hino da cidade, cuja música é do pianista Lucas Vieira. 

Suas obras sobre a história de Macaé são: "Coisas e Gente da Velha Macaé" (1958), "ABC de Macaé" (1963), "Histórias da Velha Macaé" (1980), "Imagem da Macaé Antiga" (1982) e "Meu Nome, Crianças, é Macaé" (1983).
Nos idos anos de 1978 e anos seguintes, Tonito colaborou também com O DEBATE assinando a coluna "Mil Histórias Curtas e Antigas", posteriormente impressa em dois volumes pela Petrobras, lançados em 1995 e 1996.

Nas "orelhas" o relato de Marcello de Ipanema, de Bernadete Braga Lima, Adriana Bacellar Leite e Santos e de Othon Pires, ex-aluno do Senai. Prefaciado por Gilson Correa, Nelson Mussi, também ex-aluno de Tonito, registrou sua opinião e Detinha, esposa de Tonito, fez o agradecimento, enquanto o sobrinho e afilhado Cesário Alvarez Parada Júnior, textuava: "Em uma cidade do interior, com os recursos gráficos existentes através do jornal semanário O DEBATE, escrever crônicas sem cair na mesmice e sim tentando elevar o nível intelectual do que seria lido pela família macaense, só poderia partir de uma pessoa que no seu próprio interior era simplesmente uma história ou quem sabe a forma mais viva da cultura e da compreensão do ser humano".

Antonio Alvarez Parada também era colecionador. Manifestava na imprensa ideias e opiniões sobre a cidade. Outras obras inéditas aguardam publicação "Calendário Macaense (jornal O Rebate - 1950), "Quem é quem nas ruas de Macaé" (jornal A Cidade - de 1978 a 1980), "Setenta Anos de Poesia em Macaé (1860 a 1930) de 1979, Palácio dos Urubus - Um Breve Histórico (jornal Macaé - 1980) e "A Sociedade Macaense" (1978).

Tonito faleceu em 15 de março de 1986, por complicações após uma cirurgia no coração. Mas a sua memória segue viva na história de Macaé e nos corações dos seus amigos.

Autor: Márcio Siqueira


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Tags: política


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