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Ao DEBATE com Carinho

Em 04/05/2011 às 17h58 - Atualizado em 04/05/2011 às 18h19


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Marilena Murteira Marilena Murteira
O DEBATE festeja trinta e cinco anos.  Meu Deus, como passou o tempo!  Parece que foi ontem, estávamos ouvindo Tio Álvaro falar sobre Oscar Pires, um jovem jornalista que ele tanto admirava.  Tio Álvaro Bastos, homem emotivo, de sensibilidade única, que víamos chorar lágrimas tanto da felicidade oriunda de uma simples anedota quanto da melancolia de certas notas de seu próprio violão, bem que deveria ter o mesmo profundo orgulho, como de um pai para um filho, ao ver o empenho do Oscar, sempre incansável trabalhando dia e noite para que Macaé desse mais um salto avante ao futuro.

Naquele tempo Álvaro Bastos já beirava os setenta, e vivia sem saber os seus últimos anos.  Ele, como grande poeta, pelo amor desmedido que sempre teve por Macaé, expressado ao longo dos anos em prosa e verso, representava uma cidade idílica, quase senão paradisíaca, que aos poucos se mesclava a uma outra cidade, a Macaé do petróleo, do progresso, das mudanças e transformações que acompanhamos até os dias de hoje.  

Então, a amizade entre o poeta Álvaro Bastos e o jovem jornalista Oscar Pires pode ser entendida de forma simbólica como o abraço apertado entre o antigo e o novo em Macaé.  Ou seja, uma forma de se entender que Macaé, apesar de todas as transformações provenientes das mudanças sócio-econômicas, manteria ainda assim o seu porte amigável, a sua personalidade intacta daquela que já foi chamada carinhosamente de Princesinha do Atlântico.

Hoje é impossível ignorar a importância que o jornal O DEBATE teve e continua tendo até os dias atuais para Macaé e região.  Seria como se tentássemos descrever a indústria fonográfica sem mencionar o album Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band dos Beatles, seria mais ou menos como se falássemos de suspense sem lembrar de Hitchcock, das Diretas Já sem Tancredo, e por aí vai.  O DEBATE é mais do que um detalhe histórico:  ele é a própria história.

Se Macaé estava crescendo, é evidente que um jornal a altura desse progresso teria que surgir a qualquer momento como uma óbvia conseqüência.  Mas é indubitável que, por mais esperado que este momento fosse, mesmo que se fizesse uma correta premonição, alguém teria que batalhar muito para que o destino cumprisse a sua exigência.  

Teria que existir alguém que mergulhasse pela primeira vez, que abrisse os portais e entrasse, que tivesse a audácia e coragem suficientes para enfrentar todas as dificuldades por todos.  Foi necessário um pouco de sorte, mas um bocado de inteligência e vontade de trabalhar!  Sim, inteligência para saber fazer a coisa certa no momento certo, que foi exatamente o que aconteceu.  Claro, muito trabalho, pois sem o esforço de muito trabalho suado nada seria possível!  

E a medida em que este trabalho movimentava as mãos que seguravam uma câmera, mãos que datilografavam dia e noite os textos a serem publicados, estas mãos que se sujavam de tinta em meio aos linotipos, o trabalho era cada vez mais reconhecido por todos, tanto pelos comerciantes, pelos industriais, quanto pelo povo, todo o povo, desde o mais humilde até o mais abastado macaense.

Os macaenses e todos aqueles que acreditam e amam a cidade de Macaé sentem orgulho de terem um jornal autêntico, que não veio de fora e se instalou aqui, mas que surgiu de uma pequena semente plantada em seu próprio solo.  O DEBATE se tornou a nossa coca-cola, aludindo a uma declaração de Andy Warhol, pois todos podem tê-lo, tanto o rico quanto o pobre, é uma das poucas coisas que igualam as pessoas.  

Você pode ver o jornal O Debate em lugares diversos, podendo ser numa suntuosa sala de reuniões de alguma multinacional, ou no balcão de uma venda no Frade, num banco de praça no centro da cidade, nas mãos de uma criança levando-o até o pai, sob os óculos de um idoso ou simplesmente iluminado pelo sol embaixo de um bronzeador, sendo lido pelo garçom do bar ou pela moça que acabou de passar.  Bem, o jornal O DEBATE está em toda parte.

Ao jornal O DEBATE dedicamos o nosso carinho muito especial.  Queremos agradecer pelas incontáveis oportunidades que nos foram dadas para publicar nossas ideias, nossos sentimentos, nossa livre expressão artística.  Pelo espaço “Histórias e Lembranças”, “Tio Álvaro”, “Panoramas do Destino”, por todos os trabalhos literários das Cigarras, pelas poesias de Marilena e pelas charges de Alberto.  Vocês todos são muito importantes por manterem este verdadeiro organismo vivo cada vez mais vivo.

Parabéns pelo 35º Aniversário!

Autor: Alberto e Marilena Murteira

Foto: Wanderley Gil


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