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Produção de petróleo apresenta nova queda em setembro

Em um ano, a produção em outras regiões do país cresceu, diminuindo a soberania da Bacia de Campos

Em 14/11/2012 às 12h36


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Produção de petróleo tem ligeira queda em comparação ao ano passado, configurando quarta queda consecutiva Produção de petróleo tem ligeira queda em comparação ao ano passado, configurando quarta queda consecutiva
A cada dia que passa, a Bacia de Campos e Macaé, onde está baseada a Petrobras a maioria das empresas ligadas à exploração de petróleo, acompanham o crescimento do setor. Porém, em um ano, a região que concentrava 83% da produção nacional, hoje, segundo relatório divulgado este mês pela ANP, está em 81%.

Nos campos brasileiros, a produção alcançou 1.924 milhões de barris de óleo por dia, uma redução de 8,4% na comparação com setembro do ano passado e de 4% em relação a agosto de 2012.

Com relação à produção de Gás Natural, houve um aumento substancial. A produção de gás natural no Brasil foi de aproximadamente 71,7MMm³/d. Aumento de cerca de 9,9% na produção de gás natural se comparada ao mesmo mês em 2011. 

A Bacia de Campos também está na frente das demais com relação ao gás. Com 35,2% do quadro geral da produção de gás no país, a bacia lidera com folga. São produzidos diariamente 25.276 milhões de metros cúbicos. Esse número é maior que o dobro produzido pelo segundo campo, Santos, que gera 11.849 metros cúbicos por dia.

Ainda segundo dados da ANP, dos 30 maiores poços produtores do Brasil, 25 ficam na Bacia de Campos e somente cinco estão fora, na Bacia de Santos. O primeiro lugar na produção de petróleo em todo o país é o campo Lula, que fica na Bacia de Santos com 30.042 milhões de barris de óleo por dia. 

A produção do pré-sal em setembro foi de 182,6 mil barris/dia de petróleo e de 5,9 milhões de metros cúbicos, totalizando 220,1 mil barris de óleo equivalentes por dia (Mboe/d), recorde pelo terceiro mês consecutivo, correspondendo um aumento de 8,3% em comparação ao mês passado. 

A produção do Pré-sal1 foi de 182,6 Mbbl/d de petróleo e 5,9 MMm³/d de gás natural, totalizando 220,1 Mboe/d, um aumento de 8,3% em relação ao mês passado. Esta produção foi oriunda de 13 poços: 6BRSA639ESS em Jubarte, 9BRSA716RJS, 4BRSA711RJS, 3BRSA496RJS, 9BRSA908DRJS e 7LL3DRJS em Lula, 6BRSA806RJS em Caratinga e Barracuda, 6BRSA817RJS em Marlim Leste, 6BRSA770DRJS em Marlim e Voador, 6BRSA752ARJS em Barracuda, e 7BAZ2ESS, 7BAZ3ESS e 7BAZ6ESS em Baleia Azul.

Dos 13 poços produtores do pré-sal, 8 estão entre os 30 maiores produtores. Destaque para o início de produção dos poços localizados no campo de Baleia Azul, bacia de Campos, todos produtores de reservatórios pré-sal. O poço 7BAZ2ESS já figura entre os 30 maiores produtores com uma média de produção de 15,6 Mboe/d.

Segundo o presidente do Fundo Municipal de Desenvolvimento Econômico (Fumdec), Francisco Navega, a produção da área do pré-sal aumentará gradativamente, representando um crescimento na produção total do país nos próximos anos. "A área do pré-sal vai seguir sendo explorada de forma progressiva. Até 2015, serão 300 mil barris por dia nesta área. Já em 2020, deve-se chegar aos 700 mil barris diários, claro que isso é apenas uma projeção, pois, dependendo da vontade do governo, pode-se querer acelerar um pouco o processo e aumentar a produção. E o mais importante é que já seremos autossuficientes até lá e estaremos exportando petróleo, então, acredito que deve seguir desta forma", afirmou.

Queima de Gás e diminuição

A queima de gás natural foi de cerca de 4,6 MMm³/d. Redução de aproximadamente 16,2% na queima de gás natural se comparada ao mesmo mês em 2011. Aumento de aproximadamente 27,2% na queima de gás natural se comparada ao mês anterior.

A produção procedente das bacias maduras terrestres (campos/TLDs das bacias do Espírito Santo, Potiguar, Recôncavo, Sergipe e Alagoas) foi de 182,9 Mboe/d, sendo 147,9 Mbbl/d de petróleo e 5,6 MMm³/d de gás natural. Desse total, 2,5 Mboe/d foram produzidos por concessões não operadas pela Petrobras, sendo 422,7 boe/d no Estado de Alagoas, 731,6 boe/d na Bahia, 24,6 boe/d no Espírito Santo, 999,3 boe/d no Rio Grande do Norte e 348,9 boe/d em Sergipe.

Os campos cujos contratos são de acumulações marginais produziram um total de 108,3 bbl/d de petróleo e 39,9 Mm³/d de gás natural. Dentre esses campos, o de Bom Lugar, operado pela Alvopetro, foi o maior produtor de petróleo, com 40,0 bbl/d, e o de Morro do Barro, operado pela Panergy, foi o maior produtor de gás natural, com 31,2 Mm³/d.

O grau API médio do petróleo produzido no mês foi de aproximadamente 24,1°, sendo que 9% da produção é considerada óleo leve (>=31°API), 56% é óleo médio (>=22°API e <31°API) e 35% é óleo pesado (<22°API), de acordo com a classificação da Portaria ANP nº 09/2000. A produção de petróleo e gás natural no Brasil foi oriunda de 9.059 poços, sendo 778 marítimos e 8.281 terrestres. O campo com o maior número de poços produtores foi Canto do Amaro, bacia Potiguar, com 1.119 poços.



Autor: Douglas Chaves douglaschaves@odebateon.com.br

Foto: Wanderley Gil


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