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Falta de fiscalização facilita atividade ilegal de mototáxi

Em 03/10/2011 às 14h40


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Mesmo exposto a uma possibilidade maior de acidente, o passageiro que sobe na garupa de um mototáxi tem um pensamento só: chegar ao destino o quanto antes. Ao todo, oito pontos de mototaxistas estão distribuídos em Macaé, mas nenhuma empresa, até o momento, é legalizada pela Secretaria de Mobilidade Urbana. Os mototaxistas continuam transportando passageiros sem nenhuma penalidade. 

Como o poder público não controla, o serviço ainda gera uma verdadeira ‘bagunça’, que ao todo se somam mais de 20 mototaxistas rodando pelas ruas em total clandestinidade. Os condutores não se importam com o risco de ficar retidos em um blitz, já que a maioria deles está na ilegalidade, ou seja, além da atividade ser proibida em grandes cidades, como o Rio de Janeiro e São Paulo, muitos motoqueiros não têm documentação do veículo.
Isso sem falar no custo, que o mais barato é cerca de R$ 6 para qualquer distância no Centro, e para outros bairros chega a R$ 15, dependendo do percurso. 

“Já usei o serviço por duas vezes e utilizo em último caso. Vou a um ponto de mototáxi, que geralmente há nas esquinas, e contrato a corrida. Já andei em motos sem placas e alguns condutores não usavam capacetes, mas na hora do aperto a gente nem pensa no pior”, relatou Luiz Felipe Barboza, morador do bairro Aroeira. A corrida, segundo ele, varia de R$ 8 a R$ 25, dependendo do condutor.

O professor Juliano de Moura Vaz, disse que tinha muito preconceito em subir em uma mototáxi, até o dia em que precisava aplicar uma prova e estava muito atrasado. “Fiquei muito apreensivo ao subir na garupa da moto, mas depois relaxei. Estava muito atrasado, por isso apelei para o mototáxi, mas não aconselho a ninguém. É muito perigoso”, acrescentou.
Já o vendedor Marco Antônio Vieira, também morador do bairro Aroeira, disse ficar envergonhado da “desordem urbana provocada pelos mototaxistas. “Eles montam os pontos nas praças ou nas esquinas e fazem muito barulho. Não respeitam os moradores e nem parece que são ilegais. Não vejo ninguém fiscalizar”, reclamou.  

Atualmente, o ponto de maior concentração dos mototaxistas está localizado na entrada da comunidade das Malvinas. Qualquer pessoa pode solicitar o serviço pelo telefone celular. A equipe de reportagem do jornal O DEBATE conversou com um mototaxista que preferiu não se identificar. 

Ele reconhece que o serviço é ilegal e além disso, muitos não têm condições de regularizar a documentação e da moto. “O segredo é ter uma boa ‘lábia’ quando as motos passam pela blitz. Para continuar trabalhando, temos que contar com a sorte e separar o dinheiro do mês para as motos não serem apreendidas. 

 A Prefeitura informou que esta modalidade de transporte, não está regulamentada no município de Macaé sendo, portanto sua fiscalização de responsabilidade da Polícia Militar. 

Autor: Cristian Kupfer/ cristiankupfer@odebateon.com.br


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