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Origens e apelidos de alguns logradouros de Macaé

Município vive atualmente processo de registro de novos logradouros públicos registrados pelo poder executivo

Em 30/07/2012 às 15h36


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Inúmeros bairros e ruas da cidade têm origens curiosas Inúmeros bairros e ruas da cidade têm origens curiosas
Tudo o que o ser humano nomeia é feito de acordo com alguma lógica, algum significado, é assim com os nomes das pessoas, e para isso existem cadernos com vários nomes e seus significados. Muitos nomes porém, surgem através de um acontecimento ou para homenagear alguém importante, eternizando de alguma forma aquela pessoa.

Foi o mesmo que aconteceu com muitos nomes de ruas e bairros da cidade. Todos oriundos de alguma história, alguma curiosidade ou costume da época. E é também através desses nomes que a história de Macaé continua viva por séculos.
Uma terra boa, com uma rica história de agricultura; um lugar onde vários tipos de vegetação crescem e tomam espaço, como o bairro Cajueiros, que antigamente era um local com inúmeros pés de caju, e eram tantos, que se tornou o nome do bairro.

No bairro Aroeira foi onde começaram os primeiros sinais de civilização jesuíta. Depois da linha férrea, onde é o CIEP hoje, tinha uma enorme e antiga aroeira, que acabou virando referência, tornando-se o nome do bairro somente na década de 60.

O Centro surgiu das terras doadas pelos irmãos Ferreira Rebelo, quando a cidade foi emancipada, em 1813. Essa família exerceu os primeiros cargos de autoridade em Macaé, como vereadores e juízes.

Os primeiros nomes das ruas do Centro da cidade foram: rua Direita, que passou a se chamar Rui Barbosa; a rua Formosa é a atual Teixeira de Gouveia; a rua Conde de Araruama era chamada no início de Rua da Imperatriz e a rua Marechal Deodoro era Rua do Imperador.

Essas alterações foram feitas quando foi estabelecida a República. Então, para que não restasse nada que lembrasse a época imperial, os nomes foram trocados para nomes republicanos.

A praça Washington Luís teve vários nomes, chegando até mesmo a ter apelido adotado pelos populares, mas depois de tantos nomes foi feita uma homenagem a Washington Luís, que foi o último presidente da República Velha, e nasceu em Macaé, em uma casa que ficava próximo a essa praça.

O nome Imbetiba vem do Tupi, que significa praia alta ou lugar de muito cipó ou imbé, porém o nome mais aceito pelos tupinólogos é praia alta. Em Imbetiba, muitas pessoas costumavam ir para tomar banhos terapêuticos e a própria Viscondessa de Araújo também mantinha uma casa de banho em Imbetiba para essa finalidade. 

Alguns tentaram apagar algumas histórias através da mudança dos nomes, no entanto, elas ainda hoje não puderam ser apagadas e ressurgem a cada dia na memória de muitas pessoas, nas conversas diárias de anciãos que acompanharam muitos fatos marcantes e jovens curiosos, que querem conhecer sobre a sua cidade. Nesses 199 anos de Macaé, essas histórias voltam e são passadas de pai para filho, de avô para neto, e assim, o círculo da perpetuação é mantido.


Autor: Cristian Kupfer cristiankupfer@odebateon.com.br

Foto: Wanderley Gil


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