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A educação deixada pelo professor Tonito

onito começou a lecionar como professor no Ginásio Macaense e na Escola Profissional Ferroviária

Em 30/07/2012 às 15h33


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 Professor Tonito deixa sua história no município Professor Tonito deixa sua história no município
Macaé completa 199 anos no dia 29 de julho, com muitas histórias de personalidades ilustres, entre elas a do professor Antônio Alvarez Parada. Macaense, nascido em 27 de dezembro de 1925, conhecido como Tonito, além de ensinar, era um cuidadoso colecionador, pesquisador e um ávido contador das histórias de sua cidade. Escrevia e editava livros, encontrando na imprensa um espaço privilegiado para a manifestação de ideias e opiniões sobre a cidade, o que o consagrou também como jornalista. 

Tonito começou a lecionar como professor no Ginásio Macaense e na Escola Profissional Ferroviária. Ministrava aulas de química, física e matemática. Mais tarde lecionou no Colégio Estadual Luiz Reid, onde trabalhou como professor até a data de sua morte, em 15 de março de 1986. 

No início de 1986, Tonito sofreu um problema cardíaco e precisou se internar para fazer cirurgia no coração. Após a operação e a recuperação, o professor planejava ir para Niterói visitar seus familiares e depois voltaria para Macaé. Cinco dias depois, Tonito recebeu alta médica e na hora da despedida, logo na saída do hospital, passou mal, teve uma trombose e morreu na hora.  

Segundo o subsecretário de Acervo e Patrimônio Histórico, Ricardo Meireles, Tonito era bem-humorado, tranquilo, tinha uma visão de mundo muito boa. "Ele amava a profissão, mantendo um relacionamento muito positivo com os alunos. Além disso, Tonito nutria paixão por Macaé e pelo Fluminense Futebol Clube", conta.

Ricardo diz ainda que apesar dos 26 anos de sua morte, a presença do professor Tonito é muito forte na memória de ex-alunos. Engenheiros, arquitetos e professores (influenciados por ele) foram marcados pelo seu carisma. "Embora fosse professor de química, Tonito estudou a fundo a história de Macaé, pesquisando e buscando fatos que são referência para os estudiosos da cidade", diz o subsecretário.

De acordo com Meireles, a secretaria de Acervo e Patrimônio Histórico dará continuidade à obra de Tonito através do lançamento do livro 'Cartas da Província'. "Só no jornal O DEBATE, ele publicou mil crônicas sobre a história da cidade", lembra o secretário, lembrando que Tonito foi um pesquisador e não memorialista, pois fez uma pesquisa científica e não emocional. 

Ele acrescenta que escrever sobre Tonito é, de certa forma, fazer uma apologia a ele. "Um homem perfeito, adorado, professor exemplar, guardião da história e da memória de Macaé, um educador que ampliava suas atividades cotidianas pesquisando e registrando os acontecimentos que marcaram a história", avalia Ricardo. 


Autor: Cristian Kupfer cristiankupfer@odebateon.com.br


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