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Educação em Foco

Qual será a causa de tão baixo rendimento nos concursos públicos?

Em 02/08/2010 às 11h27


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Qual será a causa de tão baixo rendimento nos concursos públicos que ocorrem periodicamente pelo país? E os vestibulares? Médias muito abaixo do esperado. O ENEM apresenta o resultado das escolas inferior a média mínima desejada, além dos alunos que demonstram que, realmente, não aprenderam “quase nada” na escola. O que será que acontece, de fato, em situações assim? Certamente que muitos fatores estão relacionados ao baixo rendimento na hora em que se é avaliado, e alguns outros fatores, fogem a compreensão e a lógica para se explicar a atuação da maioria dos alunos, e o comportamento de muitos professores durante o período escolar.
Inegável o fato de que os alunos, em maioria, não tem nenhuma responsabilidade com os seus estudos, não se esforçam, raramente pegam livros e cadernos para estudar, no período de férias esquecem até onde deixam as mochilas e, alguns, chegam a esquecer o nome dos professores, por mais incrível que pareça. Deixam, normalmente, para tentar aprender alguma coisa na semana das avaliações escolares. Essa é uma prática comum entre a maioria dos alunos, infelizmente. Estudar para o ENEM? Com certeza que isso não acontece!
Por outro lado, em algumas escolas (maioria), tem um grupo de professores, instrutores, monitores, como queiram chamar, com comportamento muito abaixo do esperado, uns pela falta da habilitação específica para lecionar, outros pela deficiência real em exercer a função. Professores que não avaliam os alunos como deveriam, seguem certas regras que não se explicam e jamais serão entendidas. Enchem os alunos com trabalhos desgastantes; cobram assuntos que não tem nada a ver com o que, de fato, eles precisam aprender; e depois saem aprovando todos sem ao menos procurar descobrir se esses alunos conseguiram assimilar alguma coisa.  Ainda tem a questão da pontuação para fechamento das notas finais dos alunos onde, inexplicavelmente, consideram como peso maior os trabalhos, a freqüência, os exercícios, e as “famosas” avaliações com consulta ou em grupo, é impressionante. Como de fato saber se o aluno aprendeu alguma coisa se ele não foi avaliado e não demonstrou que, pelo menos, sabe fazer alguma coisa sozinho sem precisar do auxílio da Internet ou do amigo mais próximo, preferencialmente, aquele amigo que é o “nerd” em sala de aula? Enquanto o aluno não for avaliado de forma consistente, os resultados serão pífios, e de nada valerá a pena ficar se falando, apenas, em dar oportunidade, em socialização, em propostas pedagógicas, em parâmetros curriculares... Antes de tudo isso existe a consciência profissional e o entendimento que cobrar de um aluno um desempenho, apenas regular numa avaliação, não é nada de absurdo e nunca será um ato penoso.  
Enquanto o professor não tiver consciência da responsabilidade do que seja reprovar, ou simplesmente aprovar achando que fez uma grande coisa e promoveu um ato de coleguismo com o aluno que era uma pessoa “legal”, continuaremos a ver os resultados abaixo da média mínima necessária para se supor que o aluno de fato aprendeu alguma coisa.

Fiquem com Deus e a paz de Jesus Cristo no coração!

Para refletir: “Conquistar é surpreender sem assustar”. - Bianca Ramoneda.       

Autor: Professor Márcio Coelho Pires


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