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Abespetro aponta caminho para retomada da indústria

Revitalização de campos maduros pode garantir retorno imediato de negócios e emprego

Em 22/06/2017 às 17h55


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Alejandro Duran apresenta a nova pauta lançada pela Abespetro dentro da 'agenda do petróleo' discutida em Brasília Alejandro Duran apresenta a nova pauta lançada pela Abespetro dentro da 'agenda do petróleo' discutida em Brasília
Tema de conferências técnicas que marcaram as duas últimas edições da Brasil Offshore, a revitalização dos campos maduros, em operações atualmente pela Petrobras na Bacia de Campos, surge como a pauta central da 'agenda do petróleo', discutida entre a indústria e os agentes do governo federal, como forma de garantir a retomada do mercado nacional de óleo e gás.

Apesar de esbarrar em barreiras criadas pelo desencontro dos debates políticos, um novo método de consolidação de investimentos que sustentariam o atual processo produtivo do petróleo no país, abrindo caminhos para a entrada de outras grandes operadoras do setor, gerando assim demandas de produtos e serviços para a cadeia offshore local, surge como o novo discurso levado pela Associação Brasileira das Empresas de Serviços do Petróleo (Abespetro) aos gabinetes dos ministros e até do próprio presidente em exercício Michel Temer (PMDB), em Brasília.

Essa nova metodologia de investimentos do petróleo, já adotada em outras nações petrolíferas do mundo, foi o tema central da apresentação ministrada pelo presidente da Schlumberger Brasil, e diretor da Abespetro, Alejandro Duran, durante o primeiro dia da Brasil Offshore 2017.

Segundo Alejandro, as reservas mais antigas da Bacia de Campos, exploradas atualmente pela Petrobras, podem ser "compartilhadas" também junto as outras grandes operadoras do petróleo do mundo, através de um novo modelo de relacionamento que precisa ser amadurecido.

Através desse compartilhamento, as operadoras investiriam na revitalização do fator de produção dos campos maduros, criando assim uma nova demanda para a cadeia produtiva do petróleo, baseada principalmente em Macaé e na região.
"É preciso amadurecer esse novo modelo de relacionamento entre as operadoras. O investimento é compartilhado, assim como o resultado da revitalização dos poços", explicou Alejandro em entrevista à equipe de O DEBATE.

A revitalização ampliaria a vitalidade dos poços em produção na Bacia de Campos, e também atrairia investimentos bilionários projetados pelas grandes operadoras do petróleo no mundo, as principais contratantes das empresas que integram a Abespetro.

"É preciso ocorrer várias mudanças no marco regulatório do petróleo nacional. E isso garantiria, de forma mais rápida, a retomada da indústria offshore", disse Alejandro.

As mudanças apontadas pelo diretor da Abespetro estão relacionadas desde as regras de licenciamento ambiental para a produção dos campos maduros, quanto as definições do processo de concessão para a exploração e prospecção dessas áreas no país.

As regras atuais definem também que os campos, tanto os maduros quanto os do pré-sal, pertencem a União, e são administrados pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).

Hoje, as operadoras do petróleo, incluindo a Petrobras, arrematam nos leilões da ANP a concessão para a exploração das reservas que pertencem ao país, dentro do sistema de monopólio.

Para que esse novo modelo de investimentos, baseado na revitalização dos campos maduros, possa ser efetivado, é preciso redefinir as regras de compartilhamento das concessões.

Por ser a principal operadora desses campos maduros, a Petrobras também precisa sinalizar o interesse de participar desse modelo de compartilhamento.

Autor: Márcio Siqueira marcio@odebateon.com.br

Foto: Wanderley Gil


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Tags: brasil offshore


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