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Produção de petróleo tem nova queda em agosto

Em um ano, a produção em outras regiões do país cresceu, diminuindo a soberania da Bacia de Campos

Em 16/10/2012 às 09h58


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Produção de petróleo tem ligeira queda em comparação ao ano passado, configurando terceira queda consecutiva Produção de petróleo tem ligeira queda em comparação ao ano passado, configurando terceira queda consecutiva
A cada dia que passa, a Bacia de Campos e Macaé, onde está baseada a maioria das empresas ligadas à exploração de petróleo, acompanham o crescimento do setor. Porém, em um ano, a região que concentrava 83% da produção nacional, hoje, segundo relatório divulgado este mês pela ANP, está em 81,5%.

Nos campos brasileiros, a produção alcançou 2.006 milhões de barris de óleo por dia, uma redução de 2,2% na comparação com agosto passado e de 0,8% em relação a julho.

Com relação à produção de Gás Natural, a Bacia de Campos também está na frente das demais. Com 36% do quadro geral da produção de gás no país, a bacia lidera com folga. São produzidos diariamente 25.679 milhões de metros cúbicos. Esse número é maior que o dobro produzido pelo segundo campo, Santos, que gera 11.878 metros cúbicos por dia.

Ainda segundo dados da ANP, dos 30 maiores poços produtores do Brasil, 26 ficam na Bacia de Campos e somente cinco estão fora, na Bacia de Santos. O primeiro lugar na produção de petróleo em todo o país é o campo Lula, que fica na Bacia de Santos. 

A produção do pré-sal em agosto foi de 168,6 mil barris/dia de petróleo e de 5,5 milhões de metros cúbicos, totalizando 203,2 mil barris de óleo equivalentes por dia (Mboe/d), redução de 2,7% em comparação ao mês passado. Porém, essa foi a segunda maior produção proveniente dos reservatórios do pré-sal, que ultrapassou pela terceira vez os 200 Mboe/d. A primeira foi em dezembro de 2011, com a produção de 200,6 Mboe/d.

A produção foi oriunda de 10 poços localizados nos campos de Jubarte (1), Lula (5), Caratinga e Barracuda (1), Marlim Leste (1), Marlim e Voador (1) e Barracuda (1). Desses dez poços, sete estão entre os 30 maiores produtores, com destaque para o Campo de Lula, que tem  três poços entre os cinco maiores produtores, incluindo o maior produtor do mês (7LL3DRJS), que apresentou vazão média de 36,8 Mboe/d.

Segundo o presidente do Fundo Municipal de Desenvolvimento Econômico (Fumdec), Francisco Navega, a produção da área do pré-sal aumentará gradativamente, representando um crescimento na produção total do país nos próximos anos. "A área do pré-sal vai seguir sendo explorada de forma progressiva. Até 2015, serão 300 mil barris por dia nesta área. Já em 2020, deve-se chegar aos 700 mil barris diários, claro que isso é apenas uma projeção, pois, dependendo da vontade do governo, pode-se querer acelerar um pouco o processo e aumentar a produção. E o mais importante é que já seremos autossuficientes até lá e estaremos exportando petróleo, então, acredito que deve seguir desta forma", afirmou.

Queima de Gás e diminuição

A queima de gás natural foi de cerca de 3,6 MMm³/d. Redução de aproximadamente 21,0% na queima de gás natural se comparada ao mesmo mês em 2011. Em relação ao mês anterior, a queima de gás manteve-se no mesmo nível, com variação percentual mínima.

A produção procedente das bacias maduras terrestres (campos/TLDs das bacias do Espírito Santo, Potiguar, Recôncavo, Sergipe e Alagoas) foi de 180,9 Mboe/d, sendo 148,1 Mbbl/d de petróleo e 5,2 MMm³/d de gás natural. 

Desse total, 2,5 Mboe/d foram produzidos por concessões não operadas pela Petrobras, sendo 431,3 boe/d no Estado de Alagoas, 704,3 boe/d na Bahia, 11,0 boe/d no Espírito Santo, 1.003,5 boe/d no Rio Grande do Norte e 301,0 boe/d em Sergipe. Os campos cujos contratos são de acumulações marginais produziram um total de 87,5 bbl/d de petróleo e 29,5 Mm³/d de gás natural. Dentre esses campos, o de Bom Lugar, operado pela Alvopetro, foi o maior produtor de petróleo, com 36,6 bbl/d, e o de Morro do Barro, operado pela Panergy, foi o maior produtor de gás natural, com 28,1 Mm³/d. 

O grau API médio do petróleo produzido no mês foi de aproximadamente 23,9°, sendo que 9% da produção é considerada óleo leve (>=31°API), 57% é óleo médio (>=22°API e <31°API) e 34% é óleo pesado (<22°API), de acordo com a classificação da Portaria ANP nº 09/2000. A produção de petróleo e gás natural no Brasil foi oriunda de 9.019 poços, sendo 752 marítimos e 8.267 terrestres. O campo com o maior número de poços produtores foi Canto do Amaro, bacia Potiguar, com 1.119 poços.

Gás retirado da Bacia de Campos vai para o terminal de Cabiúnas



Autor: Douglas Chaves douglaschaves@odebateon.com.br

Foto: Wanderley Gil


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