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Petrobras entre as maiores petrolíferas mundial ao 59 anos

Dentre todos esses momentos marcantes, alguns precisam ser destacados

Em 03/10/2012 às 10h49


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Ao longo dos seus 59 anos de criação, a Petrobras registra momentos marcantes, importantes não apenas para a consolidação da estatal como uma das quatro mais importantes empresas do ramo de exploração e produção de petróleo e gás do mundo, mas também para o desenvolvimento econômico, social e tecnológico brasileiro.

Dentre todos esses momentos marcantes, alguns precisam ser destacados, principalmente os que estão diretamente ligados as fases de expansão do ramo offshore na região da Bacia de Campos, apontada como uma das mais importantes do país e do mundo. 

1953 - A Petrobras, através da Lei 2.004, é criada em 3 de outubro, e inicia suas atividades com o acervo recebido do antigo Conselho Nacional do Petróleo (CNP): campos de petróleo com capacidade para produzir 2.700 barris por dia (bpd); bens da Comissão de Industrialização do Xisto Betuminoso; Refinaria de Mataripe (BA), processando 5.000 bpd; refinaria em fase de montagem, em Cubatão (SP); 20 petroleiros com capacidade para transportar 221.295 toneladas; reservas recuperáveis de 15 milhões de barris; consumo de derivados de 137.000 bpd; e fábrica de fertilizantes em construção (Cubatão - SP). 

1974 - É descoberto óleo na Bacia de Campos. O Campo de Garoupa é a primeira descoberta e se torna a maior província petrolífera do País e um ponto de aplicação para as tecnologias mais avançadas do mundo para a produção de petróleo no mar. 

1981 - Os campos de Garoupa, Namorado, Anchova, Pampo e Badejo entram em atividade, chegando a 53,9% da produção marítima do País. Hoje, a produção marítima (offshore) de óleo e líquidos de gás natural corresponde a 80,77% do total (dado de setembro de 2001).

1988 - O Art. 177 da Constituição Federal consagra o monopólio da União sobre a pesquisa e a lavra de jazidas de hidrocarbonetos fluidos, o refino de petróleo nacional ou estrangeiro, a importação e exportação de petróleo e seus derivados básicos, assim como o transporte marítimo e por dutos de petróleo e seus derivados. A Lei 2.004/53 permanece como o instrumento de regulação do setor e a Petrobras se consolida como a única executora do monopólio da União. 

1992 - A Petrobras é considerada pela Offshore Tecnology Conference (OTC) como a empresa que mais contribui, em nível mundial, para o desenvolvimento tecnológico da indústria do petróleo no mar. A Petrobras inicia o PROCAP 2000, programa que visa à capacitação tecnológica para exploração e desenvolvimento de reservas de petróleo situadas entre 1.000 e 2.000 metros de lâmina d' água no mar. 

1994 - Entre 1954 e 1994, a Petrobras investe cerca de US$ 85 bilhões no País, dos quais US$ 74 bilhões com recursos próprios e o restante através da reaplicação de dividendos, isenções tributárias e impostos autorizados pela União. A inversão direta do Governo é de US$ 600 milhões. 

1995 - O Congresso Nacional, em 9 de novembro, aprova a Emenda Constitucional nº 9, que confirma a União como detentora do monopólio dos hidrocarbonetos líquidos, tal como definido no art. 177 da Constituição. Permite, porém, que empresas públicas ou privadas possam participar da execução do monopólio da União. A regulamentação dessas mudanças entra em discussão no Congresso Nacional. 

1996 - Sai texto sobre a regulamentação do petróleo e as expectativas iniciais para a sua aprovação. A Petrobras investe em novos empreendimentos em upstream e outras empresas começam a contactar a Companhia. Cento e vinte memorandos de entendimentos (MOU) são assinados, dados (30 de março) são divulgados e reuniões técnicas são feitas.

1997 - No dia 6 de agosto, o governo regulamenta a Emenda Constitucional nº 09, de 9/11/96. A nova lei do petróleo abre as atividades da indústria petrolífera à iniciativa privada. Com a lei, é criada a Agência Nacional do Petróleo (ANP), encarregada de regular, contratar e fiscalizar as atividades do setor; e o Conselho Nacional de Política Energética - órgão formulador da política pública de energia. 

1998 - Prossegue a construção do Gasoduto Bolívia-Brasil, iniciada em 1997, que além de contribuir para o aumento da participação do gás natural na matriz energética brasileira, representa o mais importante projeto de integração dos países andinos e do Mercosul. Com a abertura das atividades da indústria petrolífera, no ano anterior, a Petrobras criou, em abril, a Assessoria de Novos Negócios e Parcerias (ANEP), para que outras empresas possam desenvolver oportunidades no setor petróleo do Brasil. 

1999 - Em 25 de janeiro, a Petrobras bateu novo recorde de produção de petróleo em águas profundas: o campo de Roncador, localizado na Bacia de Campos (RJ), atingiu a profundidade de 1.853 metros. Em 9 de fevereiro foi inaugurada a primeira etapa do Gasoduto Bolívia-Brasil, que é o trecho que vai de Santa Cruz de la Sierra até Campinas, São Paulo. O projeto do gasoduto Bolívia-Brasil alavancou a demanda de gás natural no País, abrindo a perspectiva de novos projetos que possibilitam a integração energética e o desenvolvimento econômico do Mercosul. Em março toma posse o novo presidente da Petrobras, Henri Philippe Reichstul, são escolhidos os novos Conselhos Fiscal de Administração e é aprovado o novo estatuto da Companhia.

