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Macaé na mira de US$ 500 bilhões em investimentos do setor offshore

Abertura do mercado do petróleo nacional abre perspectivas de atração do capital estrangeiro

Em 10/10/2016 às 17h28


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José Serra apresentou na Brasil Offshore defesa de projeto aprovado pelo Congresso nesta semana José Serra apresentou na Brasil Offshore defesa de projeto aprovado pelo Congresso nesta semana
De uma ação política, plantada durante a edição da Brasil Offshore em 2015, surgem agora caminhos que podem levar Macaé a um novo ciclo de desenvolvimento, com base na abertura do mercado do petróleo nacional. E, por concentrar a expertise necessária para tirar a economia nacional do atoleiro, o município volta a entrar 'na mira' dos mais de US$ 500 bilhões em investimentos projetados pelas grandes empresas internacionais do setor de óleo e gás.

Mapeado pela Associação Brasileira de Empresas de Serviços do Petróleo (Abespetro), desde o ano passado, o potencial de recursos reservados para a expansão da participação das companhias que atuam nos segmentos de exploração e de produção de petróleo no mundo, deixa de ser um sonho e passa a ser realidade, a partir dos desdobramentos das discussões do projeto, aprovado pelo Congresso Nacional, que alivia a participação da Petrobras em todos os leilões realizados pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).

O hiato de quase 10 anos de rodadas de negociação de áreas onde o petróleo de boa qualidade já foi descoberto na Bacia de Campos, cravou o ápice das operações de negócios na cidade. Em 2014, quando o município atingiu a maior arrecadação da história, com royalties e Participação Especial, surgiu o esvaziamento de oportunidades de negócios para as mais de 3,5 mil empresas sediadas na cidade, em virtude da escassez das operações que identificam e preparam as regiões de onde serão extraídos os barris de petróleo brasileiro.

Com a revisão da estratégia de expansão da produção do petróleo no país, um dos sinais dos efeitos da corrupção descoberta pela Operação Lava Jato, a Petrobras decretou o "período sabático" da indústria do petróleo local, que ainda tenta sobreviver à redução drástica de negócios, e consequentemente de emprego e de renda para milhares de profissionais.

Mas, como luz no final do túnel, a rediscussão sobre as regras do pré-sal, a partir da aprovação do projeto em Brasília, faz surgir uma nova perspectiva de retomada de negócios para o parque industrial que viveu à sombra da desmobilização.

"O Brasil possui um potencial geológico fantástico. Mas, a Petrobras hoje não possui condições financeiras para transformar as reservas do pré-sal em combustível necessário para alavancar a nossa economia. Portanto, a mudança do marco regulatório nos faz voltar a mirar as grandes empresas que ainda querem investir no setor de exploração e produção, mesmo com a queda do preço do barril no mercado internacional", afirma Gilson Coelho, secretário executivo da Abespetro.

Segundo Gilson, antes da crise internacional do petróleo, as grandes companhias offshore projetavam a aplicação de mais de US$ 700 bilhões em investimentos no setor de exploração e de produção. Com a redivisão da estratégia de expansão, as empresas prospectam agora cerca de US$ 450 bilhões a US$ 500 bilhões.

"Esses recursos podem voltar a injetar ânimo em Macaé através da abertura do mercado. As empresas querem participar do pré-sal brasileiro. O projeto aprovado no Congresso não tira da Petrobras a prioridade na escolha dos blocos de exploração a serem leilados pela ANP. A companhia só não terá a obrigatoriedade de participar de todos eles", disse Gilson.

Novo ciclo do petróleo nacional ganhou força na Brasil Offshore

No dia 23 de junho de 2015, o Centro de Convenções Jornalista Roberto Marinho registrou o fortalecimento da proposta que garante a Macaé possibilidade de projetar um novo ciclo de desenvolvimento e prosperidade em dois anos.
O dia foi marcado pela participação do Senador José Serra no fórum político da feira. Diante de uma plenária formada por empresários da região, do Brasil e do mundo, ele defendeu a "salvação de Macaé".

"Dificilmente se atrai investimentos com a Petrobras sendo operadora única. Qual empresa vai querer participar de concorrência para exploração já sabendo que a estatal terá 30% da área de produção? Esse modelo de poder para elevar a companhia ao posto de número 1 no mercado mundial do petróleo é errado, e precisa ser discutido", defendeu Serra naquela época.

A participação de Serra na Brasil Offshore foi articulada pelo prefeito Dr. Aluízio Júnior (PMDB), com o suporte do então secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Vandré Guimarães.

Autor: Márcio Siqueira marcio@odebateon.com.br

Foto: Kaná Manhães


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Tags: política


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