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Ajudando a Quem Precisa

Projeto ajuda crianças, idosos e diversas instituições no estado do Rio de Janeiro

Em 14/01/2013 às 11h40


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Projeto Ajudando a Quem Precisa faz sua campanha de arrecadação de fraldas em uma festa Projeto Ajudando a Quem Precisa faz sua campanha de arrecadação de fraldas em uma festa
"Ninguém tem tão pouco que não possa ajudar e nem tanto que não possa ser ajudado", este é o lema do "Ajudando a Quem Precisa", um projeto não governamental que tem como objetivo o simples ajudar o próximo. "Ajudar faz bem à alma e ao coração", diz a fundadora do grupo, Arlete Ribeiro, que há 18 anos vem ajudando crianças, famílias carentes e instituições como "Casa do Caminho", "Pastoral da Criança São José" e "Creche Patotinha da Aldeia". Segundo Arlete, "todos que precisam de ajuda aparecem e nós tentamos ajudar".

O trabalho funciona da seguinte forma: a pessoa procura o projeto pessoalmente, através do telefone ou pela internet, e informa o que necessita. Uma lista com os itens é feita e em seguida é iniciada a campanha de arrecadação, que é feita através do "boca a boca", divulgada em festas e também através do Facebook.

Hoje o projeto "Ajudando a Quem Precisa" contribui com diferentes casos de pessoas que necessitam da contribuição e solidariedade dos macaenses. Entre os casos está o "Projeto Fraldão", criado para arrecadar fraldas para idosos e crianças. 
A ajuda conquistada pelo "Projeto Fraldão" será destinada aos quadrigêmeos, trigêmeos e futuros gêmeos que nasceram e ainda vão nascer em nossa cidade. O projeto também beneficia dois idosos, com 72 e 81 anos, moradores do Parque Aeroporto. 

O Projeto "Ajudando a Quem Precisa" contribui com diferentes instituições e pessoas em Macaé e Rio das Ostras, porém com o avanço da internet e ao grupo se tornar conhecido, ultrapassou-se as linhas da Região dos Lagos e a ajuda chega a diferentes lugares. O "Projeto Fraldão" também destina suas fraldas a um casal de idosos moradores de Nilópolis, no Rio de Janeiro. O casal está acamado e precisa de fraldas geriátricas. "Nossa ajuda não tem limite, conforme as pessoas conversam, elas espalham o nome do grupo por diferentes lugares. Junto com as ajudas distantes, chegam também os pedidos, que não são recusados", diz Arlete.

Além de fraldas, o grupo arrecada diferentes tipos de utilidades, que variam de caso para caso. Para a creche Patotinha da Aldeia, em Rio das Ostras, por exemplo, fez-se uma campanha para conseguir uniformes para as crianças.
A criadora do grupo, Arlete, ainda criou um bazar em sua casa com a função de vender roupas em busca de arrecadar dinheiro para comprar cestas básicas para famílias diversas. Segundo ela, "quando nos pedem cestas básicas é difícil arrecadar dinheiro para ajuda imediata. Com o bazar conseguimos sempre manter um dinheirinho para alguma ajuda de emergência".

O bazar fica na Rua Alameda do Canal, 182, no bairro Aeroporto. Aqueles que quiserem colaborar com o "Ajudando a Quem Precisa" pode ligar para o telefone 9869-2148 ou procurar pelo grupo na internet através do Facebook ou pelo e-mail projetoajudandoquemprecisa@hotmail.com.

Ajuda aos quadrigêmeos, trigêmeos e gêmeos

Hoje o destaque em nossa região são os quadrigêmeos, trigêmeos e futuros gêmeos. E em ambos os casos o "Ajudando a Quem Precisa" se vê comprometido a ajudar. "Não sei se os trigêmeos precisam de ajuda, mas com toda certeza vamos nos colocar à disposição. Estamos orgulhosos em ajudar os quadrigêmeos."

O "Ajudando a Quem Precisa" já conseguiu um carrinho de bebê e roupinhas para os quadrigêmeos. Agora busca por mais fraldas e lenços umedecidos para as crianças.

Um novo caso ainda não divulgado em nossa região é o futuro nascimento de gêmeos no Hospital Público de Macaé (HPM). Os bebês têm previsão para nascer no mês que vem, embora exista o risco de nascerem prematuro ainda em janeiro. A mãe é uma mulher de 50 anos, que engravidou na menopausa, o que não é comum.
O "Ajudando a Quem Precisa" já colabora com a mãe desde antes do Natal e conseguiu dois berços, porém busca por fraldas e roupinhas para as crianças.

Algumas ações do grupo

Arlete Ribeiro diz que na maioria das vezes suas campanhas são bem recebidas e obtêm um bom retorno. "Na tragédia de Nova Friburgo o "Ajudando a Quem Precisa" conseguiu enviar dois caminhões com roupas, comida e diversas mercadorias a fim de ajudar os desalojados", lembra Arlete.

