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Ambientalista segue com Projeto em prol da proteção das corujas

Projeto nasceu em janeiro deste ano, e tem como principal objetivo a prevenção das aves e conscientação ambiental da população

Em 19/10/2015 às 16h48


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O plantio foi feito pela SEMA, mas a ambientalista Jane da Conceição garante que é ela quem está cuidando das espécies O plantio foi feito pela SEMA, mas a ambientalista Jane da Conceição garante que é ela quem está cuidando das espécies
Proteger as corujas buraqueiras que habitam a Praia Campista. Foi com esse objetivo que a Secretaria de Ambiente realizou no último dia 6 deste mês uma ação conjunta na restinga, por meio do plantio de espécies nativas. A ideia era aumentar a segurança da família de aves que habita o local. Mas, segundo moradores, desde que a ação foi realizada, nenhum agente do órgão municipal compareceu ao local para sequer regar as espécies plantadas e garantir sua sobrevivência. Desde então, o trabalho vem sendo feito pela ambientalista Jane da Conceição que, no inicio do ano, idealizou o Projeto "Escola Viveiro a Céu Aberto" com foco na proteção das aves. 

Segundo o próprio órgão municipal, várias espécias foram plantadas no entorno, próximo ao ninho das corujas, como bromélias, guriris, ipê-amarelo e pitangueiras, sendo que as mudas seriam monitoradas e as que não sobreviverem serão substituídas. No caso de algumas sobreviverem terão manutenção. A ideia é ampliar as espécies que resistirem e, dessa forma, aumentar a área de proteção ao longo dos meses, para que, no próximo ano, a família de corujas possa retornar ao ninho com a proteção necessária. No entanto, segundo os relatos da população, desde o plantio nada mais foi feito pelo órgão.    


Já a luta da ambientalista pela prevenção e proteção do local não é de hoje. "Já são dez meses em busca de apoio e atenção. "Eu vi muita gente naquele lugar pisoteando os ninhos, cachorros, pipeiros, bicicletas. Voltei à secretaria de meio ambiente pela segunda vez, e nada.  Então, procurei a Guarda Ambiental, a Polícia Federal e a Polícia Militar, e fui ganhando apoio e conhecimento. Quando voltei à secretaria de meio ambiente fui informada que a fiscalização nada encontrou, então eu comecei a duvidar da proteção que eu esperava,  e comecei a limpar a área que tinha, além de muita sujeira, restos de obras, papeis de bala, caixinhas de achocolatados, canudos, sacos plásticos, isopor e muita linha com cerol", lembra. 

Em meio a tantas idas e vindas, e vendo a cada dia o sofrimento das corujas que viviam sem nenhuma proteção, Jane começou a pensar em uma maneira de proteger as espécies. Assim, começou a idealizar o projeto "Escola Viveiro a Céu Aberto". 
"Apresentei o projeto na Agenda 21 e todos adoraram. Além da educação ambiental, o objetivo é criar um monumento das famílias de corujas, além de um chafariz para que aves nativas e migratórias possam beber água. Imaginei Macaé recebendo aves migratórias como as pessoas que daqui retiram seu sustento", recorda.


Segundo Jane, montar o projeto não foi difícil. No entanto, ela desabafa: "Mas é muito difícil ter o apoio dos órgãos municipais, principalmente da Secretaria de Ambiente, que não nos recebe com generosidade. Só depois que denunciei, pela terceira vez, foi que, com filmes e apoio dos moradores, o órgão resolveu olhar as nossas corujas doando um lindo paisagismo como forma de contribuir com a proteção. Com muito trabalho eu consegui fazer com que toda Macaé conhecesse as corujas buraqueiras. Exatamente aquelas que os fiscais não haviam encontrado, no começo da história.

Eu fiquei sabendo da doação através de um amigo trabalhador da Petrobras que me informou que viu no site da prefeitura. Quando eles chegaram pra fazer o plantio eu estava no local, como sempre faço todos os dias, desde janeiro. No entando ainda fui obrugada a ouvir que a proteção que coloquei está causando poluição visual. Minha preocupação são as corujas e minha intenção foi protegê-las", disse


Para concluir, Jane ressalta que o projeto tem alcançado seu objetivo principal, que é o despertar para a vida. Às quartas e sábados ela trabalha na área.  

Procurada pela redação do Jornal, a prefeitura informou que o monitoramento da região está sendo feito pela Secretaria de Ambiente, por meio da Coordenadoria de Arborização e que a operação de plantio foi realizado com sucesso, sendo que as plantas se adaptaram perfeitamente ao solo. Ainda segundo o órgão, o plantio foi feito sobre "hidrogel" e adubação, não necessitando de uma rega frequente. Mesmo assim, a secretaria tem um cronograma de rega para a manutenção das espécies.

E as próximas etapas de proteção às corujas irão contemplar a ampliação do cinturão existente, com o plantio de novas mudas, além do adensamento da mata e da posterior retirada da cerca existente no local, que está causando poluição visual. O órgão disse, ainda, que a Secretaria de Ambiente reitera o pedido à população de evitar a aproximação com as corujas, a fim de preservar os animais.

Autor: Juliane Reis Juliane@odebateon.com.br

Foto: Kaná Manhães


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