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Indústria offshore aponta: Macaé vai recuperar prosperidade em dois anos

Indústria vê alteração com bons olhos, enquanto sindicatos ligados a Petrobras rechaçam a mudança

Em 07/10/2016 às 17h50


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Projeto abre concorrência para outras empresas explorarem pré-sal Projeto abre concorrência para outras empresas explorarem pré-sal
Agora é oficial. Na noite da última quarta-feira (5) foi aprovado o Projeto de Lei 4567/16, que prevê mudanças no sistema de partilha do pré-sal. E, na prática, conforme o texto-base, a partir de agora a Petrobras não será mais obrigada a participar de todos os consórcios de exploração dos campos do pré-sal, mas terá preferência para escolher quais campos tem interesse de explorar. Antes, a lei vigente referente ao tema obrigava a petrolífera ter uma participação mínima de 30% em todos os consórcios para exploração das reservas.

Na visão do presidente da Comissão Municipal da Firjan, Marcelo Reid, a notícia pode ser considerada uma grande conquista para a cadeira de petróleo e para o mercado offshore de maneira geral.

"Sem dúvida, a aprovação desta mudança é muito positiva porque, além de vir ao encontro do que a indústria planeja, traz uma tranquilidade maior para o setor. Acredito que, até 2018, com o impulso das mudanças, nossa cadeia de óleo e gás vai estar totalmente revigorada", opinou Reid ressaltando que a aprovação do projeto de lei viabilizará a atração de investimentos para o mercado de petróleo e gás da região.

Em nota, a Firjan também se posicionou oficialmente a favor das mudanças. Segundo um estudo divulgado pelo grupo, as reservas do pré-sal representariam um potencial de investimentos de US$ 420 bilhões até 2030 - cerca de US$ 390 bilhões em royalties e participações especiais e a geração de mais de 1 milhão de empregos.

"O retorno dos investimentos no mercado de petróleo e gás também irá estimular um círculo virtuoso no cinturão de fornecedores. Com o crescimento das encomendas, essas empresas se transformarão em uma cadeia produtiva mais eficiente e mais competitiva, desenvolvendo a capacitação necessária para atender até mesmo o mercado internacional", destacou em nota.

A votação

O texto-base foi aprovado por um placar de 292 votos a favor, 101 contrários e uma abstenção. Para concluir a votação, os deputados ainda precisam analisar sete emendas com sugestões para alterar trechos da proposta. Para isso, no entanto, ainda não há data de votação definida.

Autor: Guilherme Magalhães guilherme@odebateon.com.br

Foto: Kaná Manhães


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Tags: economia, offshore


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