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Estudo aponta estado de degradação do rio Macaé

De acordo com o professor da UFRJ, Mauricio Molisani, os resultados apontam para um cenário inicial de degradação da bacia e do estuário do rio

Em 06/08/2013 às 18h01


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Durante o encontro, foi apresentada aos participantes a coletânea de trabalhos realizados pelo (Nupem/UFRJ) sobre o rio Durante o encontro, foi apresentada aos participantes a coletânea de trabalhos realizados pelo (Nupem/UFRJ) sobre o rio
Na tarde de ontem, 5 de agosto, o Conselho Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Commads) apresentou o diagnóstico das condições ambientais da bacia do rio Macaé. O material foi elaborado por profissionais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) campus Macaé Professor Aloísio Teixeira. O evento contou com a participação e representantes da COMMADS e novos conselheiros. 

Ao decorrer da palestra, realizada no Centro Administrativo Luiz Osório (antigo Hotel Ouro Negro), o professor Maurício Molisani apresentou a coletânea de trabalhos realizados pelo Núcleo de Pesquisas em Meio Ambiente (Nupem/UFRJ) sobre o rio Macaé, incluindo as nascentes, foz e região costeira. 

Ao falar com a redação do Jornal O Debate, o docente destacou as linhas de pesquisas e apontou os motivos que levaram à realização das pesquisas. "Nossas linhas de pesquisas foram sobre as medições da quantidade e qualidade das águas na bacia do rio Macaé e estudos ecotoxicológicos e de oceanografia sobre aspectos e a qualidade ambiental da foz do rio Macaé. E a finalidade foi gerar informações para subsidiar ações de gestão ambiental do comitê de bacias hidrográficas da região VIII, que engloba a bacia do rio Macaé, além de gerar informações para sensibilizar governantes e realizar educação ambiental", explicou.

De acordo com Maurício, os resultados apontam para um cenário inicial de degradação da bacia e do estuário do rio Macaé e aponta possíveis soluções para a problemática. "Diferente de outros ambientes que estão degradados há anos e que necessitam de vultusos recursos para sua recuperação, o caso do rio Macaé e estuário mostra que com pequenas intervenções, que não necessitam de importantes recursos financeiros, podemos preservar as condições que ainda são satisfatórias", disse. 

Segundo a prefeitura, o diagnóstico é um instrumento de gestão e visa atender os diferentes usuários dos recursos hídricos, buscando promover a recuperação e conservação dos mananciais, para cumprir um objetivo primordial: garantir água em quantidade e qualidade para os usos atuais e futuros.

Pesquisas realizadas recentemente, também por estudantes de mestrados e profissionais da UFRJ, mostraram que a foz do rio Macaé sofre com poluição gerada por derivados do petróleo. Os indícios foram detectados por meio de pesquisa de mestrado do NUPEM-UFRJ / Macaé, por meio da análise de proteínas de bagres da espécie Genidens genidens.  

Outra pesquisa, também realizada pela universidade, detectou que rio Macaé pode estar comprometido pela falta de saneamento. O levantamento realizado por pesquisadores do NUPEM/UFRJ-Campus Macaé, IFF-Macaé, LCA/UENF e Labtox mostraram indícios do comprometimento da foz do ecossistema. O estudo teve como principal objetivo avaliar a qualidade ambiental do estuário (foz) do rio Macaé por meio de ensaios ecotoxicológicos. A avaliação foi realizada utilizando os sedimentos (solos) do fundo do rio em diversos locais da foz, como a Ilha Leocádia, a ponte da Barra, mercado de peixe e no mar próximo à praia do Forte.

A programação contou ainda com a discussão e aprovação do documento base da 3ª Conferência Municipal de Meio Ambiente de Macaé, que acontece a partir desta quinta-feira. Os interessados em participar podem obter mais informações e se inscrever pelo site: www.macae.rj.gov.br. 



Autor: Juliane Reis/ Juliane@odebateon.com.br

Fonte: Kaná Manhães


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