Arlete também lembra o último Dia das Crianças, em outubro do ano passado, dia no qual o projeto realizou uma festa para as crianças. Em suas palavras, "nós do projeto decidimos realizar um evento para alegrar as crianças carentes. Para realizar esta festa recebemos diversas ajudas de amigos e parceiros". A festa recebeu 180 litros de refrigerante, 300 garrafinhas de água, 1000 cachorros-quente, brinquedos para todas as crianças e ainda um bolo. "O projeto não se faz sozinho, se faz através da contribuição de cada um", diz Arlete ao lembrar-se das grandes ajudas com que contou em todos os casos.

Na festa do Dia das Crianças foram esperadas 180 crianças, no entanto, somente 120 compareceram por conta das condições do tempo nesta data. No final da festa todos os brinquedos e comidas que sobraram foram doados para a Instituição "Flor da manhã", que também estava realizando um evento infantil nesta data.

Arlete conta que vários casos foram bem complicados de ajudar, mas o mais chocante para ela, além da tragédia de Nova Friburgo, foi o caso do "Feio", uma pessoa muito amiga e admirada por muitos, mas sem família na cidade e sem recursos financeiros. Ao adoecer estava sozinho e sem recursos. Foi aí que o Projeto "Ajudando a Quem Precisa" entrou em ação. "Tentamos conseguir condições melhores para que ele tivesse um tratamento adequado, conseguimos roupas, uma cama de solteiro com colchão (a pedido dele) para que ele pudesse repousar na casa do irmão assim quando saísse do Hospital, dinheiro para ajudá-lo com coisas básicas. Porém, depois de tantos esforços para sua melhora, o inevitável aconteceu. Nosso amigo "Feio" acabou falecendo, e o projeto se sentiu responsável para cuidar para que ele tivesse um enterro digno". 

A história do grupo


Aqueles que quiserem colaborar com o "Ajudando a Quem Precisa" pode ligar para o telefone 9869-2148 ou procurar pelo grupo na internet através do Facebook ou pelo e-mail projetoajudandoquemprecisa@hotmail.com

A história de como tudo começou é baseada na experiência de vida da fundadora e diretora Arlete. O projeto social "Ajudando a Quem Precisa" teve início em 1995 quando o esposo de Arlete sofreu um acidente em seu novo emprego. "No fim do expediente, ao tentar ajudar a colocar as caixas de compras para dentro do estabelecimento, ele teve uma crise de coluna, onde tiveram que trazê-lo para casa e no dia seguinte o levamos às pressas para o pronto socorro. Ele estava sentindo muita dor", diz Arlete.

Quando o médico foi examinar, ele já não sentia mais a perna direita. Foi diagnosticado com uma hérnia de disco e ficou internado. No dia seguinte ele foi medicado e ganhou alta, mas avisado que se não melhorasse, deveria ser levado de volta. Entre agosto e outubro Arlete ficou na rotina de levar o marido para o pronto socorro, até que foram avisados que deveria ser feita uma cirurgia de hérnia de disco. "Entrei em pânico porque a cirurgia custava dois mil e quinhentos reais, e não tínhamos condições de pagar, tínhamos três filhos pequenos e meu esposo praticamente desempregado.

Deus mandou o médico de volta para conversar comigo, eu expliquei toda a situação e ele me disse que iria mandar prepará-lo para fazer a cirurgia no dia seguinte cedo e me pediu apenas dois rolos grandes de esparadrapo, pois tinha que operá-lo de lado porque ele poderia se sufocar durante a operação, então teria que prendê-lo na maca. Deixei-o no hospital e saí andando pela rua chorando, pois não tinha dinheiro nem para comprar dois rolos de esparadrapo. Chegou um filho de Deus e me perguntou se eu estava passando mal, expliquei a situação e essa pessoa me levou até a farmácia e me entregou os esparadrapos e me desejou boa sorte", lembra Arlete.

Foi a primeira vez que Arlete precisou da ajuda de desconhecidos, que com solidariedade a ajudaram no momento certo. Ao sair do hospital após cinco dias, mais uma vez dependeram da ajuda de amigos e conhecidos até mesmo com compras, até o marido de Arlete voltar a trabalhar e a situação financeira da casa se normalizar.

Esta experiência ensinou ao casal uma grande lição, que resolveu dar continuidade e ajudar pessoas desconhecidas da mesma forma que foi ajudado. Arlete criou o projeto social "Ajudando a Quem Precisa".

O primeiro caso do projeto aconteceu no dia 15 de setembro de 1996, ao Arlete encontrar uma pessoa com três filhos sem nada para comer. "Foi nesse dia que tudo começou e que resolvi fazer algo por quem precisa. Assim como nós precisamos e alguém fez por nós. Comecei a desenvolver esse trabalho. Já fiz muita gente sorrir através desse meu projeto", relata Arlete.
A partir de então Arlete começou a ajudar as pessoas e logo descobriu que contava com amigos e familiares determinados, assim como ela, a fazer o bem.

Autor: Ariadne Rodrigues/ ariadnerodrigues@odebateon.com.br

Foto: Divulgação


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