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Macaé: berço da música de qualidade

Em 13/07/2017 às 17h38


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Benedito Lacerda está na memória da música nacional Benedito Lacerda está na memória da música nacional
De personagens de contos e maldições, a terra natal de políticos ilustres, Macaé também carrega em sua história de 204 anos a memória de personagens importantes para a evolução cultural do Brasil, através da música de qualidade.
Prova disso é o talento imortalizado pelo instrumentista e compositor Benedito Lacerda que, com sua arte, foi capaz de conhecer e de compartilhar acordes com outros grandes nomes da música popular brasileira.

Benedito Lacerda nasceu no dia 14 de março de 1903 e residiu no bairro Imbetiba. Aos oito anos de idade começou a aprender flauta. Iniciou as atividades musicais, em sua cidade natal, como integrante da Banda Nova Aurora. Aos 17 anos, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde residiu no bairro Estácio. 

Para garantir o sustento, em 1922 ingressou na Polícia Militar, onde podia também continuar sua atividade musical, participando, de 1923 a 1925, da banda do batalhão. Para o sustento da família, Benedito Lacerda tocava em cinemas, bares, emissoras de rádio, residências, mas isto não lhe dava retorno suficiente para suportar com tranquilidade as despesas com o aluguel e suprir as necessidades de um chefe de família. Por isso, passou por momentos de sérias dificuldades chegando até mesmo a morar no porão de uma casa, no bairro do Catumbi. 

Foi parceiro musical de Aldo Cabral, Herivelto Martins, Bide, Ataulfo Alves, Wilson Batista, Ary Barroso, entre outros. 
Destacou-se também pelas marchinhas de Carnaval e pela atuação como fundador da União Brasileira de Compositores e dirigente da Sociedade Brasileira de Autores, Compositores e Escritores de Música. 

Conta a história que Benedito apareceu em um momento em que, mais uma vez, Pixinguinha sofria com suas dívidas. Já fazendo sucesso com a música Jardineira, Benedito Lacerda lhe ofereceu parceria desde que Pixinguinha abrisse mão de sua flauta para tocar o saxofone.

Benedito acabou sendo seu principal parceiro, ficaram juntos mais ou menos cinco anos, de 1946 a 1950, tempo suficiente para gravar 15 discos. A dupla se separou porque Benedito teve de fazer a campanha política de Ademar de Barros, em São Paulo. Com isso, todo o lucro foi até que satisfatório, permitindo a Pixinguinha pagar a maior parte de suas dívidas. E Pixinguinha tirou a conclusão de que foi bom ter trocado a sua flauta pelo saxofone. 

Em Macaé, Benedito costumava tocar em um bar, atrás do Mercado de Peixes de Macaé. Atualmente, conhecido como 'Bico da Coruja', é um expoente do samba e do chorinho, considerado um ótimo lugar para se apreciar uma música de boa qualidade.

Local famoso pela boa música, o Bico da Coruja já existe há mais de três décadas e fica curiosamente localizado na Rua Benedito Lacerda, nome do macaense considerado um dos maiores ‘chorões’ de todos os tempos.

Autor: Márcio Siqueira

Foto: Divulgação


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Tags: Macaé 204 anos


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