2000 - Para ajudar o Brasil a vencer a crise do "apagão energético", a Petrobras compra participações em diversas termelétricas, que transformam o gás em energia elétrica. É uma estratégia eficiente para diversificação e ampliação da matriz energética brasileira. A termelétrica da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen), na Bahia, é a primeira usina com participação da Petrobras a entrar em operação. 

2001 - O Programa de Excelência em Gerência Ambiental e Segurança Operacional - Pegaso - foi criado para realizar estudos de impacto ambiental e desenvolver técnicas de prevenção de acidentes e de socorro imediato na indústria petrolífera. Após os acidentes na Baía de Guanabara e na plataforma P-36, a Petrobras decidiu investir fortemente para elevar todas as suas atividades a patamares de excelência em relação aos valores ambientais e de segurança operacional. 

O Pegaso se tornou o mais amplo e ousado projeto de política ambiental de toda a história da indústria no Brasil. No mesmo ano, a Petrobras inicia a década sendo indicada pela Offshore Technology Conference para receber o OTC Distinguished Achievement Award, o maior prêmio do setor petrolífero mundial, em reconhecimento à sua notável contribuição para o avanço da tecnologia de produção em águas profundas.
2002 - A empresa lança um novo tipo de gasolina. O produto, batizado como gasolina Petrobras Podium, é o mesmo utilizado nas pistas da Fórmula 1. A Petrobras Podium é a gasolina mais avançada do mundo e apropriada para qualquer veículo a gasolina.
2003 - Nos 50 anos da Petrobras, a produção de petróleo no Brasil e no exterior supera a marca de dois milhões de barris diários. No mesmo ano, a empresa democratizou suas políticas de patrocínio, dando oportunidade a todos através das Seleções Públicas de projetos culturais, ambientais e sociais.

2004 - Inaugurada a primeira usina aeólica da Petrobras, em Macau, no Rio Grande do Norte. 

2005 - Petrobras bate o recorde brasileiro de profundidade de perfuração, com um poço inclinado que chegou a 6.915 metros além do fundo do mar. O poço foi perfurado na Bacia de Santos, localizado a 200 km da costa sul da cidade do Rio de Janeiro.

2006 - A Petrobras alcança a autossuficiência sustentável do Brasil na produção de petróleo e gás, com a entrada em operação das plataformas P-34 e P-50. Com produção média diária de 1,9 milhão de barris por dia, o país passou a exportar mais petróleo e derivados do que importar. É a realização de um sonho, que só foi possível graças ao esforço tecnológico e à dedicação de nossos empregados. Desenvolvimento do H-Bio, um inovador processo de refino que utiliza uma parcela de óleo vegetal na produção do diesel convencional. Em setembro deste mesmo ano, ingressamos no seleto grupo de empresas que compõem o Índice Dow Jones Mundial de Sustentabilidade (DJSI), o mais importante do setor no mundo.
2007 - A estatal anuncia a descoberta da área de Tupi, na Bacia de Santos, com grande concentração de petróleo e gás em seções de pré-sal. A nova fronteira poderá aumentar em 50% as reservas de óleo e gás no país. A quantidade de petróleo encontrado é tão significativa que colocará a Petrobras e o Brasil num novo cenário da indústria mundial do setor. Também é destaque a entrada em operação da primeira planta piloto de bioetanol (etanol de lignocelulose) do Brasil pela via enzimática. Esta planta coloca a Companhia na vanguarda dos biocombustíveis de 2ª geração, aqueles fabricados a partir de resíduos agroindustriais. No mesmo ano, em conjunto com o Grupo Ultra e o BNDES, foi desenvolvido um estudo para implantação do Complexo Petroquímico, no município de Itaboraí, no Rio de Janeiro. 

Com investimentos previstos em torno de US$ 8,38 bilhões, o Comperj tem como principal objetivo aumentar a produção nacional de produtos petroquímicos, com o processamento de cerca de 150 mil barris/dia de óleo pesado nacional.
2008 - É criada a empresa Petrobras Biocombustível, subsidiária responsável pelo desenvolvimento de projetos de produção e gestão de etanol e biodiesel.

2009 - Em 1º de maio, tem início a produção de petróleo na área de Tupi. As jazidas do pré-sal podem mudar o perfil das reservas da Companhia, que em sua maior parte é de petróleo pesado, reduzindo a importação de óleo leve e gás natural.
2010 - Estima-se que a produção de petróleo em Tupi chegará a 100 mil barris/dia. A previsão é de que a produção de biodiesel no Brasil seja de 640 milhões de litros até 2013. Para o segmento de etanol, a meta é atingir, em parceria, a produção de 1,9 bilhão de litros neste ano, voltada para o mercado externo; e 1,8 bilhão de litros para o mercado interno.

2011 - A Petrobras aprova o Plano de Negócios para os anos de 2011-2015, onde serão aplicados cerca de R$ 389 bilhões em investimentos, elevando para 60% a estimativa de aplicação desses recursos no setor de exploração e produção de petróleo, principalmente nas reservas do pós-sal. 

2012 - A Petrobras aprova seu novo plano de negócios para o período entre 2012 e 2016 de US$ 236,5 bilhões (cerca de R$ 488,5 bilhões), ante US$ 224,7 bilhões no plano anterior. O plano de investimentos da companhia estatal prevê US$ 141,8 bilhões em exploração e produção de petróleo, equivalente a 60% do total.

Autor: Márcio Siqueira


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