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Energia que vem da nossa serra

Macaé surge como forte geradora de eletricidade para o país

Em 30/07/2012 às 15h58


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A história de Macaé também é marcada por sua importante contribuição na matriz energética brasileira a partir de 1950 com as usinas hidroelétricas de Glicério e Macabu.

Até 1917, ruas e casas eram iluminadas por lampiões. Somente a partir desse ano foi que a prefeitura instalou um sistema de iluminação na cidade. A casa de força, com motor a óleo, ficava na Praça da Luz, onde hoje está o Colégio Estadual Luiz Reid. 

Com o potencial hidroelétrico descoberto na serra, investidores começaram a construir a primeira usina em Glicério em 1926, sendo colocada em operação na década de 40.

Mas foi em 195o que Macaé ganhou status de geradora de energia com a entrada em operação da Usina Macabu, localizada no Frade, com sua história marcada por dificuldades e tragédias.

Logo após o início das obras de Glicério, começaram os estudos para a instalação de uma nova usina. Foram escolhidos dois pontos: o primeiro entre Tapera e Sodrelância (Trajano de Morais) a 630 metros de altitude e o outro ponto no Frade, a 300 metros. Entre os dois pontos estava a serra de Crubixais, vencida por um túnel de 4.907 metros, levando  água  até as turbinas. Diversos trabalhadores morreram durante as explosões para a abertura do túnel.

A construção começou em 1939 com engenheiros brasileiros e japoneses. Entre os coordenadores do empreendimento estiveram Edmundo Franca Amaral e Hélio de Macedo Soares. Seus descendentes trabalharam na usina até o final do século passado.

Com o início da Guerra o projeto foi interrompido pela primeira vez em 1941, quando os japoneses foram ‘expulsos’ do país. 

 Um ano depois as obras recomeçaram e novamente paralisaram em 1947, dessa vez por falta re recursos. Retomadas no ano seguinte, as obras culminaram com a entrada em operações de duas turbinas no dia 11 de janeiro de 1950.

Onze anos depois, fortes chuvas carregaram material sólido para o canal de fuga da usina entulhando-a até a borda e o rompimento do túnel causou o desmoronamento da encosta sobre a casa de máquinas de Macabu. As atividades na usina foram interrompidas em 4 de fevereiro de 1961. 

Um exército de incansáveis funcionários trabalharam 53 dias e noites sem parar e em 28 de março a usina entrou novamente em funcionamento.

Hoje, as usinas de Glicério e Macabu pertencem a Quanta S/A, produzem energia para abastecer milhares de residências e mantém-se como um patrimônio histórico de grande valor para o município.

Autor: Oscar Pires Júnior


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